SegredoNestas últimas semanas, estive a ler o livro “O segredo do Senhor Ninguém”, escrito por David Almond. Adorei esta história, pois a forma de que esta se encontra escrita puxa-nos para dentro do livro. Hoje vou relatar-vos um pouco desta história, pois acho que vos vou dar motivação para lerem este livro.

Este livro fala-nos de um rapaz chamado Michael que vivia numa cidade com os seus pais e com a sua irmã bebé, mas eles tiveram que se mudar para uma aldeia. Michael não gostou muito da ideia, pois é muito longe da sua escola e já não poderia brincar com os seus amigos. Mas, o que mais o chateou, foi o estado da casa em que iriam viver; esta estava toda velha, cheia de ervas grandes, janelas partidas e muitas outras coisas estragadas. Em suma, a sua vida iria mudar!

 Michael é uma criança muito gentil e corajosa que, mais tarde, irá ter um encontro com uma menina chamada Mina. Eles vão se tornar grandes amigos! Ela mora na casa em frente à do Michael. Mina é uma menina muito bondosa e adora pássaros. Mas há uma diferença entre eles os dois: Michael frequenta a escola e adora o convívio com os seus amigos no recreio, Mina não sabia o que isso era, pois nunca tinha ido à escola! Vocês devem estar a perguntar-se se ela sabia ler e escrever… Sim, ela sabia, pois a mãe dela dá-lhe aulas em casa. 

Quando Michael entrou no seu novo lar, apercebeu-se que os antigos donos tinham tirado a mobília toda, menos na garagem. Este perguntou ao seu pai o porquê, mas a resposta deste não foi muito clara. O seu pai apenas lhe respondeu que aquele sítio era perigoso, pois bastava tocar na estrutura que esta abanava toda e que no futuro eles iriam  removê-la, acrescentando que não queria que Michael entrasse lá dentro! Michael, curioso, decidiu não obedecer ao pai e entrou lá para ver de mais perto o que estava dentro e apercebeu-se que esta estava toda suja e cheia de moscas. Ele não hesitou e continuou a andar até que tropeçou numa caixa e caiu mesmo ao lado de um senhor todo sujo, pálido e de pele branca. Michael entrou em pânico e pensou que o senhor estava morto. Saiu dali a correr e não comentou nada a ninguém, pois tinha desobedecido! Nessa noite não conseguiu dormir sossegado, estava ainda a tremer com o que tinha visto e a sua irmã bebé estava a chorar bastante. Foi ter com ela para a acalmar, mas já lá estava a sua mãe. Esta decidiu levá-la ao hospital.

No dia seguinte, ele encontrou Mina sentada no jardim verdejante em frente a casa, que desenhava pássaros enquanto os observava. Decidiu ir ter com ela para conversarem e tornaram-se logo amigos. Michael ficou feliz por ter uma amiga nova, mas continuava curioso sobre o senhor com quem se tinha deparado na garagem. Já de noite, Michael decidiu lá voltar, pois queria confirmar a presença deste, porque achava que tinha sonhado. Quando lá entrou, avistou-o novamente e, a medo, falou com ele, mas este só dizia que queria 27 e 53. Michael não entendeu o que o senhor queria dizer com isso e então decidiu ir embora para jantar. O pai dele ia pedir comida chinesa e perguntou a Michael que número de comida queria, ele lembrou-se e pediu 27 e 53.

 Depois de jantar, Michael levou um pouco de comida ao senhor que muito lhe agradeceu. De barriga cheia, este começou a conversar com Michael, mas pouco lhe contou. Michael ficou a saber o seu nome: Senhor Skelling. Para Michael, guardar aquele segredo era difícil, pois não podia contar aos pais porque estes o tinham proibido de lá entrar e ele tinha medo que eles pusessem o senhor Skelling na rua, então decidiu contar o segredo a Mina. Ela ajudou-o a encontrar uma casa para o senhor, pois em breve a garagem ia ser demolida. Depois de muita insistência, o senhor deixou-se levar para uma casa abandonada que pertencia à família de Mina.

Depois das obras de casa estarem adiantadas, Michael voltou para a escola, mas a sua irmã ainda estava internada no hospital. Com a vida agitada, Michael ficou com menos tempo e as suas visitas ao senhor Skelling eram escassas. Numa breve visita ao senhor Skelling, Mina e Michael depararam-se com algo incrível…

Se desejarem saber o quanto incrível é o resto da história, leiam este livro!

Ivo Cunha

Uma aventuraEu estava à procura de um livro para ler e a minha irmã apresentou-me este. De início não estava a gostar, no entanto comecei a ler e facilmente fiquei agarrado à aventura que o livro conta e dei por mim a viajar no mundo da fantasia, devorando página atrás de página.Neste livro há mistério, aventura, comédia, suspense, o que faz com que fiquemos agarrados à sua leitura do início ao fim.

Eu vou apresentar-vos o Pedro; o Pedro é um rapaz magro e alto, tem um cabelo preto em cima da sua cara magra, tem uns lábios carnudos e umas bochechas gordas; apesar dos seus óculos grandes, o brilho dos seus olhos castanhos ainda é visível. O Pedro é o mais inteligente e corajoso dos cinco jovens, ele é destemido e preocupado, um pouco medroso mas cauteloso; não digam aos outros, mas o Pedro é o meu favorito!

Tudo começou quando estes jovens iam para uma viagem mas acabaram por adormecer no comboio e ficaram perdidos. Apareceu uma camionete que os levou para um sítio, como na história diz, para o sítio errado. Acabaram por calhar numa casa simpática com muitos turistas mágicos, e lá conhecerem uma mulher generosa que lhes ofereceu quarto e comida. Essa mulher era a esposa de Leopoldo, o dono da casa. Durante a noite, os jovens ouviram um ruído, foram verificar de que se tratava e viram o dono da casa desmaiado com uma pequena abertura na cabeça e um cavalo com sangue… Acharam estranho, pensaram que foi um acidente e voltaram para o quarto. O Pedro não conseguia adormecer, pois o que tinham visto não lhe saía da cabeça e procurava encontrar respostas na sua cabeça; ele pensou que podia ter sido um ataque, mas porquê? Tratar-se-ia de vingança? Roubo? Ou realmente poderia ter sido só um acidente. No dia seguinte, o sr. Leopoldo apresentava sinais de amnésia e confusão, ele achava que Pedro era o filho dele! O grupo de amigos, além de acharem tudo isso muito estranho, também ficaram preocupados e decidiram ficar mais uns dias a ver se o sr. Leopoldo melhorava. Traçaram um plano do que deveriam fazer; então, enquanto uns ficavam em casa a olhar pelo sr. Leopoldo, o Chico foi procurar ajuda e tentar comunicar com o lugar onde eram esperados. Encontrou um acampamento, onde conheceu a Mónica que era sobrinha do sr. Leopoldo e que lhe contou uma história muito bizarra sobre um ladrão que tinha escondido a sua fortuna na casa do seu tio. Agora tudo começava a fazer sentido, ele estava de volta para recuperar o que era seu.

E agora, se queres saber como termina esta aventura, terás que ler o livro… Fica uma pergunta: Quem encontrou primeiro o ouro, os ladrões ou os cinco jovens?

Afonso Marques

   Anjo Este livro fala de um anjo que apareceu no bolso da camisa de um camionista chamado Bert. O anjo assustou o Bert, pois este pensava que estava a ter um enfarte, no entanto era apenas um simples e pequenino anjo que estava no seu bolso. Bert levou o anjinho para casa, para viver com ele e com a sua mulher chamada Betty. Esta ficou impressionada por ver uma espécie tão estranha como aquela. A Betty deu-lhe o jantar e, como o Angelino gostava muito de doces, esse foi o seu jantar. A Betty e o Bert combinaram que, no dia a seguir, o Angelino iria com a Betty para a escola onde ela trabalhava como cozinheira. E assim foi. No dia a seguir, logo pela manhã, o Angelino, transportado num saco, foi para a escola com a Betty, mas antes esta apresentou-o a uma amiga sua. Estranho foi quando um sujeito de preto chamado K estava a vigiá-las e a escrever qualquer coisa num bloco de notas, mas estas não se aperceberam. O Angelino estava sentado ao lado do leite-creme feito pela Betty quando as crianças da escola o viram pela primeira vez. Passado algum tempo, a diretora substituta, chamada Mole, viu-o e quis que o Angelino tivesse aulas com a turma 5ºK, com o professor Cheiroso. Na sala de aula, o Angelino sentou-se à beira da Nancy, uma menina que mais tarde acabou por se tornar uma grande amiga sua. No intervalo do meio-dia, o Angelino jogou à bola com o Jack e com vários outros meninos. Durante esse intervalo, o anjinho cresceu, aprendeu a voar e aprendeu a falar. Enquanto eles se divertiam, o sujeito de preto chamado K continuava a falar ao telefone com o seu chefe. Estes combinaram o K fingir que era um inspetor-chefe do Ministério. E assim, este entrou na escola e observou e criticou professores, mas o seu disfarce não durou muito tempo, pois quando a Betty entrou na sala de arte, que era onde ele estava, reconheceu-o, pois esta já tinha trabalhado onde o K tinha estudado. Sem saber como reagir, o K fugiu da sala a correr, e não cumpriu o seu objetivo, que era levar o Angelino para o seu chefe. Quando chegou a casa, a Betty contou ao seu marido a aventura que tinha acontecido naquele dia. A Betty e o Bert decidiram que no dia a seguir o Angelino iria com o Bert para o autocarro.

Na manhã seguinte, o Bert levou o Angelino consigo para o autocarro. A Nancy, a Alice Obi e o Jack, que eram meninos da escola onde a Betty trabalhava, decidiram fazer um projeto chamado Autocarros e Anjos, então passaram esse dia no autocarro do Bert com o Angelino. O que eles não esperavam é que o K iria estar no autocarro. Este pegou no anjo e saiu a correr. Todos tentaram apanhá-lo, mas não conseguiram. O K entregou o anjo ao seu chefe, enquanto as crianças foram falar com a diretora substituta sobre o anjo. Esta não gostou nada do facto das crianças terem ido falar sobre o anjo enquanto ela estava numa reunião com o verdadeiro inspetor do Ministério. As crianças contaram também à Betty, que ficou preocupada. Nas mãos do K e do Chefe, o Angelino pedia que o libertassem. Durante essa noite as crianças combinaram ir à procura do Angelino. E assim foi. Na manhã seguinte, a Nancy, a Alice Obi e o Jack foram à procura do Angelino. Mas esta procura não foi uma procura normal, foi uma procura por instinto. E por incrível que pareça, eles conseguiram encontrar o Angelino, o que eles não esperavam é que um homem alto e forte, chamado Chapadas, iria aparecer. O Chapadas ficou em frente ao anjo enquanto as crianças estavam atrás de si e o K e o Chefe estavam um agarrado ao outro, cheios de medo. O Chapadas pega no anjo, enquanto tinha uma expressão horrorosa, na cara. Este abre a boca e dá a impressão que vai fazer algum mal ao Angelino, que o vai levar dali para fora, e nunca ninguém mais lhe porá os olhos em cima.

Será que as crianças vão conseguir derrotar o Chapadas e ficar com o Angelino, ou será que o Chapadas vai ficar com o Angelino e vai fazer-lhe alguma coisa? Se quiserem saber, leiam este livro!

Joana Ferreira

MinaA leitura deste livro foi uma sugestão do meu professor de português, na sala de aula. Como já tinha terminado a leitura do “Segredo do Senhor Ninguém”, achei que fazia todo o sentido de seguida ler “O Meu Nome é Mina”, também do mesmo autor, David Almond. Uma oportunidade de conhecer melhor Mina, uma personagem bastante extraordinária.

Esta obra trata-se do diário de Mina, uma jovem com apenas nove anos, mas bastante diferente das crianças da sua idade. O que faz com que ela não consiga fazer com facilidade amizades, pois ela vê o mundo de outra forma. É, no entanto, uma menina extremamente inteligente e criativa. Como adora escrever, é no seu diário que irá dar largas à sua imaginação, onde regista as suas descobertas, umas mais simples e outras mais profundas, dando-nos uma outra visão do mundo. Mas apesar de ser muito inteligente, ela tem grandes dificuldades na escola, tirando muitos zeros em textos que para ela estão magníficos. A mãe é então chamada à escola para ser posta a par desta situação e do seu insucesso escolar e social. Contudo, para sorte de Mina, esta compreende-a e vai tentar ajudá-la colocando-a no ensino doméstico e, apesar das dificuldades financeiras, está disposta a ajudar a filha respeitando a sua maneira de ser. Quando estão a tentar a aprovação do ensino doméstico, a equipa que as visitou sugere que Mina tente frequentar Corinthian Avenue, um Centro de Reinserção Educativa onde toda a gente lá é como ela. Segundo Mina “uma escola de inadaptados”.

Será que Mina vai ficar na escola Corinthian Avenue? Será que vai fazer amigos e finalmente se conseguir integrar? Lê este livro e descobre o que lhe vai acontecer.

Rafaela Matos

Fada atarantadaCerto dia, dois primos foram dar um passeio de bicicleta. De repente, começou a chover e eles abrigaram-se num buraco que tinha no tronco de uma árvore. A Matilde começou a sentir um cheiro a pinhões que vinha de baixo da árvore e ganhou apetite. O Gonçalo meteu a mão a ver se conseguia apanhar pinhões para a prima, mas encontrou uma alavanca. Sem controlar a curiosidade, puxou a alavanca e nesse momento apareceu um escorrega que os levou para baixo. Meio assustados, foram vendo o que havia lá; encontraram três portas, mas só uma estava aberta. O Gonçalo espreitou e viu que estava tudo virado ao contrário.

Os primos, muito curiosos, decidiram entrar e encontraram uma fada, mas esta, em vez de ter uma varinha mágica, tinha uma rede de caçar borboletas e tentava apanhar o Sortudo, só a ouviam a gritar “Sortudo, anda cá Sortudo!”. Quando os primos se aproximaram, viram que o Sortudo era um gato muito irrequieto e com uma varinha mágica na boca. Quando a fada viu os primos, pediu-lhes ajuda para apanharem o gato.

Depois de muito brincar, o gato subiu para um armário, enrolou-se todo para descansar e deixou cair a varinha ao chão. A fada e os primos apanharam-na e foram procurar no livro de receitas da avó um feitiço de como transformar gatos em sapos. O problema é que a avó nunca completava as frases das receitas e deixava sempre uma palavra por dizer, assim os feitiços pareciam adivinhas. Depois de adivinharem a palavra que faltava no feitiço, os dois foram teletransportados para uma ilha, o estranho é que eles ficaram muito pequenos, talvez se tivessem enganado no feitiço…

Na ilha encontraram um coelhinho a chorar porque tinha perdido os filhos. Rapidamente os primos ofereceram ajuda para os procurar e, seguindo umas pegadas que estavam no chão, encontraram os coelhinhos atrás de uma moita. De repente os primos começaram a crescer e ficaram gigantes. Do rio vinha um barulho muito estranho, eles foram ver o que era e viram que estava um cavalo a afogar-se; como estavam muito grandes, entraram no rio e salvaram o cavalo. Lentamente, o corpo deles foi voltando ao tamanho normal. Cansados e com fome, decidiram voltar para casa, mas não sabiam como. A fada fez de novo um feitiço e mandou-os para sua casa. Quando chegaram, encontraram um sapo que era na realidade o gato Sortudo.

Será que eles vão conseguir transformar o sapo num gato, outra vez? Lê este livro e saberás!

Tiago Machado

    O livro que li chama-se «História de um caracol que descobriu a importância da lentidão». Este livro é do escritor Luis Sepúlveda e nasceu da curiosidade do seu neto Daniel que lhe perguntara: «Porque é tão lento o caracol?»

   A partir deste momento, o autor prometeu-lhe uma resposta e escreveu esta fantástica história.

   Num prado chamado País do Dente-de-Leão, sob a frondosa planta do calicanto, vivia uma colónia de caracóis. Nunca nenhum se aventurara a sair do prado, a conhecer os seus limites, nem a ver a estrada de asfalto. Estavam habituados a chamar uns aos outros simplesmente “caracol” e conformados com um estilo de vida lento e silencioso.

   Mas entre o grupo existia um corajoso caracol que queria conhecer os motivos da lentidão e desejava ter um nome. Mas os seus companheiros mostravam-se indiferentes aos seus desejos. Por isso, e apesar da reprovação dos outros caracóis, embarca numa destemida viagem.

   Certo dia, o caracol ouviu os sussurros de dois caracóis que falavam de um mocho que vivia entre a folhagem da faia mais antiga do prado. Comentavam que ele era bastante sábio. O caracol decidiu ir perguntar-lhe os motivos da sua lentidão. Então lentamente, muito lentamente, saiu do calicanto de madrugada e somente chegou lá à noite.

   O caracol perguntou ao mocho se sabia os motivos da sua lentidão. Este disse que subisse para o seu ramo. Então trepou, lentamente, muito lentamente e quando lá chegou já o sol brilhava. Admirado, perguntou ao mocho por que, sendo dia, estava com os olhos fechados. O mocho retorquiu: «Abro-os à noite e vejo tudo o que há; durante o dia fecho-os e assim vejo tudo o que houve». Depois disse-lhe que era lento porque carregava um grande peso. O caracol não se convenceu e retomou a sua viagem até ao calicanto, lentamente, muito lentamente.

   Encontrou toda a sua colónia entregue ao que chamavam «o costume».

O caracol insistia tanto nas suas preocupações, a injustiça de não ter um nome e conhecer os motivos da lentidão, que um velho caracol ameaçou expulsá-lo do calicanto. Esta ameaça ofendeu muito o caracol, levando-o a sair do calicanto. Antes de partir disse aos seus amigos que só voltaria quando tivesse um nome e descobrisse os motivos da lentidão.

Após uma lenta viagem, o caracol deitou-se numa pedra para descansar, mas esta começou a mexer-se. Descobriu, assim, que estava a falar com uma tartaruga, que lhe daria as respostas certas e as perguntas que lhe faltavam. A tartaruga contou-lhe que já havia vivido com os humanos que lhe deram o nome de Memória e quis, também, batizar o caracol com o nome Rebelde. Memória levou Rebelde a conhecer o extremo do prado e informou-o que os humanos iriam destruir o calicanto. Muito preocupado, Rebelde decidiu voltar atrás, para avisar os seus amigos caracóis. Muitos não acreditaram e os mais novos seguiram Rebelde. Quando este olha para trás tinha toda a colónia atrás de si e sente um grande sentido de responsabilidade.

O rebelde e corajoso caracol parte em aventura … Lentamente, muito lentamente!

Será que o calicanto ficará destruído e Rebelde encontrará um local acolhedor para os caracóis?

  Filipa Jorge Ferreira

Uma viagemEste livro conta-nos a história de dois irmãos, a Ana e o João, que foram passar férias à quinta da tia Júlia, na serra do Marão. A tia Júlia não os deixava sair da quinta, pois, lá para as bandas do castelo, havia luzes e ouviam-se uivos à noite. As pessoas achavam que lá havia um lobisomem. Então o João e a Ana começaram a ter um comportamento exemplar, para que a tia os autorizasse a fazer um piquenique junto ao rio, mas em vez disso irem conhecer o castelo.

O plano dos irmãos correu como pretendiam e, um dia, a tia Júlia autorizou-os a sair… Foram, então, até ao castelo, onde encontraram um velho sorridente chamado Orlando, que era o dono do castelo. Orlando convidou-os a visitar o castelo e eles aceitaram. Em conversa com Orlando, os irmãos aperceberam-se que ele era o lobisomem de que toda a gente falava, mas, na verdade, ele era apenas um cientista. Ele falou-lhes do projeto em que estava a trabalhar, tratava-se de uma máquina do tempo e levou-os à sua cave para lhes amostrar a máquina… Passou os dedos numa aresta de uma pedra e empurrou-a e a parede começou a deslizar. Orlando disse-lhes que, se recuassem no tempo até ao século XII, iriam encontrar, naquele mesmo castelo, o destemido e imponente cavaleiro Argemiro, o Negro. De imediato, João disse que queria conhecer esse cavaleiro e viajar até ao século XII.

Quando voltaram a abrir os olhos, estavam no castelo. O cavaleiro Argemiro e os seus fidalgos preparavam-se para partir para uma caçada. O cientista Orlando e os irmãos Ana e João foram observar a caçada, mas tiveram de ser discretos para não serem descobertos. Procuraram a cavalariça, montaram os seus cavalos e cavalgaram monte acima, juntando-se aos caçadores. Os cavaleiros caçaram um javali. A certa altura, o João ficou para trás e, irritado por não conseguir ver o que faziam ao javali, esqueceu-se de que devia passar despercebido. Os cavaleiros, assustaram-se com a sua presença que para eles era uma estranha criatura. João disse à Ana para fugir porque tinham sido descobertos. Embrenharam-se pelo meio das árvores, enquanto eram perseguidos pelos cavaleiros, até que encontraram uma aldeia e voltaram a encontrar Orlando, de quem se tinham separado durante a fuga. Atiraram-se ambos para um monte de feno, com o objetivo de se esconderem. Com a fuga, João perdeu o rasto de Ana. Orlando e João rasgaram as suas roupas para fingirem ser vagabundos e dirigiram-se ao centro da aldeia onde encontraram um grupo de crianças à volta da Ana que estava desmaiada.

Uns camponeses acolheram-nos em sua casa pensando serem peregrinos. Orlando apercebeu-se que eram paupérrimos e tinham muitos filhos. Na manhã seguinte, um grupo de servos procurava homens para reparar a capela que o conde Argemiro possuía no limite das suas propriedades. O cientista encontrou aí uma oportunidade que não podia perder: uma boleia de carroça. Partiram com o grupo em direção à capela que ia ser restaurada, mas Orlando tinha um plano: enquanto todos estivessem a dormir, iam sair das terras do conde Argemiro e passar para as terras de outro senhor, embrenhando-se pela floresta.

Esse dia chegou e …

Se queres saber o que aconteceu ao Orlando e aos irmãos, lê este livro!

João Rodrigues

O meu pai éEste livro fala sobre um pai e a sua filha, Lizzie, que moravam no número 12 de Lark Lane, uma pequena cidade no Norte de Inglaterra. O livro começa com a Lizzie a acordar o pai, o pai foi à cozinha tomar o pequeno-almoço e, como a filha tinha ouvido estrondos e gemidos no quarto dele, perguntou-lhe o que ele tinha estado a fazer. O pai respondeu-lhe dizendo que tinha estado a sonhar.

Depois do pequeno-almoço,  a Lizzie disse-lhe quais as tarefas que ele tinha que fazer e perguntou-lhe quais eram os seus planos. O pai disse-lhe que ia voar, para treinar para o concurso do homem-pássaro; esse concurso consistia em atravessar o rio Tyne a voar e o vencedor ganhava mil libras.

Depois do pai começar a agitar os braços e correr à volta da sala, a Lizzie avisou-o que a tia Doreen ia lá a casa, notícia que deixou o pai chateado e insatisfeito. Mas Lizzie não sabia se podia deixá-lo sozinho enquanto a tia Doreen não chegasse, mas o pai disse-lhe que ela precisava de ir para a escola e, como ela gostava da escola, foi! Eles despediram-se e Lizzie foi a correr para a escola. Quando ela foi embora, o pai fechou a porta, cuspiu a sua torrada e foi atrás de uma mosca. Olhou pela janela para ver se Lizzie estava escondida atrás de uma árvore, depois foi ao seu quarto buscar umas asas de confeção caseira que estavam escondidas.

Enquanto ele sonhava, ouviu-se alguém a gritar no exterior: era o Sr. Poop a falar das inscrições para o concurso do homem-pássaro. O pai correu pelas escadas abaixo muito excitado. Ele disse que queria inscrever-se e o Sr. Poop avançou pelo jardim com o quadro de madeira, entrou na cozinha e fez-lhe algumas perguntas pessoais, perguntou-lhe qual seria o seu método de propulsão e o pai disse-lhe que era as suas asas, mas o Sr. Poop não estava convencido de que aquelas asas conseguiriam atravessar o rio. Quando o Sr. Poop estava a ir embora, ele aconselhou o pai a usar capacete. Depois de o Sr. Poop ir embora, o pai começou a sonhar sem perceber que a Lizzie tinha entrado; quando ele parou de sonhar riu-se e comeu um besouro e a Lizzie estava a vê-lo.

Lizzie e o pai estiveram a trabalhar: as asas, o bico e a crista. Mas aperceberam-se que lhes faltava o ninho, e foram fazer um. Entretanto, o pai inscreveu também a Lizzie no concurso do homem-pássaro.

Será que a Lizzie e o pai vão conseguir voar sobre o rio Tyne? Se queres saber, lê este livro!

João Rodrigues

CavaleiroEsta história acontece no Natal, na casa do Cavaleiro que se situava na Dinamarca; na sua casa, nesta época, só havia calor, luz, riso e alegria. Na sua casa também havia uma mesa muito comprida onde se sentavam o Cavaleiro, a sua mulher, os seus filhos, os seus parentes e os seus criados. Mas a noite de Natal era igual todos os anos; então, no fim de uma certa ceia de Natal, o Cavaleiro disse que iria partir e que, depois de dois anos, estaria ali, novamente, a celebrar o Natal.

Na primavera, o Cavaleiro partiu para o porto mais próximo, foi ter à costa da Palestina e dali seguiu com outros peregrinos para Jerusalém. Visitou um por um os lugares santos. Quando chegou o dia de Natal, ao fim da tarde, o Cavaleiro dirigiu-se para a gruta de Belém, onde rezou toda a noite.

Passou ainda dois meses na Palestina, Depois, em fins de fevereiro, saiu de Jerusalém e, na companhia de outros peregrinos, partiu para o porto de Jafa. Entre esses peregrinos havia um mercador de Veneza com quem o Cavaleiro travou uma grande amizade. Em Jafa foram obrigados a esperar pelo bom tempo e só embarcaram em meados de março.

Mas, uma vez no mar, houve uma tempestade e aconteceu um desastre com o barco, o Cavaleiro já pensava que não voltaria a casa, mas, passado cinco dias, o vento amainou, o céu descobriu-se e o mar alisou as águas. Conseguiram chegar ao porto da cidade de Ravena, na costa do Adriático, porém, não puderam seguir viagem, pois o barco estava muito desmantelado. Então o Cavaleiro esperou por outro barco, a beleza da Ravena enchia-o de espanto. O Mercador disse ao Cavaleiro para ele não ficar ali, pois a sua cidade era mais espantosa que Ravena, ele referia-se a Veneza. O Mercador disse-lhe que depois de Veneza ele poderia seguir para o porto de Génova, pois assim o Cavaleiro atravessaria o Norte de Itália, conheceria as cidades mais belas e ricas cidades da Europa. De Génova partiam constantemente navios para a Flandres, logo, chegaria mais depressa à sua terra. O Cavaleiro aceitou o conselho do Mercador! O dinamarquês ficou maravilhado com Veneza. O Mercador alojou o Cavaleiro no seu palácio e em sua honra multiplicou as festas e os divertimentos.

Certa noite, terminada a ceia, o veneziano e o dinamarquês ficaram a conversar na varanda. O Cavaleiro perguntou quem morava num palácio com finas colunas esculpidas; o Mercador disse que vivia lá o Jacopo Orso com os seus criados, mas que antes vivia lá Vanina, que era a rapariga mais bela de Veneza, era órfã de mãe e pai e Orso era seu tutor. Quando ela era ainda criança, o tutor prometeu-a em casamento a um seu parente chamado Arrigo, porém, Vanina quando chegou aos dezoito anos não quis casar com Arrigo. Então Orso fechou-a em casa e nunca mais a deixou sair senão em sua companhia ao domingo, para ir à missa. Mas, à noite, quando Orso e as aias adormeciam, Vanina abria a janela e debruçava-se a pentear os seus cabelos. Mas um dia chegou um homem que não temia Orso, chamava-se Guidobaldo. Certa noite, Guidobaldo passou de gôndola pelo canal e sentiu no ar uns maravilhosos perfumes…

Se queres saber o que vai acontecer a seguir lê este livro!

João Rodrigues

CharlieEste livro começa por falar sobre a família de Charlie, os seus 4 avós, os seus pais, o senhor e a senhora Bucket, e o filho, Charlie Bucket. A casa deles era de madeira, muito apertada para tanta gente, e era muito desconfortável. Havia duas assoalhadas e só uma cama, a cama tinha ficado para os avós, porque eles estavam velhos e tão cansados que nunca se levantavam. O senhor e a senhora Bucket e o Charlie dormiam noutra assoalhada, em colchões no chão. Eram tão pobres que não podiam sequer pensar em comprar uma casa melhor, nem mesmo uma cama.

O único membro da família que tinha emprego era o senhor Bucket. Trabalhava numa fábrica de pasta de dentes, mas, por mais que trabalhasse depressa a enroscar tampas, não conseguia nem dinheiro para comprar nem metade das coisas que a família necessitava. A família não passava fome, mas passavam o dia com uma terrível sensação de vazio na barriga. O que Charlie tinha mais vontade de comer era chocolate! A família toda poupava dinheiro para no aniversário do Charlie lhe oferecerem uma barra de chocolate.

Na cidade de Charlie havia uma gigantesca fábrica de chocolate que era a maior e mais famosa. Os avós contaram-lhe que, antigamente, havia milhares de pessoas a trabalhar na fábrica, porém Willy Wonka expulsou-os de lá pois havia espiões de outras fábricas de chocolate a roubarem as suas receitas maravilhosas e Willy Wonka parou a fábrica.

Certo dia, a fábrica voltou a funcionar, mas ninguém sabia como estava a funcionar, pois ninguém tinha entrado. Passados alguns dias, Willy Wonka divulgou um comunicado onde dizia que cinco bilhetes tinham sido escondidos sob o invólucro de cinco tablets de chocolate; essas tablets podiam estar em qualquer lugar do mundo, e as cinco crianças a encontrá-lo poderiam visitar a fábrica de chocolate e receberiam como brinde chocolates e doces em quantidades suficientes para durar o resto da vida. A família do Charlie ficou espantada, mas lembraram-se que não tinham muitas hipóteses de ganhar, pois só tinham uma barra de chocolate por ano, mas o Charlie fazia anos na semana seguinte…

O primeiro e segundo bilhete dourado foram encontrados antes do aniversário de Charlie. Quando finalmente chegou o dia do seu aniversário, havia um enorme suspense para abrir a tablet de chocolate.

Se queres saber se o Charlie conseguiu o bilhete, lê este livro! Vais surpreender- te!

João Rodrigues

JamesNeste livro, a personagem principal é James Henry Trotter, até aos quatro anos de idade teve uma vida feliz, vivia com os seus pais numa casa à beira-mar e tinha sempre muitos meninos com quem brincar. Um acontecimento terrível na vida de James alterou a sua história. Os seus pais foram devorados por um rinoceronte e desde aí tudo mudou. James foi despachado para casa das tias, chamadas tia Sponge, baixa e gorda, e a tia Spiker, magra e alta. Eram pessoas horríveis, egoístas, preguiçosas e cruéis. A casa situava-se no cimo de uma grande colina, no sul da Inglaterra. 

Ao fim de três anos a trabalhar na casa das tias, um momento um tanto invulgar aconteceu a James. Tudo começou num dia quente do verão e, como sempre, James estava a trabalhar, enquanto as tias estavam nas suas espreguiçadeiras a beber limonada. Enquanto trabalhava, começou a pensar em todas as crianças do mundo e o que estariam a fazer naquele momento. Dos olhos de James começaram a brotar grandes lágrimas, o menino parou de trabalhar e encostou-se ao cepo, dominado pela tristeza. A tia Spiker perguntou o que se passava, com um olhar furioso e James começou a chorar e pediu para ir à beira-mar. As tias ameaçaram que lhe iam bater, porém disseram para ele sair dali e James foi até à outra ponta do jardim. 

Foi nesta altura que, inesperadamente, James foi surpreendido; ouviu atrás dele um restolhar de folhas e, ao virar-se, viu um idoso que meteu a mão no bolso e tirou um pequeno saco de papel. O velhinho disse-lhe que ele tinha que meter as continhas verdes dentro de um jarro de água, meter 10 fios de cabelo e depois beber o conteúdo do jarro para nunca mais ser infeliz.

Quem as continhas verdes encontrasse primeiro, isto é, quem lhes tocasse primeiro, é quem iria guardar toda a sua magia. O velho desapareceu entre os arbustos. James começou a correr para casa, porém, quando estava a passar pelo velho pessegueiro, que nunca tinha dado pêssegos, escorregou, o saco de papel rebentou e as milhares de continhas verdes saíram do saco. James colocou-se de gatas para apanhá-las e, sempre que tocava nelas, elas eram engolidas pela terra. Ao seu lado, apareceu a tia Spiker a reclamar com ele e mandou-o trabalhar.

Estava ele a trabalhar quando voltou a ouvir os gritos da tia Spiker; ela estava imóvel junto do pessegueiro, completamente incrédula, porque tinha começado a crescer um pêssego gigante. A notícia de que um pêssego gigante tinha aparecido de repente num pessegueiro que não dava fruto espalhou-se pelas povoações. No dia seguinte, havia montes de pessoas para ver aquela maravilha, e com isso as tias conseguiram arranjar muito dinheiro. Faminto e gelado, James ficou sozinho no jardim a pensar no que fazer. Então, aproximou-se do pêssego tocou-lhe, deu mais um passo e apercebeu-se que havia um buraco debaixo do pêssego. James ajoelhou-se e entrou lá dentro a gatinhar, até que bateu com a cabeça no caroço do pêssego e reparou numa porta na superfície do pêssego, ele abriu-a e estavam lá desconhecidos. 

Se querem saber quem eram os desconhecidos dentro do pêssego e ficar a saber mais sobre esta aventura,  leiam este livro! 

João Rodrigues

O Homem queEu li este livro durante as férias de verão, por recomendação do meu professor de português. Esta história é contada por um viajante que que decide explorar uma zona da região dos Alpes no sul da França, uma zona semidesértica e pouco conhecida dos turistas, que em tempos tinha sido habitada por alguns camponeses miseráveis que encontraram na produção de carvão a sua forma de subsistência.

Depois de ter atravessado uma zona desértica, passado por condições adversas, este viajante depara-se com um cenário desolador. Quase a morrer à sede, continuou o seu caminho na esperança de descobrir água. Continuou a caminhar até avistar ao longe uma silhueta que, ao aproximar-se, verificou que era um pastor com um rebanho de ovelhas. Amavelmente, o pastor deu-lhe de beber na sua cabaça e conduziu-o até ao seu redil situado numa elevação no planalto.

O viajante ficou impressionado como é que aquele pastor vivia ali, numa terra desprovida de tudo; no entanto, aquele pastor, ao contrário do que o viajante esperava, não vivia numa cabana, mas sim numa casa de pedra digna de condições, com tudo impecavelmente limpo e organizado. Mais atento aos pequenos pormenores, reparou que a roupa do pastor estava impecável e notou também que tinha a barba bem apurada. Contudo, esta personagem não era de muitas falas. Depois de repartir a sua sopa, o viajante ofereceu tabaco ao pastor, mas este recusou, dizendo que não fumava. Então ao fumar o seu cachimbo observou o pastor a analisar uma pilha de bolotas. O pastor examinava-as laboriosamente, uma por uma, separando as boas das más. Depois fazia montinhos de dez e mais uma vez examinava mais de perto e eliminava os frutos mais raquíticos. Ao reunir 100 bolotas perfeitas, interrompeu a sua tarefa e foi-se deitar.

No dia seguinte, o pastor molhou o saquinho das bolotas e partiu com o seu rebanho. O viajante intrigado decidiu segui-lo. O pastor deixou as ovelhas a pastar com o seu cão e continuou até ao cimo de um monte ali perto e fazia um buraco e depositava uma bolota e tapava-o (estava a plantar carvalhos). O viajante aproximou-se e perguntou se aquele terreno era dele; ele disse que não, e também não sabia a quem pertencia. O viajante ficou ainda mais curioso e intrigado e foi bastante insistente em querer saber mais sobre aquele misterioso pastor e fez-lhe várias perguntas.

Então, o pastor disse-lhe que andava há três anos a plantar árvores, plantara 100 mil, dessas só 20 mil tinham vingado e dessas vinte mil, ainda contava perder metade…

Querem saber mais? Recomendo a leitura atenta a esta magnífica narrativa. Através deste livro, viajamos no tempo e refletimos sobre pequenos gestos e ações que podem fazer toda a diferença. 

Lícia Gonçalves

Está aí Este livro conta-nos a história de dois meninos, um que se chama Joakim e outro que se chama Mika. Joakim estava pronto para ter um irmãozinho. Estava na janela a ver um menino a brincar no baloiço, quando começa a ver alguma coisa a cair do céu. Quando caiu, Joakim viu que era um menino, mas que não parecia lá muito normal. Esse menino chama-se Mika  e ficou preso na árvore ao cair. Quando Joakim o tirou de lá, Mika agradeceu; ele queria saber como era a Terra para ficar a conhecer aquele planeta tão parecido com o dele e Joakim contou-lhe tudo. 

Logo que Joakim acabou de contar a história da Terra, quis saber como era o planeta de Mika, que nome tinha e se ele era mamífero. Então Mika começou a contar sobre o seu planeta: chama-se Eljo e contou também que ele não era mamífero. Foi então aí que Joakim ficou indignado com a frase que ele tinha dito. Perguntou, então, o que é que ele era e, se não era mamífero, o que seria e como eram tão parecidos um ao outro. Então Mika disse que era…

Lê este livro, deixa que Mika te surpreenda!

Pedro Ferreira

O-Rapaz-do-Caixote-de-Madeira   Hoje vou apresentar-vos o livro “O Rapaz do Caixote de Madeira” escrito por Leon Leyson. Li este livro por indicação do meu professor de Português.

    Este livro fala de um menino judeu chamado Leon Leyson que vivia em Narewka, uma cidade no norte da Polónia. Leon era o mais novo de cinco filhos e por isso todas as roupas que tinha já tinham sido dos irmãos. Tinha uma vida como todas as outras pessoas, brincava e tinha amigos, no entanto, muitas pessoas que moravam em Narewka olhavam para ele e para a sua família de lado por serem judeus. Um dia, o seu pai resolveu ir para Cracóvia trabalhar para ver se conseguia melhores condições de vida e mais tarde o resto família iria para lá viver. O facto de o seu pai ter ido trabalhar para Cracóvia também trouxe consequências, tais como, o pai dele só o visitar de meio em meio ano e a sua mãe ter dificuldades em manter os cincos filhos e a ela própria. O seu irmão mais velho, chamado Hershel, dava muito trabalho aos seus pais, pelo que estes decidiram que ele iria trabalhar com o seu pai para Cracóvia. Algum tempo depois, chegara a hora de Leon, a sua mãe e os seus irmãos partirem para Cracóvia. Apesar de ter que deixar o resto da família em Narewka, Leon estava muito entusiasmado com a viagem. Em Cracóvia eles viviam no rés-do-chão de um prédio. Em 1939, soldados alemães invadiram Cracóvia e os judeus que fossem apanhados iriam para campos de concentração. Leon e a sua família tinham que ter cuidado, pois eles eram judeus. Então, o seu pai e o seu irmão Hershel decidiram voltar para Narewka para ver se as condições de vida estavam melhores lá enquanto os alemães invadiam Cracóvia. Soldados alemães instalaram-se no rio que servia de passagem para Narewka. Apesar da intervenção dos soldados alemães, Hershel conseguiu ir para Narewka, mas o pai de Leon teve de voltar para Cracóvia. Passado algum tempo, todos os judeus que habitavam Cracóvia tiveram que ir para um gueto. O pai de Leon conseguiu arranjar trabalho na fábrica de Oscar Schindler. De tempos em tempos, os soldados alemães faziam transporte de alguns judeus do gueto para campos de concentração, os seus irmãos David e Tsalig foram dois deles.

   Um dia, chegou aos ouvidos de Oscar Schindler que iria haver novo transporte de judeus, pelo que resolveu deixar todos os seus trabalhadores judeus na fábrica para não serem levados. A sua irmã Pesza, que já trabalhava, também ficou no seu local de trabalho, assim Leon e sua mãe ficaram sozinhos no apartamento. A sua mãe e a Sra. Bircz tinham um plano que, segundo esperavam, iria protegê-los. Quando começaram a ouvir os sons dos tiros, Leon, a sua mãe, a Sra. Bircz e os seus amigos puseram o plano em ação. Leon e os seus amigos esconderam-se em vigas, no barracão, e a sua mãe e a Sra. Bircz começaram a varrer o pátio. Passado algum tempo a sua mãe apareceu no barracão. Tinha a intenção de apenas lhes trazer um bule com água, mas conforme os alemães se aproximavam desencadeou-se nela um instinto de sobrevivência e ela subiu para junto deles. Quando olharam para o chão, aperceberam-se que a sua mãe tinha deixado o bule com água no chão, se os alemães entrassem no barracão vê-lo-iam, desconfiariam, olhariam logo para onde eles estavam. Eles eram alvos muito fáceis.

   Será que Leon, a sua mãe e os seus amigos vão ser levados para um campo de concentração nessa manhã? Se quiserem saber, leiam este livro.

Joana Ferreira

Lote-12-2-FrenteEste livro descreve-nos um período da vida de Mariana e da sua família, os pais e a irmã Rosa, quando decidem mudar de casa e ir viver para outra localidade.

Uma realidade diferente da que estava habituada, novas rotinas, nova escola, novos colegas, novos vizinhos e até novos locais. Muitos contratempos acontecem com a mudança de casa, a barafunda é muita e Mariana vive uma serie de peripécias durante a adaptação á sua nova casa.

Escolhi este excerto do livro, que foi um dos que mais gostei:

“Mas será apenas para adormecermos e acordarmos nelas que as casas servem? Para nos protegermos da chuva e das tempestades? Para nos defendermos dos inimigos e das feras, como os tais cavernícolas? Às vezes penso que há pessoas que nunca chegaram a conhecer a sua casa, assim como nunca chegaram a conhecer os filhos, os amigos….”

Querem saber mais pormenores sobre a nova casa da Mariana? Leiam este livro.

Gonçalo Ribeiro

SegredoEncontrei-me com este livro após uma sugestão dada pelo professor de português, na sala de aula. Numa fase inicial, o título “O Segredo do Senhor Ninguém” não me parecia apelativo, mas rapidamente me cativou e me surpreendeu de forma bastante positiva.

“O Segredo do Senhor Ninguém”, de David Almond, retrata a história de um menino chamado Michael que está prestes a ter uma maninha e, ao mesmo tempo, na sequência de uma oportunidade de negócio de seus pais, também muda de casa.  Aquando desta mudança conhece Mina, uma menina diferente das outras. Mina não vai à escola, é a mãe que a ensina e não tem pai. Gosta da noite, e é muito inteligente, gosta de subir árvores e estudar o conhecido William Blake, eles vão tornar-se grandes amigos. Razão pela qual Michael irá partilhar com ela o seu maior segredo.

A sua nova casa é muito antiga e precisa mesmo de ser restaurada. Dominado pela natural curiosidade de a conhecer, Michael vai explorá-la. É na garagem que ele se depara com algo inesperado, vai encontrar um homem, ou talvez nem sequer é mesmo um homem, nem mesmo uma mulher… Esse tipo gosta que digam que ele é o Senhor Ninguém, não conseguia andar, nem sequer mexer-se. Apesar de toda esta estranheza, nascerá aqui uma bela amizade, em que a nossa personagem principal passará a visitá-lo frequentemente e alimentá-lo. Até que vai sentir necessidade de partilhar o seu segredo com a sua recente, inteligente e grande amiga Mina. Esta não questiona o seu amigo sobre esta estranheza, pelo contrário acha tudo magnífico. Mas a estrutura da garagem não oferece muita segurança e juntos decidem mudá-lo de sítio, para uma casa abandonada que tinha sido deixada pelo avô a Mina. Os dois amigos continuam a alimentá-lo e vão descobrir que o misterioso Senhor Ninguém, antes de ser Ninguém, chamava-se Skellig. Contudo, numa das suas visitas de rotina, Senhor Ninguém já não se encontrava lá.

Quem será que ele é, como virou Ninguém? Para onde ele foi sozinho, se nem se conseguia mexer? Se quiserem descobrir o que aconteceu, leiam este livro.

Rafaela Matos

Rapaz LouredoA minha mãe, nas férias, tinha-me dito para ler este livro, mas eu estava a ler outro, por isso não o li. Quando regressamos à escola, o professor pôs vários livros à disposição e, ao encontrar-me novamente com “O Rapaz de Louredo”, resolvi lê-lo.

Este livro conta a história de um rapaz chamado Jorge Ribeiro dos Santos que terminou o 1º ciclo e ia para uma nova escola. Ele vivia numa aldeia de nome Louredo com os seus pais e irmãos: a Fernanda, o Zé e o Vítor. Tinha um melhor amigo chamado Adrianinho, um senhor de idade com barbas brancas e compridas, que não podia andar, mas que era uma ótima companhia. O Jorge gostava de passar as tardes com ele, ouvindo histórias. A aldeia era um lugar tranquilo, onde não se passava nada, mas um dia o Circo Universal chegou a Louredo e foi a alegria da pequenada. O Jorge e as crianças da aldeia quando souberam da notícia foram logo assistir a um espetáculo e divertiram-se muito.

Ele tinha um avô que se chamava Pedro que vivia sozinho em Matos, noutra aldeia. Um dia a mãe, ele e os irmãos foram visitá-lo.

Será que a mãe conseguiu convencê-lo e levá-lo para sua casa? Não deixes de ler este livro!

Maria Eduarda Pereira, 6ºC

   AnneHoje vou apresentar-vos o livro “ O Diário de Anne Frank”, escrito por ela própria.

   Este diário fala de um menina chamada Anne Marie Frank que nasceu em 1929 e, quando completou 13 anos, recebeu um caderno de capa preta onde começou a contar o dia-a-dia da sua vida. Da leitura do seu diário, conseguimos ver que ela era uma menina como todos nós, tinha pais, uma irmã chamada Margot, falava durante as aulas, brincava e tinha amigos. No entanto, como ela e a sua família eram judeus, tinham que ter alguns cuidados para não irem para campos de concentração, onde muita gente já tinha morrido, pois os judeus naquele tempo eram perseguidos e quem fosse apanhado ia para lá. Ela conta também que, um dia, o seu pai recebeu uma convocatória das SS, toda a gente sabia o que aquilo queria dizer. O pai dela teria de ir para um campo de concentração. Como nem Anne nem a sua família queriam que o seu pai fosse levado, decidiram mudar-se para um esconderijo. O esconderijo era no trabalho do seu pai, porém eles não iam sozinhos, também ia a família van Daan.

  A vida naquele esconderijo era difícil. Porém, apesar de estarem presos, também estudavam e liam. Quem lhes dava os alimentos para cozinharem eram Miep e Bep, duas secretárias que trabalhavam no escritório do seu pai. Mas naquele esconderijo também havia regras rígidas como, durante o dia, não ter as janelas abertas e durante a noite não terem as luzes acesas e ficarem muito calados. Ficaram naquele esconderijo durante muito tempo. Mais tarde, acrescentou-se ainda mais uma pessoa naquele esconderijo, o Sr. Dussel. Anne, que partilhava o quarto com ele, conta que passou por momentos difíceis, pois nem dormir direito conseguia. Lá tudo era dividido e tudo e todos tinham os seus horários. Durante o tempo todo festejaram aniversários, o natal e o Ano Novo. Porém, além dessas felicidades, Anne conta que passou ainda por momentos muito difíceis e de grande medo.

   Será que Anne e todas as pessoas que estavam naquele esconderijo foram presas e levadas para um campo de concentração? Se quiserem saber, leiam este livro.

Joana Ferreira, 6º A

Harri CaliceContinuo a marcar encontro com a coleção desafiante e excitante da J.K. Rowling, a saga de Harry Potter, desta vez com a aventura do “Cálice de Fogo”.

Nesta edição de “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, o nosso herói vai ver-se novamente envolvido numa aventura cheia de perigos e suspense. Dumbledore vai informar os alunos de Hogwarts da sua participação, em conjunto com mais duas escolas de feitiçaria, num torneio centenário e perigoso, onde muitos dos seus participantes acabavam por perder a vida.

No célebre Torneio dos Três Feiticeiros, devido ao perigo e mortalidade do mesmo, foi criada uma nova regra onde apenas alunos maiores de dezassete anos poderiam participar. Aquando cerimónia de seleção dos representantes de cada escola que é realizada pelo Cálice de Fogo, algo de inexplicável e inesperado acontece. Após terem sido escolhidos os três concorrentes, e apesar de Dumbledore ter colocado uma linha do controlo da idade mínima para participação, um quarto elemento será adicionado. Harry Potter, para surpresa e preocupação de todos que não conseguiam entender o que tinha sucedido. Harry, que andava angustiado, a sentir a presença de Voldemort com uma forte dor na sua famosa cicatriz, percebe que esta situação tem um dedo de Voldemort, e que se virá a comprovar que não estava errado. Agora, a sua participação era inevitável e Harry tem mesmo de concorrer. Assim, juntamente com o seu amigo Cedric, irá participar no angustiante torneio e juntos vão ultrapassar todos os obstáculos. Já cansados, chegam à terceira e última tarefa, em que o objetivo é encontrar o Cálice de Fogo que está no meio de um labirinto. Juntos preparavam-se para terminar o torneio quando são, magicamente, transportados para um cemitério onde se encontra o temido Voldemort e um dos seus apoiantes. No meio deste confronto alguém vai morrer.

Quem será? Será o Harry, o seu amigo Cedric, o Voldemort ou o seu apoiante?

Se quiserem saber, leiam este livro!

Rafaela Matos, 6º A

O homemEste livro tem várias histórias. Vou falar-vos de uma que gostei muito “Um segredo mal guardado”.

A Ana tinha um segredo e queria partilhá-lo com um amigo. A Ana, ao partilhar o seu segredo com o amigo, disse-lhe para o guardar bem guardado. O amigo não sabia onde o guardar … Pensou se o podia guardar num mealheiro ou noutro lugar. Depois do jantar, foi dormir e pensar no assunto. De manhã, quando acordou, apercebeu-se que tinha perdido o segredo da amiga. Iniciou uma busca ao segredo perdido. Será que vai encontrá-lo?

O amigo da Ana não sabe como é um segredo, mas sabe que é difícil de guardar!

Afonso Ribeiro, 6º C

  Planeta Branco  Eu escolhi ler este livro porque, diante dos que me foram apresentados, este foi o que mais me cativou. Este livro fala de três astronautas, o Lucas, o mais velho de cabelo castanho e olhos verdes, a Lydia uma rapariga vietnamita de olhos oblíquos, cabelo curto e escuro como breu, e Baltazar, o mais novo e negro de Moçambique. Viajavam na Ítaca-3000, e o seu objetivo era chegar a Orizon S-3 para salvar o planeta Terra, pois suspeitava-se que havia água em Orizon S-3. Cada um desempenhava uma função, o Lucas era o chefe da missão, a Lydia a piloto auxiliar e navegadora e o Baltazar engenheiro de bordo. Durante a viagem eles comunicavam com Marko e Bianca, dois amigos deles que também faziam parte da equipa, mas comandavam a partir do planeta Terra.

   Como estava tudo a correr bem durante a viagem, Lucas disse a Lydia para ir descansar um pouco, e ficaria ele a cuidar da rota e da viagem na Ítaca-3000. Começou a pensar em algumas coisas sobre a viagem até que de repente Terra e a Ítaca-3000 aperceberam-se que uma força esquisita os puxava para fora da rota. Lucas acordou os dois amigos e comunicaram os três com Terra. Esta deu ordens a Lucas para ver se conseguiam fazer com que a nave voltasse outra vez para a rota certa. Tentaram de tudo, mas cada vez mais a nave se desviava da rota o que fazia com que a Ítaca e Terra perdessem o contato. Pensavam os três que iam morrer, então Lucas deu um comprimido aos seus amigos e ele também o tomou, para que pelo menos morressem a dormir. Lucas, Baltazar e Lydia começaram a acordar, o que significava que não estavam mortos. Só acharam muito estranho terem acordado parecendo serem 40 anos mais velhos. Enquanto isso, na Terra estavam todos a chorar, pois pensavam que tinham perdido os amigos. Quando Lucas, Baltazar e Lydia saíram para fora da nave veio um senhor vestido de branco que lhes prometeu levá-los de volta até Terra.

Será que esse senhor vestido de branco irá realmente conseguir levá-los para Terra? E, afinal, quanto tempo estiveram adormecidos? Se quiserem saber, leiam este livro!


Joana Ferreira, 6º A

Rapaz pijamaEncontrei-me com este livro na sala de aula, na apresentação oral de uma colega que me despertou a curiosidade sobre o mesmo; aproveitei o confinamento para o pedir aos meus pais.

“O Rapaz do Pijama às Riscas” conta a história de um menino inocente de 9 anos, chamado Bruno, que desconhece a realidade por detrás da profissão do seu pai, que era um militar Nazi, assim como as monstruosidades que ocorriam naquela época a várias pessoas.

Certo dia, Bruno é surpreendido pela notícia de que vai mudar de casa, uma necessidade que surgiu devido à profissão do pai, que ele não entende bem qual é, apenas sabe que é um emprego de muita importância. Assim, ele vê-se obrigado a mudar de terra para um local desértico, para uma casa com piores condições que a anterior, sem escola, sem crianças, onde ele passa a ter ensino em casa, por um professor apenas para ele e para a sua irmã Gretel. Este local era um pouco estranho, além de estar afastado de tudo, existia uma enorme vedação feita de quilómetros e quilómetros de rede, ocupada por pessoas que usavam o que parecia ser um pijama às riscas. Com falta de entretenimento, ele decide investigar esta estranha situação. Nesta aventura, ele vai conhecer Shmuel, uma criança da sua idade que vestia também um pijama às riscas, com quem ele vai criar amizade. No sentido de ajudar o seu novo amigo, Bruno irá vestir um pijama às riscas e entrar no campo de concentração, disfarçado para encontrar o pai do Shmuel. Sem consciência do que lá se passava acaba por entrar numa câmara de gás.

O que será que vai acontecer a Bruno? Será que vai encontrar o seu pai? Se quiserem saber leiam este livro.

Rafaela Neves Matos, 6º A

Os licrosVendo que este livro faz parte do Plano Nacional de Leitura, pedi aos meus pais que o comprassem. Quando o leres, vais ficar a conhecer Elias Bonfim, um jovem de 12 anos que perdeu o pai ainda não tinha nascido, de ataque cardíaco. Era amante de livros e, além de os ler, vivia-os intensamente, por isso Elias acreditava que o pai tinha sido devorado por um livro que lia nas pausas do trabalho.

Vou, também, apresentar-te Beatriz, a jovem de quem todos os rapazes gostavam. Rapariga de 11 anos, de estatura média, magra e elegante, muito bonita, embora discreta, chamava a atenção de todos os rapazes da escola. Ficavam fascinados com o seu olhar profundo, olhos grandes, castanhos e sorriso sincero e ternurento.

Quando Elias fez 12 anos, recebeu como prenda da sua avó a biblioteca pessoal do pai e aí começaram as aventuras. Passava as tardes inteiras na biblioteca, lia e seguia as pistas nas anotações que o pai foi fazendo. Livro após livro, Elias, tal como o pai, vivia-os intensamente confundindo a realidade com a ficção.

Bombo era o seu melhor amigo, jogavam bola, andavam bicicleta e a quem Elias confidenciava as aventuras que viva nos livros. Ambos gostavam da mesma rapariga, Beatriz, mas Elias estava convencido que a Beatriz também gostava dele, até porque Bombo era baixinho, gordinho e usava óleo no cabelo. Por isso ficou furioso quando Beatriz escolheu o Bombo como namorado e, num ataque de fúria, insultou-o e humilhou-o tanto que deixou Bombo completamente descontrolado. Ele que era diabético, entrou numa pastelaria e devorou todos os pastéis de nata que pode.

Algo de trágico aconteceu a Bombo que fez Elias arrepender-se desta atitude ciumenta para o resto da sua vida. Se quiserem saber isto e muito mais, leiam este livro!

Gonçalo Ribeiro

PedroPedi aos meus pais para comprarem este livro porque faz parte do plano nacional de leitura para o 6º ano e por isso aguçou a minha curiosidade.

Pedro Alecrim é um jovem que vivia numa pequena aldeia chamada Pragal, que, para além de estudar, tinha de trabalhar na lavoura para ajudar a família. Uma vida muito diferente da realidade que conhecemos. Tinha 11 anos e vivia com os pais e dois irmãos. De estatura média e com um corpo franzino, cabelo e olhos castanhos, estava sempre bem-disposto e sorridente. A sua família era pobre, não tinha uma vida fácil, tinha de trabalhar na lavoura e a cuidar dos irmãos mais novos, mas nunca se queixava da vida, tinha sempre um sorriso carinhoso.

Pedro Alecrim, tinha a minha idade mas uma vida muito diferente da minha; pouco tempo tinha para estudar, por isso não era muito bom aluno, mas conseguia sempre passar de ano. O seu melhor amigo, Nicolau, também vivia perto dele e era o seu companheiro nos longos percursos que faziam até ao autocarro que os levava à escola. Ambos sonhavam com uma vida melhor, e passavam horas a planear como poderiam ficar ricos.

O Luís também andava com eles na escola e era o engraçadinho da turma, gostava de gozar com todos, por isso Pedro não gostava muito dele. Mas os pais divorciaram-se, foi um momento difícil da sua vida e que mudou completamente a sua maneira de ser. Pedro apoiou-o muito nesta fase e tornaram-se bons amigos.

Também algo de muito grave aconteceu ao Pedro que o obrigou a crescer muito rapidamente e a mudar a sua vida. O pai ficou doente durante muito tempo e acabou por falecer. Ainda conseguiu acabar o 6º ano, mas teve de deixar de estudar para poder ajudar a mãe a criar os irmãos. O Nicolau, também deixou de estudar e foi trabalhar para um café.

Como será agora a nova vida do Pedro? Lê este livro, ele vai surpreender-te!

Gonçalo Ribeiro

RosaJá tinha lido “A rapariga dos anúncios”, também da coleção Triângulo Jota, e gostei muito, por isso tive curiosidade de conhecer outras histórias da mesma coleção. São histórias inesperadas e surpreendentes, com muito mistério e suspense, mesmo como eu gosto. Este livro é mais uma aventura do Triângulo Jota, desta vez os três amigos vão investigar um grande mistério egípcio, que envolve pirâmides, túmulos secretos e múmias.

 Começo por vos apresentar uma das personagens, o Mário. Carinhosamente chamado pelo Triângulo Jota de “puto”, é um rapaz de 11 anos que vivia nas ruas com o seu companheiro o cão Diogo. De estatura pequena, franzino e imagem descuidada. Olhar triste e sofrido, não tinha uma vida fácil, a mãe tinha falecido e o pai passava a vida preso por roubar carteiras. Independente e astuto, habituado a viver nas ruas e a desenrascar-se sozinho, inteligente, gostava muito de ler e era um dos melhores alunos da turma.Era meigo e carinhoso, tratava do avô que era cego.

Tudo começou na época de Natal em que Jorge, Joel e Joana, conhecem o Mário, um “Puto” de 11 anos, que tinha perdido a mãe e vivia com o pai e o avô. O pai  passava grande parte do seu tempo preso por roubar carteiras, e o avô era cego e pedia esmolas na rua.  Contra a sua vontade, ajudava o pai a roubar carteiras, escolhiam locais públicos, e o pai batia-lhe para chamar a atenção das pessoas aproveitando a oportunidade para roubar-lhes as carteiras.

Foi o “puto” que deu a conhecer ao Triângulo Jota a “casa assombrada”, uma casa abandonada e cheia de mistérios, que estranhamente tinha um quarto que cheirava a canela e baunilha, e onde durante a noite ouviam-se ruídos inexplicáveis. Após várias investigações e acontecimentos extraordinários, os amigos descobriam uma associação secreta, chamada de Clube da Rosa Azul, cujos membros tinham uma profunda admiração pela civilização do Antigo Egipto. Acreditavam na imortalidade e por isso, depois de mortos, eram guardados secretamente e congelados, acreditavam que a ciência iria evoluir e um dia voltariam a ter vida. Um hábito muito estranho, difícil de acreditar que possa existir nos tempos modernos e que muito surpreendeu os três amigos.

O “Puto” e o seu cão foram uma ajuda fundamental nas investigações e acompanharam sempre o Triângulo, tornaram-se grandes amigos. Mas algo aconteceu que irá mudar para sempre a sua vida.

É sem dúvida uma história empolgante, inesperada e surpreendente, cheia de suspense! Querem conhecer todos os mistérios desta história? E o  que terá acontecido ao “puto”? Se quiserem saber a resposta, leiam este livro!

Gonçalo Ribeiro, 5ºA

PedroEsta história fala de uma realidade da vida que eu nem me lembro que existe. O Pedro vivia numa família pobre, que tinham que trabalhar muito no campo para poder ter dinheiro e conseguir alimentar a família. Quando Pedro foi para a escola, os pais sentiram muitas dificuldades para pagar as despesas que eram necessárias, resmungavam, mas sempre lhe deram o que era preciso. Pedro conta-nos um pouco da confusão das viagens de autocarro e da fila da cantina e do bar, mas também fala de um rapaz, o Luís, que era um pouco como um líder na escola. Tinha sempre o seu lugar marcado no autocarro, estava sempre a falar e fazia rir toda a gente, mas quando o Pedro esteve mais atento ao seu colega de turma, percebeu que ele copiava nas aulas e que não tinha mérito pelos seus resultados e além disso era mau para os seus colegas e fazia troça das suas professoras!

Ao continuar a ler o livro, fiquei a saber que o Luís não era assim tão forte como queria mostrar que era e que também enfrentava problemas. E, neste momento, foi ao Pedro que ele se confiou, começando assim uma nova amizade! Pedro era uma criança muito simples e humilde, tinha como grande amigo o Nicolau, com ele fazia o longo trajeto a pé para a escola, com ele brincava e fazia planos. Pedro teve uma infância difícil, chegava da escola e tinha que trabalhar no campo até à hora de jantar e só depois podia estuda.  Isto não ajudou em nada a ele ganhar gosto nos estudos. Ele nunca percebeu como havia colegas com tanto dinheiro nos bolsos! Mas mais confusão lhe fazia, era como o gastavam sem ser necessário. Porque não traziam comida de casa? E pior ainda, como o podiam gastar em maços de tabaco?! Em casa dele não havia grandes discussões, a mãe dele não gostava de ouvir berros. Nas noites de calor, o seu pai afinava as cordas do seu cavaquinho e começava a tocar músicas e às vezes juntavam- se o tio Trindade para começar a festa. Eles tocavam algumas vezes em bailes para ganhar algum dinheiro. Mas esta alegria acabou quando o seu pai adoeceu. Pedro não achava justo estar na escola sentado, a aprender coisas que não lhe diziam nada, enquanto o seu pai estava a trabalhar, com imensas dificuldades por causa da sua saúde.

  No fim de mais um ano letivo, o sexto ano, Pedro, que tinha passado de ano, sentia- se frustrado porque em seis anos de aulas ainda sabia tão pouco! Este último dia foi bem passado, celebraram o dia da árvore. Mas o dia seguinte ficou marcado para sempre no coração do Pedro. Depois da sua tarefa matinal, Pedro encontrou a sua mãe aflita porque o seu pai estava a ser operado de urgência. Ele já se encontrava há muito internado no hospital e este dia fora o último. Pedro ficou sem pai!

Os dias de Pedro eram passados a tapar presas, esvaziar tanques, pocinhos minas e a tratar do gado. O seu amigo Nicolau também trabalhava muito no campo, então pouco se viam. Mas a certa altura Nicolau visitou Pedro e contou-lhe que ia desistir desta vida e que iria viver para a cidade com o seu irmão mais velho. Durante a despedida, Pedro ficou a pensar na sua vida, ele queria também mudar de rumo e questionou- se porque o mundo era assim, tão injusto! Mas a vida de Nicolau não foi assim tão fácil quanto ele achava. Para quem estava habituado a uma linda paisagem, ficou de repente preso numa “gaiola” com imenso barulho. Durante estas férias Luís foi conhecer Espinho e escreveu a Pedro de uma forma muito estranha…

Queres saber que forma estranha de escrever foi esta que o Luís utilizou para escrever ao Pedro? Lê este livro e logo descobrirás!

Este livro fez-me compreender que não há vidas felizes todos os dias. Todos temos problemas e muitos camuflam as suas mágoas com lindas roupas ou fazendo maldades a outros para se sentir superiores. Eu vivo numa vila e além do meu trabalho da escola pouco faço. Ajudo em casa, mas nada comparado com a vida do Pedro. Mas vidas como a do Pedro ainda existem e ao ler este livro senti-me felizardo com o que tenho, mesmo estando sempre a reclamar da minha!

Ivo Cunha, 5º A

TrêsEste livro foi um presente de aniversário. É um livro muito interessante, fala da amizade de três crianças com o senhor Martins que é um senhor de idade, veste sempre um fato preto e usa um guarda-chuva preto. Ele é simpático e meigo.

O sr. Martins era como um relógio para os três amigos que brincavam no largo, pois, quando ele chegava do trabalho, eles sabiam que era hora de ir para casa. Um dia, ele não apareceu e os meninos estranharam, tentaram saber o que se tinha acontecido e descobriram que ele estava doente. O sr. Afonso, que era amigo de todos, sugeriu que o fossem visitar e que cada um lhe levasse um presente. Como os meninos não sabiam o que levar, este propôs que cada um levasse um frasco com a principal característica de cada um!

Qual será a característica de cada um? Lê este livro e logo saberás!

Afonso Ribeiro, 5ºC

ChaveEstava eu a organizar a minha estante de livros, quando este me despertou a atenção. Peguei nele e comecei a ler, envolvi-me de tal forma nesta leitura que só parei na última página!

Eu recomendo a leitura desta história imaginária e imprevisível. Fala da amizade e do valor de pequenos gestos.

Este livro conta a história de uma menina que adora contar histórias. Esta menina de 12 anos recorda que um dia o seu namorado lhe ofereceu uma flor e no dia seguinte ofereceu-lhe uma roda que parecia um pneu. A menina, fascinada com aquele gesto de amizade, começou a pensar numa forma de retribuir esses presentes e ficou surpreendida quando o seu namorado em troca lhe pediu que contasse uma história. A menina sabia muitas histórias. Umas ela criava e inventava, outras ela já tinha ouvido contar, então começou a imaginar e a modificar uma história na esperança de o surpreender. Primeiro começou por contar uma história sobre um cágado e um coelho; nesta história o cágado corria muito e o coelho andava muito devagarinho, uma história diferente que cativou a atenção do seu ouvinte.

Depois contou outra história: nesta ela era uma Princesa e tinha três irmãos: o Vento Norte, o Monstro e o Canário. Um dia, o seu irmão mais velho Vento Norte foi repreendido pelo seu pai, por ter batido na chuva. De castigo, fechou-o no moinho mais alto daquele reino. O Vento Norte lamentava-se dia e noite e todos naquele reino sentiram muito a sua falta. A certa altura o povo começou a afligir-se e organizaram uma comissão para pedir ao rei que libertasse o seu filho. O rei, que já estava arrependido, disse logo que sim e foi buscar a chave do moinho para o libertar. Mas, ao chegar ao local onde tinha guardado a chave, ficou espantado e horrorizado por não as encontrar. Ficou tão aflito que caiu na sua cama gravemente doente.

E agora? O que terá acontecido? Será que o Vento Norte vai conseguir sair do moinho? Só posso dizer que há mais personagens a entrar nesta história e todos farão esforços para encontrar uma chave verde. Se quiserem saber o final desta história imaginária leiam este livro, pois vai valer a pena!

Lícia Gonçalves, 5º A

TotoEste livro foi uma prenda dos meus pais e fala sobre uma adolescente chamada Nikki e a banda dela. Eles iam em digressão com os Bad Boys, mas essa digressão foi de um sonho da Nikki para um pesadelo porque a inimiga da Nikki, a Mackenzie, foi em digressão com eles só para estragar a vida da Nikki manipulando-a. A Mackenzie é má, egoísta e manipuladora; tem cabelos longos, um pouco encaracolados e usa sempre roupas muito ousadas.

Mas de que forma ela estava a manipular a Nikki ? Estava a manipulá-la por causa do “Amigos peludos”, um sítio onde a família do Brandon, a paixão da Nikki, trabalhava e a Mackenzie disse que se a Nikki não fizesse o que ela dizia que mandava o seu pai, que era o presidente, deitar o “Amigos peludos” abaixo! Também fazia com que a Nikki limpasse o quarto dela e fizesse o seu trabalho!

Se quiserem saber se a Nikki se vai safar da Mackenzie, leiam o livro!

Inês Pereira, 5º A

Quero serEste livro fez parte de uma encomenda online no período de pandemia. Quando o vi e li a sinopse fiquei muito curiosa e de facto correspondeu às minhas expectativas. Lê-se muito bem, é uma história muito interessante e a forma como está escrita prende-nos a atenção de início ao fim. Eu recomendo a leitura deste livro aos colegas da minha idade, porque, muitas vezes, não valorizamos aquilo que temos, e queixamo-nos injustamente de problemas que por vezes nem existem.

Alexandre Lamas é a personagem principal desta história. Este rapaz estava farto da escola, farto da família, farto da rapariga que o persegue e ele não gosta, farto da paixão pela rapariga de quem gosta e que não gosta dele, farto de si próprio. Alexandre não era bom aluno na escola, não tinha projetos de vida, não sabia o curso que queria seguir, nem vontade de saber qual seria a sua orientação vocacional. Vivia com a sua madrasta, com quem tinha uma má relação. O seu pai, engenheiro, ganhava muito dinheiro e estava ausente a trabalhar numa petroleira no mar Cáspio. Uma noite, foi dar um passeio pelas Docas, e de repente vê um rapaz igualzinho a ele. Depois, aproximou-se e ambos ficaram admirados por verem que eram muito semelhantes e começaram logo a falar das suas vidas tão distintas. Esse rapaz é Alex Lima que lhe conta que trabalha num iate de um milionário e este diz-lhe estar farto do patrão, farto das viagens constantes e farto de só ver o mar dias seguidos. Conversaram bastante e chegaram à conclusão que estavam os dois fartos da vida que levavam.

Alex sugeriu que mudassem de identidade, como eram iguais e nenhum gostava da vida que levava, Alex ia para casa do Alexandre e o Alexandre embarcava no iate. Alexandre duvidou e hesitou bastante, mas acabou por aceitar essa proposta e durante um mês assumiu a identidade de Alex Lima e parte à aventura de ser outro. O Alexandre passou a trabalhar num iate de um milionário, enquanto o Alex ia à escola. Alexandre viveu muitos episódios intensamente, mudou completamente de vida. Mas como terá sido essa aventura? Será que ninguém percebeu? Conseguiu aguentar durante um mês viver outra vida e saber que outra pessoa se passava por ele? E se tivesse caído numa emboscada? Alguma vez regressaria à sua vida normal? Essas e outras perguntas vão descobrir se embarcarem nesta aventura.

Lícia Gonçalves, 5º A