350_9789722121057_meia_hora_para_mudar_a_minha_vida  O livro de que eu vou falar agora tem como título “Meia hora para mudar a minha vida”, é da autoria de Alice Vieira e a editora é CAMINHO.

    Este livro foi um dos livros que eu mais gostei de ler até ao momento. Este livro fala-nos da vida de uma menina cujo nome é Branca. (Neste momento vocês devem estar a pensar que ela tem um nome muito esquisito, mas eu já vos vou explicar qual a razão para ela ter um nome assim tão invulgar). Branca tem este nome devido ao facto de ela ter nascido em pleno palco da Feira (um pequeno teatro que representava peças de Gil Vicente) quando a sua mãe estava a representar o papel de Branca-a-Brava.

     A Feira passou a ser a casa de Branca e da sua mãe, pois Mercúrio, o dono da Feira ou se preferirem o patrão, aceitava toda a gente que quisesse viver lá desde que ajudasse nas tarefas que era necessária cumprir.

   A vida na Feira era muito tranquila e sem luxos e Branca sentiu que aquela era a sua verdadeira casa, o sítio onde ela queria passar o resto da vida. Lá todos eram como uma família, apesar de ninguém ter qualquer grau de parentesco, com a exceção de Mercúrio e do Diabo que eram pai e filho.

   A sua mãe estava sempre cheia de dores e os imensos bolsos das suas calças estavam carregados de frascos de comprimidos que ela engolia aos cinco de cada vez. A sua mãe dizia que estava apenas cansada de tantos espetáculos, mas Branca começou a perceber ao longo do tempo que a sua mãe estava doente.

   Certo dia chegaram umas senhoras (referidas pela narradora como Elas, a mais-velha e a mais-nova)que bateram à porta e pediram para entrar. Elas foram lá para ver se a casa tinha condições para ela viver e com quem é que ela vivia, mas foi Justina que conversou com ELAS e por isso a conversa foi uma grande baralhada.

   Quem serão ELAS, o que é que elas irão fazer à pequena Branca e será que a sua mãe ainda sobreviverá por muito tempo à doença? Leiam, deixem-se tocar por esta narrativa tão cheia de vida.

João Pedro Martinho

10262_4    Este livro conta-nos a história de um menino que vivia com os seus pais na Inglaterra, mas que de vez enquanto ia visitar a avó que vivia na Noruega. Um dia, quando a família ia visitar a avó, tiveram um acidente, mas felizmente o menino conseguiu sobreviver. Depois, o menino foi viver com a avó na Noruega e a sua avó contava-lhe várias histórias sobre bruxas e como identificar uma, pois,  como a avo dizia, na Noruega havia muitas bruxas.

    Passado algum tempo, entrou em casa da avó um senhor de fato preto com uma pasta na mão e foi falar com ela. A seguir, a avó foi ter com o neto e disse-lhe que se tinham de mudar para a Inglaterra. Quando já estavam instalados na antiga casa do rapaz, quase a chegar as férias de verão, a avó prometeu-lhe que iam passar as férias a Noruega, mas devido a uma doença já não puderam ir e acabaram por passar as férias num hotel.

     Ao entrarem no hotel, foram recebidos por um diretor muito simpático que lhes indicou o quarto onde iam ficar. Quando  chegaram ao quarto, o rapaz começou logo a brincar com os ratos brancos que  a avó lhe tinha dado; a empregada ao ir limpar o quarto viu os ratos e começou a correr como tolinha até ao diretor do hotel. Este, quando ouvi a empregada, foi logo ter com o menino e disse-lhe que ou nunca mais tirava os ratos da gaiola ou os mandava dar uma volta para outro lado. O menino saiu do quarto e foi procurar um sítio onde pudesse brincar com os ratos sem ninguém o ver. Logo encontrou uma sala grande que tinha um cartaz grande a dizer “Reservado proteção contra as crianças”; ele entrou e instalou se atrás dum boneco e ficou lá. De repente, entraram muitas mulheres bonitas onde estava o rapaz inocente que não sabia quem elas eram. Passado um pouco, todas as raparigas que eram bruxas tiraram as perucas, sapatos e luvas. O rapaz começou a tremer com medo do que elas lhe podiam fazer. Quando a reunião anual das bruxas acabou, uma delas sentiu o cheiro a crianças e logo o encontraram.

A pergunta que eu deixo é: Será que o menino vai conseguir salvar-se? Se não, o que lhe vai acontecer? Surpreendam-se com este magnífico livro!

Leonor Rodrigues

 

z7frmpgknr6uee3trym7iald   O livro que li tem como título Sexta-Feira ou a Vida Selvagem, do escritor Michel Tournier.

   Robinson era um comerciante inglês, de York, que deixou a sua mulher e dois filhos, e partiu numa viagem num barco chamado “Virgínia” para fazer trocas comerciais com o Chile. Após uns dias de navegação, houve uma grande tempestade e o barco em que navegava naufragou. O capitão, toda a tripulação e materiais foram levados pelas gigantescas vagas. O único sobrevivente foi Robinson que acordou, um pouco magoado, numa praia de uma ilha deserta. Começou, então, a explorar a ilha, mas sempre com um enorme desejo de voltar para junto da sua família. Quando, ao longe, avistava um barco corria a fazer uma fogueira ou a colocar lume num enorme tronco que parecia uma tocha, visível a muitos quilómetros de distância, para ser visto. Depois, com materiais do “Virgínia”, começou a construir um barco, ao qual deu o nome de “Evasão”. Porém, apercebeu-se que construiu o barco na praia e não o conseguiu levar para o mar. Desistiu dos trabalhos e começou a civilizar a ilha. No meio dos destroços do barco, Robinson encontrou o seu cão Tenn e este ficou todo feliz por voltar a ver o seu dono. Robinson, tentando viver como numa civilização, fez construções, cultivou campos, domesticou animais selvagens, fez leis para ele cumprir, nomeou-se governador e deu um nome à ilha “Speranza”.

   Certo dia, aparece um grupo de índios na ilha a fazer os seus rituais e iam matar um índio. Este, perseguido por outros dois índios, começara a correr e Robinson ajuda-o a fugir e acolhe-o na ilha. Quando os índios foram embora, Robinson dá-lhe o nome de Sexta-Feira, (pois foi acolhido numa sexta-feira) ensina-lhe regras de civilização e passa a ser seu grande amigo e empregado. Mas Sexta-Feira não entendia por que razão tinha de viver com todas aquelas regras e, por vezes, não obedecia ao seu governador. Um dia, Robinson vai até a uma gruta descansar e pensar e Sexta-Feira logo começou a fazer asneiras. Começou a fumar e quando Robinson apareceu chamou por ele e Sexta-Feira atirou o cachimbo para cima de uns barris de pólvora, provocando uma enorme explosão, que destruiu toda a ilha e matou o velhinho Tenn.

   A partir daí, os dois passaram a viver como selvagens. Sexta-Feira ensinou a Robinson a construir coisas à maneira dele, novos cozinhados e também a comunicar por gestos. Um tempo após, Sexta-Feira, com o seu óculo, avistou ao longe um barco a vir em direção à ilha e foi logo avisar Robinson e este ficou feliz. Passado algum tempo o comandante William Hunter convidou-os para ir com ele navegar, no seu grande barco, de nome “Whitebird”.

Será que Robinson e Sexta-Feira vão aceitar a proposta do comandante?

Robinson voltará para a sua terra?

Se ficaste com curiosidade e queres saber o destino de Robinson e Sexta-Feira, lê este interessante e fantástico livro.

Filipa Jorge Ferreira

60440016_cidades_de_papel   Este livro relata-nos a história de um rapaz, Quentin Jacobsen, e da sua amiga Margo Roth Spielgelman. Margo e Quentin já eram amigos desde os nove anos quando os dois se mudaram para Jefferson Park. Eles davam longos passeios de bicicleta pelo parque e um dia encontraram um homem com uma poça de sangue em volta dele, e também com uma pinga de sangue escorrendo-lhe pela boca; imediatamente descobriram que ele estava morto. Quentin, como era tímido e reservado, não deu importância ao assunto, no entanto, o seu oposto, Margo, queria saber tudo a respeito do homem e sempre dizia que todos os fios do homem estavam partindo. Depois veio-se a saber que o homem se tinha suicidado.

   Passaram-se anos e agora os dois amigos são finalistas do secundário. Margo é muito popular e tem um namorado… Quentin tem dois amigos maravilhosos: Ben e Radar. Certa noite, Margo aparece no quarto de Quentin a partir da sua janela e pede-lhe o carro, mas não só, também diz que queria que ele fosse a conduzir, e acrescentou ainda que naquela noite iam acabar com toda a injustiça. Pegaram no carro às escondidas e partiram primeiro para o supermercado onde compraram: três peixes, veet, vaselina, seis latas de cerveja, uma dúzia de tulipas, uma garrafa de água, lenços de papel e uma lata de tinta de spray azul. De seguida, foram para a casa da ex-melhor amiga de Margo que estava enrolada com o ex-namorado dela que a traíra. Primeiro travaram o carro do James, o ex-namorado, depois avisaram o pai de Becca, a ex-melhor amiga, que esta estava a ter relações sexuais na cave. Nesse momento começaram-se a ver luzes e de repente viu-se sair James nu e tiraram-lhe uma foto. Nessa noite deram-se muitas mais peripécias interessantes e divertidas.  Certo momento, Margo e Quentin foram ver a vista de cima de um prédio. Lá Margo comentou que Jefferson Park era uma cidade de papel onde todas as pessoas são de papel, frágeis, sem se importarem com o que realmente importa;  Margo adiantou que nada a prendia ali… dizia que o seu último fio tinha partido… Quentin pensava que Margo se ia suicidar mas esta negou. Na manhã seguinte, Quentin acordou pior do que estava na noite anterior. Foi à escola como sempre, mas durante dois dias Margo não aparecera na escola. Quando Quentin chegou a casa no fim do segundo dia estavam lá os pais de Margo acompanhados de um detetive. Os pais de Margo diziam que já estavam fartos que ela desaparecesse… diziam que Margo voltaria quando o dinheiro acabasse… que ela era uma adulta… O detive queria falar com Quentin sobre os outros desaparecimentos de Margo e dizer-lhe que ela sempre deixava pistas. Quentin ficou decidido a encontrá-las. À tarde, Ben e Radar foram jogar playstation para a casa de Quentin e ele falou-lhes sobre isso das pistas de Margo. Foi nesse preciso instante que se virou para a janela do quarto de Margo e viu um cartaz nos estores que dizia “ESTA MÁQUINA MATA FASCISTAS”.

   Será que Quentin e seus amigos vão partir na aventura de encontrar Margo? E … se sim, será que alguma vez a irão encontrar??? Se queres descobrir tudo isto e muito mais, lê este empolgante livro, “Cidades de Papel”.

 Francisco Matos

9789897412486    Num dia, quando Mariana entrara no seu quarto, apercebeu-se que Mónica estava doente e passado algum tempo foi a vez de Margarida e da Madalena. Mariana aproveitou-se do assunto para fazer que adoecera também.

    Ao chegar a casa, Manuel encontra o seu irmão Miguel a procurar… a Estrelinha, a coelha que o Filipe ofereceu à Mónica quando começaram a namorar. Chegaram a casa e ninguém sabia dela. Quem a tinha era a Mariana.

    Quando, certo dia, a Estrelinha fez cocó na cama da Mariana, ela enfiou-a dentro da mochila da irmã mais nova, a Margarida, que quando melhorou e voltou a ir a escola teve um grande espanto quando encontrou na sua mochila. Então, quando voltou a casa, disse aos pais e à Mónica que estava desesperada, que a coelhinha aparecera. Com esta brincadeira, a Mariana ficou sem o seu telemóvel, sem o computador e não podia sair de casa com as amigas durante uma semana, logo na semana da festa da Carolina, a sua melhor amiga. Então para se vingar, Mariana passou para o seu telemóvel sons de fenómenos sobrenaturais aterradores e escondeu-o dentro da mala de Carolina. Pôs, ainda, um placard com um aviso na parede da escola que dizia que na rua Vale de Nabais, onde Carolina morava, estavam a existir fenómenos sobrenaturais e que quem ouvisse devia chamar as autoridades.

    Na noite da festa da Carolina, quando já todos dormiam…

    Para saberem o que se passou – e acontecimentos surpreendentes estão para acontecer! – leiam este livro!

    Francisca Silva