CadernoO livro de que vou falar chama-se “O caderno vermelho da rapariga karateca” e foi escrito por Ana Pessoa. Este livro é basicamente um diário, cuja dona não quer que seja tratado por diário, pertence a uma menina, a N, porquê N? Porque essa menina, que diz não ser menina mas sim karateca, está farta do seu nome e só na sua turma há mais sete raparigas com o mesmo nome dela. N, tem 14 anos, quase 15, que acaba por completar no final do livro, este livro que ela diz ter vontade própria com páginas que se movem. A N tem sonhos, ser cinturão negro, ganhar todos os campeonatos de Karaté e beijar o Raul, um rapaz que anda com ela lá no Karaté, o rapaz de quem ela supostamente gosta e que lhe deu a alcunha de “Mariquinhas”. N gosta de escrever, mas, ao mesmo tempo, acha-o uma seca e por isso prefere lutar com o Raul. Agora que já falei um pouco sobre a N, e sobre quem ela é, está na hora de falar deste caderno e de todas as aventuras e relatos que guarda no seu interior.

N encontrou este caderno na papelaria, quando entrou para ver os postais dos mostradores, com vários cenários e mensagens diferentes. No dia em que “adotou” o seu caderno, ela não pretendia fazê-lo, apenas ia comprar um postal, um simples, sem mensagem nenhuma, apenas tinha uma fotografia de um coelho dentro de uma cartola. Quando estava a dirigir-se para o balcão para pagar a sua compra, olhou para a parede do fundo, com vários cadernos expostos, ordenados por tamanho e cor. Foi aí que viu um certo caderno que a parecia estar a chamar e a dizer: “Leva-me contigo!” Nesse momento, ela aproximou-se, como se a parede do fundo fosse algo fantástico e não uma simples parede, pegou no tal caderno vermelho liso, 13×21 cm, 240 pp. e sentiu logo uma vontade enorme de lhe retirar o plástico que o envolvia. Comprou o caderno, com um elástico vermelho à volta e um marcador de tecido completamente novo. Foi assim que N conheceu o seu objeto preferido, um animal de estimação, uma personagem… A cada dia que podia, N ia escrevendo o que acontecia, o dia em que levou o seu caderno vermelho para a aula de EV, novidades que aconteciam na escola, na catequese, no Karaté e até coisas sobre si e a sua admiração pelo Raul.

Bem, a minha apresentação vai ficando por aqui. Será que N, vai conseguir um dia chegar a cinturão negro? Será que vai finalmente beijar o Raul? Para isto apenas posso dizer uma coisa, leiam o livro e as respostas a estas perguntas vão aparecer em alguma das suas 240 páginas (embora na realidade apenas tenha 140).

Ana Machado

eb5b5-rapaz-do-pijama-as-riscasO livro que li chama-se “ O Rapaz de Pijama às Riscas”, do escritor John Boyne.

Esta bela história fala de um inocente rapaz, de nove anos, chamado Bruno, que vivia em Berlim. Devido ao trabalho do pai, que era militar, teve de mudar de casa e foi viver para Acho-Vil. Bruno não gostou desta ideia, pois iria abandonar os seus três melhores amigos em Berlim.

Quando chegou à nova casa, Bruno ficou desiludido, pois esta era terrível, não tinha um corrimão tão grande para escorregar e só tinha três andares, enquanto a casa em Berlim era bonita e grandiosa, com belos recantos e cinco andares.

Bruno teve que se adaptar à nova vida em Acho-Vil. Certo dia, Bruno não sabia o que fazer, pois não tinha com quem brincar. Resolveu perguntar à sua irmã Gretel, de treze anos, mas sabia que não iria resultar porque ela era um “caso perdido”, era assim que a tratava. Então decidiu explorar a parte de fora da casa. Começou a caminhar ao longo de uma enorme vedação, que separava a sua casa de um campo de concentração. Bruno ia desistir quando reparou que lá, ao fundo, estava um vulto que se transformou num rapaz. Esse rapaz estava sentado no chão com as pernas cruzadas, tinha um pijama e um barrete às riscas e estava descalço.

Bruno sentou-se à sua frente e começou a falar com ele. Descobriu que o rapaz chamava-se Shmuel, tinham nascido no mesmo dia e no mesmo ano que ele e ficaram amigos. Todos os dias, ao longo de um ano, Bruno ia encontrar-se com Shmuel e levava comida nos bolsos do casaco para lhe oferecer. Bruno e Shmuel eram muito parecidos. Shmuel era careca e Bruno tinha cabelo, mas teve de o cortar, pois tinha apanhado piolhos. Ficaram, assim, ainda mais parecidos só que Bruno, fisicamente, era um pouco mais forte.

Certo dia, Shmuel não apareceu na vedação como de costume, nem no segundo dia. Ao terceiro dia, quando Bruno chegou lá Shmuel ainda não tinha chegado e quando ia embora viu-o a aproximar-se. Bruno sentou-se no chão e tirou a comida do bolso do casaco para dar ao amigo, mas ele vinha muito triste e não aceitou. Bruno perguntou-lhe por que vinha tão triste e Shmuel respondeu-lhe que o seu pai tinha desaparecido. Bruno disse-lhe para não se preocupar porque o seu pai iria aparecer. Referiu também que tinha uma coisa muito importante para lhe contar.

O que é que Bruno terá para contar ao amigo Shmuel? Querem saber? Leiam este fantástico livro!

Filipa Jorge Ferreira

ParabénsA minha irmã tinha este livro, achei-o interessante e decidi lê-lo. Este livro fala sobre um vampiro chamado Valentim. Ele era uma pessoa que tinha os olhos grandes e amarelos, cabelo azul e era muito magrinho. Usava sempre roupa azul e roupa cinzenta. Era uma pessoa boa, corajosa mas com medos, apesar disso, muito valente e determinado.

Valentim era uma pessoa que tinha os olhos grandes e amarelos, cabelo azul e era muito magrinho. Usava sempre roupa azul e roupa cinzenta. Ele era uma pessoa boa, corajosa mas com medos, apesar disso, muito valente e determinado.A história deste livro anda à volta um mistério. A irmã do Valentim fazia anos e ofereceram-lhe um super presente. Mas este presente era um segredo que precisava ser descoberto…

Qual será o presente? Quem é que o terá oferecido? Se quiserem saber a resposta, leiam este livro!

Salvador Oliveira, 5ºC

TrêsEste livro foi um presente de aniversário. É um livro muito interessante, fala da amizade de três crianças com o senhor Martins que é um senhor de idade, veste sempre um fato preto e usa um guarda-chuva preto. Ele é simpático e meigo.

O sr. Martins era como um relógio para os três amigos que brincavam no largo, pois, quando ele chegava do trabalho, eles sabiam que era hora de ir para casa. Um dia, ele não apareceu e os meninos estranharam, tentaram saber o que se tinha acontecido e descobriram que ele estava doente. O sr. Afonso, que era amigo de todos, sugeriu que o fossem visitar e que cada um lhe levasse um presente. Como os meninos não sabiam o que levar, este propôs que cada um levasse um frasco com a principal característica de cada um!

Qual será a caraterística de cada um? Lê este livro e logo saberás!

Afonso Ribeiro

DiárioO livro fala-nos de dois amigos que nas férias de verão enviam cartas um ao outro. O João conta as suas aventuras e a Joana responde às cartas comentando as aventuras do amigo.

Numa das cartas, o João conta que conheceu um amigo chamado Domingos que fazia parte de um grupo chamado GESR (Grupo Escalada Sem Risco), um grupo que fazia escaladas. Um dia, o João foi almoçar a casa do novo amigo e ele perguntou-lhe se queria fazer parte do grupo e o João aventurou-se. Nesse grupo só existiam duas meninas, a Clara e a Jenice. Quando o João contou à sua mãe que entrou num grupo de escalada, a reação dela não foi positiva e começaram a discutir…  O pai dele não se importou e no fim da discussão da mãe com João, o pai fez perguntas sobre o grupo. Logo a seguir à discussão, o João foi para a cama e deixou a carta em aberto para no dia seguinte continuar.

No dia seguinte, ele foi fazer escalada ao Pico do Diabo; saíram muito cedo com as mochilas, equipamentos e farnel e com vontade enorme de fazer escalada. O tempo não estava muito bom porque parecia que ia chover, as nuvens estavam cinzentas. Quando chegaram ao pé da montanha, vestiram-se e começaram a subir; quando iam na última etapa para chegar ao cume, começou a chover e esconderam-se numa gruta estreita e com cheiro a humidade. A chuva rapidamente passou e eles continuaram a subir. Chegados ao cume, sentiram uma sensação de liberdade e o João só lhe apetecia gritar, mas, como estavam com fome, logo desceram e foram almoçar.. Quando foi escrever à Joana sobre a escalada, tentou convencer a amiga a entrar no grupo e fazer escalada com eles aos fins de semana, pois  ele tinha adorado a experiência.

Se querem saber se a Joana aceitou a proposta do amigo, leiam o livro! Vale a pena!

Beatriz Oliveira

 

Meia“Meia hora para mudar a minha vida”, escrito por Alice Vieira, é a obra que vos vou apresentar. Branca é a personagem principal desta história, este nome foi escolhido pela sua mãe no momento que ela nasceu prematura, em pleno palco, onde representava o papel de Branca-a-Brava numa peça de teatro de Gil Vicente, na Feira.

“A Feira” era o local onde moravam as pessoas ligadas ao teatro, ali todos viviam como se fossem da mesma família, um casarão enorme, e, para lá viver, as pessoas não podiam ter medo do trabalho, amar Gil Vicente e não ser do Sporting. Mercúrio  mandava em toda a gente, era o patrão, o seu verdadeiro nome era Vicente, senhor Vicente Mascarenhas, mas todas as pessoas eram tratadas pelo nome que representavam, só à segunda-feira (dia de folga) é que assumiam o seu verdadeiro nome, que por força do hábito até se esqueciam.

Branca conta-nos a história do seu passado, que nasceu na Feira, a sua primeira e única casa onde foi feliz. Durante muito tempo, achava que o seu nome era Branca-a-Brava, só mais tarde percebeu que era apenas Branca.

Branca descreve-nos a vida que gira à volta da Feira, fala da sua mãe, constantemente doente, que tomava imensos comprimidos por dia e passava a maior parte do tempo a dormir.

Um dia foram surpreendidos com a presença de duas pessoas a quem Branca se referia como “Elas”;  mais tarde percebeu que essas duas mulheres “A-Mais-Velha muito alta e magra” e “A-Mais-Nova baixinha e anafada” eram Assistentes Sociais que foram verificar as condições em que Branca vivia e daí em diante passaram a fazer visitas frequentes, sempre com ameaças de que podiam retirar a criança à mãe e levá-la presa por não lhe assegurar os cuidados básicos necessários.

 No dia em que Branca fez dez anos, foi uma segunda-feira, nesse dia a mãe não estava nada bem, tinha imensas dores, estava muito pálida e com dificuldade em respirar, mas queria fazer uma surpresa à filha e tomou ainda mais comprimidos para festejar o seu aniversário de forma inesquecível. A mãe decidiu levá-la à cabeleireira e quando lá chegaram mandou a Viviana (cabeleireira) pintar o cabelo de azul. Inicialmente Viviana deu uma gargalhada a pensar que ela estava a brincar, mas não, ela repetiu muito séria, “pinta-lhe o cabelo de azul”. A cabeleireira explicou-lhe que não podia fazer isso, que Branca era uma criança, as tintas são tóxicas e não se pode pintar o cabelo das crianças porque faz mal e que ela estava muito doente e era melhor voltar noutro dia.  A mãe insistiu, disse que era a sua prenda de aniversário e que esse dia ia ficar na memória da filha para sempre.

E agora o que vai acontecer? Será que Viviana  vai mesmo pintar-lhe o cabelo de azul? E a saúde da mãe? E “Elas”, o que irão fazer com a menina?

Não percas tempo, lê esta história emocionante e descobre a lição de vida que nos dá.

Lícia Gonçalves

OlharHoje vou apresentar-vos o livro “Triângulo Jota, O Olhar do Dragão”, de Álvaro Magalhães. Este é o primeiro volume de uma interessante coleção de aventuras de três amigos, Joel, Jorge e Joana.

Esta primeira aventura conta a história de um dono de um circo, o senhor Lin, que possui duas pedras preciosas e mágicas, “Os Olhos do Dragão”, razão pela qual, durante a estreia do circo, raptaram Jade, a sua filha, a jovem trapezista chinesa, exigindo em troca as suas pedras como resgate. Joel e os seus amigos Jorge e Joana assistem ao seu rapto. Decidem então ajudar a família Lin e juntos vão tentar resolver o caso.

Após muitas investigações de avanços e recuos, os três jotas chegam à conclusão que quem raptou ou ajudou no rapto de Jade tinha que ser alguém que trabalhava no circo. As pistas levaram-nos até ao anão do circo que andava a ter encontros no cinema com o “Sombra”, que eles tinham descoberto ser o responsável pelo rapto da jovem.

Os três Jotas tentaram apanhá-los num desses encontros, mas foram descobertos e deu-se início a uma perigosa e emocionante perseguição.

Será que vão conseguir apanhá-los e encontrar Jade? Será que o senhor Lin vai mesmo ter que entregar os “olhos do dragão”? Se quiserem saber, leiam este livro!

Rafaela Matos

UmaO livro “Uma questão de cor”, da autoria de Ana Saldanha, foi-me aconselhado pelo professor de Português.

Esta história fala da Catarina, mais conhecida por Nina que tem treze anos e tem um fascínio por computadores. Nina recebe como prenda de Natal um computador com vários jogos e desde aí passa o tempo todo em frente àquele ecrã mágico, a sua mãe é que não acha piada nenhuma, pois Nina não quer saber de mais nada.

Certo dia, Nina soube da notícia que o seu primo Daniel, mais conhecido por Dani, ia viver na sua casa e frequentar a sua escola. Nina ficou muito intrigada e inicialmente não aceitou muito bem a vinda do seu primo e não percebia qual o motivo dessa mudança.

A situação piorou ainda mais, quando Nina se viu confrontada com a decisão de lhe ceder o seu quarto, pois o Dani tinha alergia ao pó dos livros onde ia ficar hospedado.

Por que motivo Dani teve de mudar de escola?

Será que Nina lhe vai ceder o seu quarto?

Se quiseres saber os segredos desta história, surpreende-te com a leitura deste livro!

 

Lícia Gonçalves

Rapariga queHoje vou apresentar-vos o livro “A rapariga que roubava livros” escrito por Markus Zusak. O autor escreveu este livro inspirando-se nas memórias que tinha dos momentos que viveu durante a Segunda Guerra Mundial.

Esta história é narrada pela morte, uma narradora omnipresente, e conta o dia a dia de Liesel, uma raparia que gostava de roubar livros. Esta história começa por falar quando Liesel estava num comboio e o seu irmão mais novo lhe morreu nos braços. Fizeram o funeral do seu irmão e foi aí que Liesel roubou o primeiro livro chamado “O manual do coveiro”. Apesar de Liesel ainda ter mãe biológica, ela teve que ir viver com pais adotivos, pois esta estava muito doente e já não tinha condições para criá-la. Quando Liesel chegou ao número 33 da rua Himmel, a casa dos seus pais adotivos, deteve-se durante um tempo antes de entrar. Finalmente entrou na casa e conheceu os seus pais adotivos, Rosa Hubermann, uma mulher que aparenta ser má, e Hans Hubermann, um homem muito gentil, que mais tarde vai se tornar uma pessoa muito especial para Liesel.

Os primeiros dias em casa dos seus pais adotivos foram difíceis. Rosa e Hans matricularam Liesel na escola, os primeiros tempos foram um pouco complicados, e todas as noites Hans ia para a cave ler com Liesel, era o momento que ela mais gostava. Algumas vezes Hans também lhe tocava acordeão. Na rua Himmel, Liesel também conheceu um rapaz chamado Rudy Steiner, que se tornou seu melhor amigo. Passado muito tempo, foi um novo morador para a casa dos Hubermanns, chamado Max Vadenburg. Era filho de um amigo de Hans que tinha participado numa Guerra com ele. Max era judeu e por isso tinha que ficar escondido na cave, para não ser descoberto. Enquanto ficou na cave escreveu muitas histórias sobre Liesel. Esta e os seus pais fizeram muitas brincadeiras com Max, mas uma dessas brincadeiras correu mal. Fizeram um boneco de neve, e Max ficou doente, dormindo durante dias. Enquanto Max não acordava, Liesel deu-lhe treze presentes, cada um com um significado diferente. Quando Max acordou foi uma enorme alegria. Passado algum tempo, Rosa foi despedida pelo seu único patrão que lhe restava, o presidente da câmara. Liesel para se vingar começou a roubar livros da biblioteca da mulher do presidente, com o seu melhor amigo Rudy. A mulher do presidente da câmara descobriu, mas não ficou chateada com Liesel.

Começaram os bombardeamentos na rua Himmel. Os Hubermanns e Liesel tinham que ir para um abrigo, mas não podiam levar Max, pois este era judeu. Hans também tinha comprado um rádio para conseguirem saber quando ia haver novos ataques aéreos. Um dia, ouviram o sinal que avisava que ia haver novo ataque aéreo, foram à cave e despediram-se de Max. Quando chegaram à rua Himmel, viram que esta estava cheia de pessoas, e cada uma delas levava, o que lhe era mais importante.

Acham que Max vai sobreviver a este ataque aéreo? E acham que eles vão encontrar a casa no estado que deixaram ou fizeram bem em levar as coisas mais importantes para cada um? Se quiserem, saber leiam este livro!

Joana Ferreira

UmaEste livro conta-nos a história de Nina, uma menina de 13 anos que adora jogos de computadores. Como o seu pai é informático, apoia-a, a sua mãe é que não acha piada e está sempre a resmungar com ela para estudar mais e passar menos tempo no computador.

Nina tem muitos amigos na escola e tem um fraquinho por Vítor que faz tudo por ela. Os avós de Nina são os seus protetores e estão sempre do seu lado, a sua avó adora jogar no casino e é muito divertida.

Certo dia, o seu primo Daniel vai viver para sua casa e ela quer saber porquê mas ninguém lhe diz; ela anda muito resmungona com toda a gente, pois a família quer que ela ceda o seu quarto ao seu primo.

Depois de muito pensar, ela cede-lhe o quarto e vai dormir para o escritório, mas ele nem sequer lhe agradece e pouco fala com ela, passa a vida a ler um livro sobre Nelson Mandela.

Um dia, a sua avó tem um ataque cardíaco e todos ficam muito abatidos, pois a situação é grave, mas tudo fica bem e avó regressa a casa.

Entretanto Nina mostra a nova escola ao seu primo Daniel, mas como ele é de cor (raça negra) todos os seus amigos gozam com ele e passa a ser vítima de racismo. Nina tenta a todo o custo que Daniel se defenda dos atos de racismo, mas ele não faz nada para se defender. Até Vítor que até aí fazia tudo para a ver feliz, fazia bullying com o seu primo.

Passado algum tempo, Vítor fez anos e convidou os primos para a sua festa, que era num restaurante muito conhecido na cidade chamado “o inferno”, este era o restaurante preferido de Nina.

Será que eles vão à festa?

Será que finalmente Nina vai descobrir porque é que o seu primo foi viver com eles?

Se estás curioso(a),  aconselho-te a ler este magnífico livro!

Tiago Miranda

  Nave

Nave H2Y

Lá vem a Nave H2Y

Que tem muito que revelar,

Escutai  agora, senhoras e senhores,

Uma história de pasmar.

Passava mais de ano e dia

Que andavam na volta do espaço,

Já não tinham que respirar,

Já não tinham que inalar.

Abriram as estufas

Para poderem respirar,

Mas as plantas morreram

Tal era a falta de ar.

Fizerem Pim Pam Pum

Qual se haveria de eliminar

Logo foi cair o Pum

No comandante-espacial.

– Sobe, sobe, tripulantinho

Àquela janela espacial,

Vê se vês o Planeta Terra,

As estações de carregamentos na Lua.

– Não vejo o Planeta Terra

Nem carregamentos lunares,

Vejo sete laseres carregados

Que estão para te matar.

– Acima, acima, tripulante

Acima à escotilha astral!

Olha se enxergas Terra

As estações lunares.

– Boas, comandante,

Meu comandante-espacial!

Já vejo Planeta Terra

Estações de carregamento Lunares!

Mais enxergo três cães robots

Brincando na camada de oxigénio

Um com a bola na boca,

Outro com o disco a roer,

O mais fofinho de todos

Está no meio a ganir.

– Todos três são os meus queridos,

Oh! Que vontade tenho de os abraçar!

O mais fofinho de todos

A ti te hei de dar.

– O vosso cão não quero,

Que vos custou a criar.

– Dar-te ei o meu iphone que lê pensamentos,

Para com ele descobrirdes todas as verdades.

– Seu iphone não quero,

Que vos custou a ganhar.

– Dar-te ei a Nave H2Y,

Para com ela viajardes.

– Não quero a Nave H2Y,

Que a não sei governar.

– Que queres tu, meu tripulante,

Que alvíssaras te hei de dar?

– Comandante, quero a tua alma

Para comigo a carregar.

– Renego de ti Besta,

Que me estava a atentar!

A minha alma é só de Deus,

O meu corpo dou-o eu aos céus.

Pegou-o um anjo no colo,

Não no deixou flutuar.

Deu um estouro o demónio,

Acalmaram os meteoritos e as estrelas.

E à noite, a Nave H2Y

Estava em Terra a planar.

Sara Morais

DoutoraEsta história fala-nos de um menino que não tinha mãe, chamado Alfie, com doze anos, que já não ia ao dentista desde muito pequeno. Ele escondia as cartas com as marcações do dentista em cima de um armário, pois ele sabia que lá o seu pai não as iria encontrar porque tinha graves problemas de saúde, mas com mais frequência problemas respiratórios porque tinha trabalhado numa mina. Por isso, Alfie tinha de ir para a escola e fazer os trabalhos de casa, tinha de ir ao supermercado fazer as compras para casa, as limpezas lá de casa, fazer todas as refeições e lavar a louça.

Certo dia, foi à sua escola uma nova dentista daquela cidade, chamada Dra. Tiradentes, e já que estava ali aproveitou para ver os dentes de todos os meninos. Ela viu os dentes de Alfie e logo reparou que ele já não ia ao dentista há muito tempo. Depois de ter visto os dentes dos meninos todos, chamou Alfie e disse-lhe que ele tinha de marcar uma consulta urgentemente.

A Dra. Tiradentes não parecia ser muito de confiança, então Alfie decidiu não seguir a sua recomendação. Entretanto, o estado de saúde do seu pai dia para dia agrava-se cada vez mais e a sua família começa a ser seguida por uma assistente social, chamada Winnie. Esta, logo que se apercebeu do estado dos seus dentes, marca-lhe uma consulta com a Dra. Tiradentes. No dia seguinte, Alfie encontra-se com a sua amiga Gabz que lhe conta que as crianças que haviam colocado dentes debaixo da almofada estavam a ser realmente surpreendidos. Ninguém sabia o que estava a acontecer, mas a suspeita de que a Dra. Tiradentes poderia estar envolvida começava a ganhar cada vez mais forças. Na consulta, a Dra. Tiradentes arranca-lhe um dente e ele deve ter desmaiado porque, só quando acordou, é que se apercebeu que não tinha dentes. Alfie pede ao vendedor de doces Raj que lhe dê um dos seus para colocar debaixo da almofada para descobrir quem andava a assustar as crianças da cidade.

Será que Alfie vai descobrir quem andava a assustar as crianças da cidade? Se quiserem saber, leiam este livro!

João Magalhães

As mais belas“As mais belas coisas do mundo” foi escrito por Valter Hugo Mãe, lê-se rapidamente, porém, faz-nos pensar no que realmente importa, no que realmente tem valor… faz-nos pensar em quais são para nós as mais belas coisas do mundo.

Este livro fala sobre um neto e um avô, o seu avô dizia que a vida era um mistério e que o importante era seguir procurando, referindo-se particularmente a sentimentos e valores.

O avô propunha desafios ao neto, e se ele os conseguisse desvendar, ganhava presentes e abraços, porém ele não se interessava pelos presentes, mas sim, pelo abraço apertado e sempre mais amigo do seu avô. Abraços eram vitória e funcionavam como uma fita métrica da amizade do avô por ele.

O avô transmitiu-lhe vários ensinamentos…pediu-lhe para que não se desiludir, pois quem se desilude morre por dentro e era preciso viver encantado, pois o encanto é a única cura para a tristeza. Ensinou-o a inventar perguntas para aprender, porque quem não aprende não pergunta. Ensinou-lhe que o dinheiro tem valor em troca de muita coisa, mas muita coisa só tem valor se for de graça. Ensinou-o que não era importante casar, era importante que não estivesse sozinho.

O neto aprendeu que a sua avó ficou doente e que precisava morrer para ficar sossegada.

Num dia que estavam a passear, o avô perguntou ao neto quais eram para ele as mais belas coisas do mundo.

Se querem saber a resposta do neto, leiam este livro!

João Rodrigues

MataramEste livro fala sobre um criminoso perigoso que Orlando, um cientista, deixara entrar no seu grupo AIVET (Associação Internacional de Viagens no Espaço e no Tempo). Esse criminoso, que mudava a sua estética e personalidade para vender armas, tinha agora, em sua posse, uma máquina do tempo.

Como o último rastro da máquina tinha sido no Bairro da Lapa em Lisboa, no ano de 1907, então, o Orlando, a Ana e o João, duas crianças, foram para lá.

Orlando alugara uma casa e conheceram a sua vizinhança. Sofia, a vizinha, convidara-os para no dia seguinte irem visitá-la, precisamente à mesma hora que um homem chamado Flamiano, um candidato que o pai da Sofia chamara para escolher com qual das filhas queria casar.

O pai da Sofia disse que o Flamiano era simpático, inteligente e muito rico, e o Orlando começou a desconfiar que o Flamiano era o “Toupeira”, o criminoso. As três filhas, a Tatão, a Carolina e a Sofia achavam que ele devia ser feíssimo, mas quando o viram acharam-no muito bonito e ficaram entusiasmadas. A partir daí começou a haver rivalidade entre as três.

Numa noite que Orlando não conseguia dormir, ele decidiu abrir a janela e deparou-se com o Flamiano a subir à varanda do quarto das meninas. Ele começou a criar expectativas de que ia encontrar provas que ele era o “Toupeira”, mas como ele não tinha roubado nada, esperou o próximo dia. Quando acordou viu as meninas felizes pois alguém tinha decorado o rebordo das três janelas com flores.

Um dia, o Jorge, pai das meninas, recebeu um convite para ir a um baile de D. Carlos e da rainha Dona Amélia, mas o Jorge não deixou a Sofia ir, porque dizia que ela era menor de idade, porém, o Tomás, o seu primo, disse que era melhor ela ir ao baile porque podia não haver outra oportunidade, pois o descontentamento com a monarquia era crescente e adivinhava-se a Implantação da República.

Depois de uma discussão entre o Tomás e o Jorge, este acabou por deixar a Sofia ir. Quando todos já estavam prontos para o baile, os vizinhos, a Ana, o João e o Orlando, dirigiram-se de cavalo até ao Palácio da Pena.

O João, a Ana e o Orlando tinham que recolher objetos dos homens que parecessem suspeitos, para conseguirem as impressões digitais deles, porém a Ana esquecera-se dessa missão secreta e só tinha olhos para o Rufino de Sá, que estava sentado ao seu lado esquerdo.

Será que o João e o Orlando conseguiram descobrir quem era o criminoso? Se quiseres saber lê este livro!

João Rodrigues

Serei sempreEste livro foi escrito por Valter Hugo Mãe e descreve a visão de um neto relativamente ao amor e proteção que une os seus avós e do medo que sentem em perder o outro.

A avó trocou o coração por uma “maquineta esperta”, mas ela continuou amando, ela era uma pessoa de afetos. O avô era o contrário, era um homem de silêncios e poucas palavras.

A avó dizia que a comida era a poesia do avô, porque a cozinha sempre foi dele, e era cozinhando que ele traduzia a delicadeza e carinho pela família.

O avô tinha ordens muito claras, dadas pelo médico para cuidar da avó, ele não se distraía, era muito rigoroso.

Ela precisava de paz e sossego, e o avô ocupava-se com o medo, e o tempo todo era pouco para o tamanho do medo que lhe deu.

Ela, a eterna menina do avô, sentindo o seu medo, segurou-lhe as mãos e disse-lhe que seria sempre o seu abrigo.

Se queres saber o que aconteceu a seguir, lê este livro!

João Rodrigues

CadernoEste livro fala sobre uma menina que compra um caderno vermelho, liso, 13x21cm, 240 páginas. Ela não revela o seu nome, diz apenas que se chama N, N é a segunda letra do seu nome, ela opta por ser tratada assim porque há muitas meninas na sua sala com o mesmo nome.

N foi a uma papelaria com o intuito de ver postais e acabou por pegar num postal que tinha, apenas, um coelho dentro de uma cartola. Quando se  dirigiu ao balcão para efetuar o pagamento do postal, foi atraída pelo caderno. Esse caderno passou a ser o seu diário onde ela escrevia histórias imaginárias e reais. A N diz não ser menina, mas sim karateca. Ela gosta de um menino que luta karaté com ela, o Raul. A N gosta do Raul porque ele não a trata como menina, ele chama-lhe Mariquinhas.

Os seus sonhos são ser cinturão preto e beijar o Raul. Será que ela vai conseguir? Se quiserem saber, leiam este livro.

João Rodrigues

  TobiasEste livro apresenta-nos uma menina de oito anos que se chama Marta. Marta é uma menina muito pensadora. Num dia, ela perguntou-se quantas línguas havia no mundo, ela pensou nas línguas dos países e nas línguas dos animais. Uma vez, estava ela a passear com o avô no parque, a única pessoa que lhe dava atenção, e o avô disse-lhe que as árvores tinham a sua própria voz. Quando eles iam a sair do parque, a Marta perguntou-lhe se os objetos e plantas falavam, e o avô respondeu que sim. Os pais de Marta casaram-se muito cedo, o que fez com que os seus sonhos e projetos se fundissem num único grande sonho de amor, e a Marta acha que é a inconveniente da família. Marta dizia que gostava mais da linguagem das coisas, pois as pessoas só falavam para dizer coisas desagradáveis, com exceção do seu avô. Para Marta, a linguagem dos grandes é a linguagem do lixo.

Marta quando ficou mais crescida começou a combinar as frases que os seus pais diziam, quando discutiam, com cores, por exemplo: “já não te suporto”, Laranja.

O avô passou a ajudar a Marta com os deveres duas vezes por semana, e o pai de Marta logo reclamou com a sua mãe, pois não queria que o avô de Marta andasse sempre com ela. Marta odiava ir à escola, a sua cabeça estava cheia de perguntas e não encontrava as respostas na escola. Poucos meses depois do começo das aulas, as professoras chamaram os pais de Marta, pois ela era ausente, curiosa e inexplicável.  Marta perguntou ao avô porque é que ela nasceu e o avô disse-lhe que havia perguntas que tinha que ser ela a encontrar a resposta.

Depois de muito tempo sem ver o avô, começou a falar para si própria, sem abrir a boca, o que fez com que começasse a tirar más notas. Quando ia ter uma conversa séria também não falava, o que gerou uma confusão entre o pai e a mãe, o que fez com que os pais de Marta saíssem de casa, o mesmo acontecendo com Marta.

Se querem saber para onde a Marta foi, leiam este livro!

João Rodrigues

O BarcoEste livro fala-nos sobre um menino chamado Fonchito que vivia num prédio à beira-mar. Todos os dias ele observava um senhor já com uma certa idade, a quem deu a alcunha de Ancião .

Um dia, finalmente, ganhou coragem e foi falar com o Ancião. Estava bastante nervoso e envergonhado. Fonchito perguntou-lhe o porquê de ele estar ali todos os dias a observar o mar tão cedo e sozinho. O Ancião ia responder mas acabou por chegar o autocarro da escola e ele teve que ir, mas ambos prometeram que no dia seguinte continuariam a conversa.

Na manhã seguinte, Fonchito foi o mais rápido possível para conseguir ter mais tempo de conversa com o Ancião; nessa mesma manhã, o velho contou-lhe que estava à espera do barco das crianças. Quando o senhor disse aquilo a Fonchito, ele olha para o mar mas não avista nenhum barco, apenas a espuma de algumas vagas mansas e um par de gaivotas a sobrevoar o mar. Ele comentou com o Ancião que não observava nenhum barco. Só que o senhor idoso respondeu de maneira misteriosa: disse-lhe que o barco das crianças não aparecera naquela manhã mas, mesmo se aparecesse, só ele o conseguiria ver.

Fonchito só avistava no mar uma traineira de pescadores, nada mais além disso. O Ancião perguntou-lhe se queria que lhe contasse a história do misterioso barco das crianças. Ele, entusiasmado e alegre, respondeu que sim. mas que não tinha muito tempo, apenas até o autocarro chegar. O Ancião começou a contar  a história, já antiga.

Tudo começou no século XII. Naquela época, a religião tinha bastante importância, os cristãos idealizavam resgatar Jerusalém e todos os lugares sagrados com a vida de Jesus Cristo, lugares que estavam no poder do Islamismo. Então vários meninos da tua idade abandonaram as suas famílias, os seus lares, para se juntarem à reconquista de Jerusalém.

Mas, para o desagrado de Fonchito, o autocarro da escola tinha acabado de chegar. Na amanhã seguinte, o jovem levantou-se mais cedo do que o habitual para ter a máximo de tempo possível para conversar com o Ancião e descobrir mais sobre o barco das crianças .

Fizemos uma viagem de vários dias, até que chegamos ao nosso destino. Em cada aldeia que parávamos para descansar recebiam-nos sempre muito bem.

Fonchito interrompeu o Ancião, despertou-lhe bastante  a curiosidade  saber se  ele esteve lá, pois contava tudo como se lá tivesse estado. Mais uma vez, interrompendo a sua conversa, chegou o autocarro e Fonchito teve que ir.

Na manhã seguinte, viu aparecer ao seu lado num pequeno banco o velho Ancião que, depois de o cumprimentar, continuou o seu relato.

Depois da nossa chegada a Marselha, os marselheses abriram as suas janelas ou vinham aos passeios ver aqueles milhares de crianças. Comíamos graças a caridade, um homem prometeu realizar uma peregrinação até Jerusalém se Deus salvasse a vida da sua esposa. Tirámos  à sorte e fomos os primeiros a sair de Marselha, foi uma cena linda, pois a cidade toda reuniu-se para nos ver zarpar. 

Fonchito voltou a interromper o Ancião para lhe perguntar se, de facto, ele estava no meio daquelas crianças… Porque, se realmente lá estava, ele era uma pessoa velhíssima, já com centenas de anos, e ninguém vive tanto tempo!

Se querem saber qual a resposta do Ancião à pergunta de Fonchito, leiam este livro, pois vale a pena!

Anaíce Fernandes

Caderno memorias  Hoje vou vos relatar um pouco do livro “Caderno de memórias de difícil acesso 2”. Adorei-o, pois é um livro diferente dos que costumo ler. Este apresenta-se como um diário e torna-se uma leitura mais fácil.

   Este livro fala-nos de um rapaz chamado Santiago. O ano letivo estava quase a começar e ele não estava nada satisfeito, pois este ano iria ingressar na turma dele um aluno novo (o Norberto), mas este era um menino mau, mal comportado que gostava de fazer troça  dos meninos e batia nos colegas da turma. Todavia ele vai ficar mais calmo porque nesta turma encontrou uma vítima mais forte do que ele pensava, ficando envergonhado e com toda a turma contra ele, o Norberto ficou mais calmo e sossegado.

    Começou o ano letivo, Santiago sentia felicidade por poder voltar a encontrar os amigos. Estes eram crianças agradáveis e tinham uma coisa em comum com o Santiago: acreditavam em Aliens. O grupo de amigos do Santiago acreditava vivamente na existência de Aliens e pensavam que eles iam invadir a Terra para viverem com os humanos. Depois de começarem a conhecer o Norberto, pensaram que ele era um deles porque este era uma pessoa diferente e tinha muita força,  conseguia partir canetas com os dedos e não sentia dor.

   A fascinação pelos Aliens era tanta que o grupo de amigos tentou entrar em contacto com eles para os sossegar nesta viagem, pondo-os à vontade para eles virem e que seriam bem recebidos.

   Para continuarem a saber o resto da história terão que ler este livro até ao fim! Espero que apreciem tanto quanto eu!

Ivo Cunha

SegredoEste livro é escrito por David Almond e foi o seu primeiro livro. Eu adorei este livro, foi das sugestões que o meu professor de Português trouxe para a aula.

Este livro fala sobre um rapaz chamado Michael que junto com a sua família se mudou de Random Road para Falconer Road. Michael tinha uma irmã bebé que ainda não tinha nome e que estava muito doente. Na casa para onde foram morar havia uma garagem muito estranha que despertou a curiosidade de Michael. E, na verdade, algo era curioso porque, numa tarde de domingo, Michael viu um homem dentro da garagem. Mas quem seria ele?

Como a sua nova casa estava em mau estado, principalmente o matagal, o pai de Michael trabalhava o dia todo lá a renovar a casa e, enquanto a sua mãe cuidava da bebé, Michael tentava ganhar coragem para entrar na garagem. Até que um dia Michael quase entrou, mas, no momento em que ia entrar, a sua mãe chamou por ele assustada, com medo que a garagem desabasse em cima dele de tão velha que era.

Nesse dia ele não entrou, mas o grande dia chegou. Enquanto o Dr. Morte (que era o médico da bebé, que na verdade não se chamava Dr. Morte, Michael é que lhe chamava assim porque achava que ele lembrava a morte e esse nome assentava-lhe bem) foi ver a bebé lá a casa, Michael entrou pela primeira vez na garagem. A garagem era um lugar misterioso e aí encontrou novamente o homem. Ele parecia morto, estava sentado e com a cabeça inclinada para trás, Michael estava assustado. Porque estaria ali? E porque seria assim? Michael fugiu.

Noutro dia, Michael ganhou novamente coragem e entrou de novo na garagem. Voltou a ver o homem misterioso que lhe pediu aspirina e 27 e 53. Mas o que seria 27 e 53?  Nesse mesmo dia, quando saiu da garagem, viu uma rapariga sentada no muro da casa ao lado, era Mina, a sua nova vizinha.

Mina gostava muito de pássaros e da noite, e não ia à escola porque a sua família e ela achavam que a escola tirava a criatividade às crianças, mas sabia imenso e sobre diversos assuntos. Mina era estranha, mas Michael e Mina tornaram-se muito amigos.     

O que seria o 27 e 53?  Quem seria o homem misterioso? Será que a bebé ficará melhor? Receberão respostas para estas e muitas mais questões se lerem este livro!

Martim Ribeiro                 

RosaRosa, minha irmã Rosa”, da autoria de Alice Vieira, é o título do livro que li nas férias da Páscoa. Eu encontrei-me com este livro depois de ter lido “Chocolate à Chuva” da mesma escritora; estes livros fazem parte da trilogia composta por “Rosa, minha irmã Rosa”, “Lote 12, 2º Frente” e “Chocolate à Chuva”. Comecei por ler o último livro, pois tinha achado o título mais sugestivo e logo que acabei de o ler fiquei curiosa para ler as outras obras.

Este livro gira à volta da chegada da irmã da Mariana. Mariana é uma menina que durante 10 anos tinha sido filha única. Esta criança, a quem deram o nome de Rosa, veio mudar completamente a vida de Mariana.

Com o nascimento da irmã, Mariana ficou muito desiludida – como era possível gostar de um ser tão minúsculo tão enrugado e tão feio?

Os primeiros dias foram muito difíceis, Mariana não compreendia como é que todas as pessoas à sua volta, incluindo a Rita, a sua melhor amiga, achavam que era muito bom ter mais um membro na família. Ela não percebia porque é que tinha de gostar da sua irmã só porque era da família. Na sua opinião, as pessoas deviam escolher as pessoas da sua família, tal como acontece com os amigos. Nesse caso escolheria apenas a mãe, o pai, a avó Elisa e alguns amigos, mas ficaria de fora a sua tia Magda, porque a tia Magda era muito azeda, mal-humorada e só gostava de flores esquisitas, como os antúrios e as estrelícias.

Com a vinda da irmã, Mariana nunca mais teve sossego, era como se ela não existisse, ninguém lhe dava mais atenção e em casa todos viviam numa agitação em torno da bebé.

A avó Elisa estava muito presente na sua vida, mas Mariana sentia a falta da sua avó Lídia que vivera na mesma casa e tinha falecido um ano atrás; ao mesmo tempo que sentia falta da sua avó Lídia, Mariana sentia-se privilegiada por saber que sua irmã Rosa nunca a iria conhecer e só ela tinha as maravilhosas recordações da avó Lídia.  Nas horas mais difíceis, Mariana recordava as histórias que a Avó Lídia lhe contava e assim ficava mais animada.

O tempo aos poucos foi passando e, tal como dizia Mariana “todos os caminhos vão dar à Rosa”, Rosa parecia um intruso que preenchia a vida de todos os que viviam na sua casa.

E a Mariana? Será que alguma vez olhará para a sua irmã de outra forma? Será possível que Mariana não goste da sua irmã?

Estas e outras respostas saberão se lerem esta narrativa.

Lícia Gonçalves

GuerraEncontrei-me com este livro num sábado à tarde e li-o com muito entusiasmo.

Esta história dramática fala de dois meninos que passaram o dia todo diante do seu tabuleiro de xadrez, repletos de várias peças a batalhar cada um com o seu exército. Mais tarde, foram-se deitar e aquela batalha que ninguém sabia como tinha começado nem como iria terminar continuou, mas desta vez eram as próprias peças que ganhavam vida e se dividiam em dois Reinos: Reino Preto e Reino Branco.

O jogo não estava a ser nada fácil para ambos os lados. O Reino Branco reuniu-se para discutir novas jogadas que os levassem à vitória, mas quer o Reino Branco, quer o Reino Preto perdiam cada vez mais peças a cada jogada que realizavam. Foi aí que o Reino Preto, tão farto desta guerra sem fim, decidiu apresentar uma proposta ao Reino Branco.

E agora? Que proposta irá o Reino Preto apresentar ao Reino Branco? Não percas tempo! Lê este livro e vais ficar surpreendido!

Lícia Gonçalves

CaixoteO meu contacto com a obra “O Rapaz do Caixote de Madeira” surgiu na sala de aula, após uma apresentação de uma colega. Visto que também tinha recentemente lido “O Rapaz do Pijama às Riscas”, o meu interesse e curiosidade por este tema aumentou. Este livro retrata a história de vida de um rapaz que sobreviveu ao Holocausto e ajuda bastante a compreender este acontecimento histórico.

Leon era um rapaz judeu de 10 anos que vivia em Narewka, uma cidade no norte da Polónia. Passava muitas dificuldades financeiras, vivia numa casa apenas com um quarto e uma cozinha, com os seus pais e os seus quatro irmãos, Hershel, Tsalig, David e Pesza, a única menina. Leon começa por descrever uma infância feliz, onde fazia amizades e as brincadeiras que partilhava com os amigos. A mudança de vida de Leon começa quando o seu pai arranja emprego em Cracóvia, no entanto não consegue levar logo a sua família, visitando-os com pouca frequência. Finalmente, a família volta a juntar-se e foram todos viver para Cracóvia.

No início, o facto de ser judeu não foi problema para Leon que conseguiu facilmente integrar-se e fazer novos amigos, brincavam e divertiam-se bastante juntos.

Com o tempo isso mudou. Após a invasão dos Alemães, os judeus passaram a ser perseguidos. Deixaram de brincar com ele e tratavam-no mal, Leon tinha que passar mais tempo em casa e fora proibido de frequentar certos espaços públicos, como o parque e a escola, o que atrasou a sua aprendizagem. Para piorar tudo, não tinham nada para comer e viviam numa casa com muitas poucas condições. A “Guerra” aproximava-se e alguns judeus, para sobreviverem, fugiram de Cracóvia, incluindo Hershel e o pai de Leon. Hershel conseguiu ir para Narewka, mas o pai de Leon, após algum tempo, voltou para Cracóvia, para junto da restante família. Nessa altura, os vizinhos de Leon também decidiram fugir, para o fazerem confiaram a chave do apartamento aos seus pais.

 Os nazis não perdiam nenhuma oportunidade para roubar e perseguir os judeus. Então, quando descobriram que o pai de Leon guardava a chave da casa de judeus, tentaram logo alcançá-la, ao que o pai de Leon se opôs. Consequentemente, foi espancado e muito maltratado em frente à sua família, acabando por o levarem embora.

O que será que vão fazer ao pai de Leon? Será que o vão levar para o campo de concentração? Será que vai sobreviver? E o que acontece ao resto da família? Se quiserem saber leiam este livro.

Rafaela Matos

Ali BabaApós a leitura de alguns excertos do conto “Ali Babá e os Quarenta Ladrões”, acabei por fazer a leitura integral do mesmo.

Este livro tem como personagem principal Ali, um homem casado, e bastante pobre. Filho de um modesto curtidor de peles, Ali tem um irmão, Qassem. Para sustentar a família, Ali tem que trabalhar muito. Pelo contrário, seu irmão casou com a filha de um rico mercador que ao morrer lhe deixou todos os seus bens.

 O nosso herói, diariamente, levanta-se cedo para ir à montanha cortar lenha e só volta a casa quando está para anoitecer. Mas um dia algo de inesperado acontece. Estava ele a cortar lenha na montanha, como habitualmente, quando de repente aparece no horizonte uma nuvem de poeira. Aproximava-se uma caravana de quarenta ladrões, o pobre e prudente lenhador esconde-se nos ramos de uma árvore. Como podia ter ele imaginado que esse simples ato, iria mudar a sua vida? É que do seu esconderijo, Ali Babá descobre um segredo, as palavras mágicas que dão acesso ao tesouro dos bandidos. Após essa descoberta, Ali decide tirar um pouco do tesouro, já que eles tinham muito e não dariam por falta de nada, e assim ele ficaria rico e poderia dar uma vida melhor à sua família.

Mas, acidentalmente, Qassem, seu irmão, descobre tudo e apesar de Ali lhe pedir que jurasse que não iria até à caverna, a sua ambição sem limites levou-o a não cumprir esse juramento. Este vai, então, até à gruta e, devido à sua enorme ganância, tenta tirar o máximo que consegue. Não tardou muito que os ladrões voltassem e ao depararem-se com Qassem traçam o seu fatal destino. Como gentil homem que era, Ali, ao dar-se conta da demora do irmão, decide ir à gruta e é lá que encontra o seu corpo. Decide tirá-lo de lá, mas dá uma óbvia pista aos ladrões de que mais alguém sabia do segredo.

O que será que os ladrões vão fazer? Será que vão descobrir que é Ali quem entrou na caverna e consequentemente matá-lo? E como reagirá a esposa de Qassem e o que fará Ali a esse respeito? Se quiserem saber leiam este livro.

Rafaela Matos

PedroA leitura de “Pedro Alecrim”, de António Mota, surgiu de um desafio lançado pelo meu professor de português. Gostei bastante de ler este livro e acho que a leitura do mesmo é bastante interessante. Além de mostrar outro lado de vida mais difícil, retrata a normalidade de antigamente, muito diferente da de hoje em dia.

Esta história conta a vida de um rapaz pobre, de aproximadamente 12 anos, que tinha uma vida muito atarefada com a dureza das tarefas do campo e os cuidados com os seus irmãos mais novos. Pedro todos os dias tinha que tratar do gado, do campo, fazer tarefas domésticas e só no fim do jantar podia fazer os trabalhos de casa. Além de que a sua escola ficava muito distante de sua casa, o que o obrigava a fazer um longo percurso diariamente. Mas a sua vida também é marcada pelas aventuras vividas com o seu melhor amigo, Nicolau, embora ambos tenham uma vida com muitas limitações, a vários níveis.

Mesmo com dificuldades financeiras, os pais de Pedro fazem o possível para fazer chegar comida à mesa e, apesar de contrariados, permitem que ele estude e garantem que tenha todo o material necessário para a sua aprendizagem. Pedro, o nosso herói, tem uma grande cumplicidade com o pai. Mas tudo vai mudar. Um dia, quando Pedro chega a casa, depara-se com o pai de cama, a mãe muito cansada e com os olhos cheios de olheiras. Como sempre, quando o pai de Pedro adoece, recusa-se a ir para o hospital, o que atrasa sempre a sua recuperação. Não podendo evitar mais, devido ao agravamento da doença, este tem mesmo que ser encaminhado para o hospital. Pedro passa a ir quase todos os dias com a mãe visitar o pai e quando não pode ir, fica em casa a tomar conta dos irmãos mais novos, Rosália e Jacinto. No entanto, a vida de Pedro continua a complicar-se, pois a doença do seu pai agrava-se tendo que ser operado.

Que desafios ainda terá que enfrentar, Pedro? O que será que vai acontecer com o seu pai? Será que vai melhorar? Se quiserem saber, leiam este livro.

Rafaela Matos

cHOCOLATELi este livro por recomendação do meu professor de português e aconselho a todos a sua leitura, pois fala da amizade e de situações reais que todos nós podemos passar. Esta história é contada pela Mariana, uma menina de treze anos muito alegre, curiosa e muito ativa. Ela vive com os pais, a avó Elisa e a sua irmã mais nova, de seu nome Rosa. Mariana tem uma grande amiga chamada Rita. Todos os anos, na altura das férias, Mariana ficava sempre ansiosa para passar férias em Espanha, o pai já tinha planeado por vários anos consecutivos conhecer o país vizinho, mas acontecia sempre um imprevisto de última hora que os impedia de sair de casa.

Um dia, Mariana chegou a casa numa grande euforia, trazia da escola um papel com um convite para ir a uma visita de estudo. Mariana tinha receio que a mãe não a deixasse ir, por achar que não era autónoma o suficiente para se desenrascar num acampamento sem a presença dos pais. Mas, para sua grande surpresa e alegria, a mãe autorizou a visita. No dia da partida, a professora pediu à Mariana e às colegas que animassem e distraíssem a Maria do Céu, pois esta enjoava bastante. E assim foi todo caminho, Mariana e as colegas tentaram animar a Maria do Céu com anedotas, adivinhas, provérbios que acabaram todas enjoadas, menos a Maria do Céu. No parque de campismo, o grupo da Mariana não conseguiu montar a sua tenda e tiveram que pedir ajuda ao Senhor Ernesto, por momentos pensou que sua mãe teria alguma razão em achar que ela não era suficientemente independente. Ao final do dia chegou a Susana, muito bem vestida e com o cabelo cheio de caracóis, carregando um malão enorme. Os pais não a queriam deixar ir, mas depois acabaram por a levar lá e fizeram-lhe montes de recomendações. Durante a noite, Susana segredou à Mariana que tinha vergonha de ser assim e de os pais não a deixar tomar decisões. Marina lá a tranquilizou e disse-lhe para se divertir e não pensar mais nisso.

 Ao longo do fim de semana todos se divertiram imenso, deram mergulhos, jogaram aos espiões. Foi tão animado que chegou logo a hora de regressar a casa. Ao chegar a casa, Mariana teve a sensação de que aqueles dois dias pareciam uma eternidade com tantas novidades, uma delas é que os pais da sua melhor amiga, a Rita, iam-se separar. Mariana ficou sem reação, pois não sabia o que fazer.

Passados uns dias, Mariana recebeu um telefonema da mãe da Maria do Céu dando a notícia que a sua filha estava muito doente e se a Mariana a podia visitar. Então, Mariana convidou a Rita para visitar a colega doente com o pretexto de a distrair. A Rita aceitou o convite e as duas tentaram animar a menina Maria do Céu. Ao chegar a casa, Mariana reparou que o seu peixe estava esquisito com pintas brancas e teve que o levar ao Sr. Ling. Este, mal olhou para ele, avisou que tinha de estar de quarentena, por isso só ia para casa passados quinze dias! No dia seguinte Mariana acordou com as vizinhas todas aos gritos a tirar a roupa da corda, porque vinha uma chuvada, a Rosa estava insuportável, e a senhora a dias que ia limpar a casa tinha adoecido, parecia que tinha desabado uma catástrofe…

E agora o que irá acontecer? E o título do livro? Que mistério será este do chocolate à chuva?

Leiam este livro e descubram todas as respostas!

Lícia Gonçalves

Uma questãoEsta história fala de uma menina chamada Nina que um dia, no Natal, recebeu um computador. Nina adora jogos de computador, o que deixa a mãe muito angustiada e preocupada porque receia que ponha em causa o seu ano escolar. No meio de uma das poucas crises familiares que tinha presenciado no seio da sua família, Nina tomou conhecimento que o seu primo Daniel, de raça negra e com 15 anos, vai partilhar a sua casa e a sua escola. Este acontecimento desperta em Nina alguma curiosidade sobre a razão da transferência, inquietação e apreensão. Numa manhã de sábado, o seu primo Danny muda-se para casa de Nina. Faz-se acompanhar da sua mãe, a tia Lisbeth que nasceu em África e, apesar de viver no Porto há mais de quinze anos, ainda fala português como uma empedernida, um facto que envergonha o seu filho Daniel. Nina, insatisfeita, teve que ceder o seu quarto porque Daniel é asmático e alérgico aos livros que abonam no escritório.

Entretanto, numa manhã de domingo, Nina e a sua família madrugaram com a notícia que a sua avó tinha sofrido um ataque de coração e estava nos cuidados intensivos. O estado de saúde da avó Olga preocupava a família.

O primeiro dia de aulas do Daniel não correu como esperado. Durante os intervalos, Nina apresentou-lhe os cantos à casa e ficou embaraçada com as bocas racistas e malcriadas dirigidas ao primo. Ela sempre acreditou que os portugueses não eram racistas porque o nosso país não era a América ou muito menos a África do Sul no tempo do apartheid. Até a professora de história estava curiosa com aquele novo aluno que não parecia ser, na verdade, seu primo. Se calhar, se o Daniel não fosse tão bonito e tão alto, talvez desse menos nas vistas. Até os seus pensamentos eram parvos, a estupidez racista parecia ser contagiante. No autocarro, os comentários racistas e desagradáveis continuavam a envergonhar Nina. Até o seu colega Vítor Salema, que ela considerava uma verdadeira aberração pelo facto de ser muito inteligente, prestável e educado, além de bonito, loiro, alto, bem-educado, bom filho, prestável com os professores e cómico sem desrespeitar ninguém, injuriava com o primo “torradinho” com piadas de mau gosto enquanto esperavam na paragem.

O tio André, médico de medicina interna, visitou a família para os tranquilizar em relação à avó. Explicou-lhes que o que aconteceu foi uma espécie de aviso semelhante ao que acontece por vezes nos computadores quando o sistema operativo está sobrecarregado ou quando usam um software inadequado. Nina decide ir ao computador verificar se a mensagem do tio fazia sentido e decide escrever uma carta para a avó ler enquanto recupera no hospital.

Desde que Daniel começou a frequentar a mesma escola da Nina, o colega Vítor que outrora foi um rapaz simpático, teve uma metamorfose mais repelente do que a das rãs e o seu comportamento tem vindo a degenerar-se dia após dia. Numa visita à avó, o Vítor e os seus amigos de outras escolas perseguiram os primos e atingiram-nos com um líquido nojento de umas bisnagas de Carnaval enquanto diziam piadas grosseiras e cantavam músicas ofensivas. Nina, com receio de stressar a avó, pediu sigilo a Daniel. Em casa da avó, Nina desabafou com o avô sobre discriminação e alguns comportamentos menos aceitáveis.

Vítor, arrependido do seu comportamento reprovável, convida o Daniel e a Catarina para o seu aniversário que seria no Inferno, o restaurante mais louco da cidade. Enquanto Nina aceita, Daniel persistia em não participar na festa do colega. Após uma conversa com a avó, Daniel percebeu que se ele queria mostrar a sua dignidade moral, não devia jogar o jogo do inimigo. E, à semelhança de Nelson Mandela, seu ídolo, Prémio Nobel da Paz e que lutou contra um regime ditatorial, deveria perdoar quem o insultou.

Será que Daniel vai perdoar Vítor e aceitar o convite para o seu aniversário? Como será o juízo final desta história? Mais um livro que não deves perder!

Manuel Marques

MalditaEscolhi este livro porque achei o título sugestivo e queria perceber porque é  que alguém acha que a Matemática é maldita, pois, para mim, é precisamente o oposto.

Era domingo e o João acordou feliz porque não tinha que ir para a escola. Para ele, domingo era sinónimo de brincadeira. Ia poder brincar e estar o dia todo ao ar livre, sem aulas, testes e outras coisas mais.  Porém, rapidamente o seu estado de espírito foi alterado porque, quando foi  tomar o pequeno almoço, a sua mãe disse-lhe  que tinha de ir estudar para o teste de Matemática que seria no dia seguinte. Logo de Matemática que ele tanto detestava, mas não teve escolha. Estava a ser difícil concentrar-se e, para agravar a situação, o pai prometeu-lhe uma bicicleta “Ralling” se ele tivesse boa nota no teste. A desconcentração no estudo foi total.

No final do dia, quando se foi deitar, a Matemática não saiu da sua cabeça, por isso os números entraram no seu sonho e o João conversou com o número Sete.

Será que as histórias são amigas da Matemática? Será que o João vai tirar boa nota e ganhar a prenda do pai? Lê este livro e surpreende-te!

Maria Pereira

Cortei“Cortei as Tranças” é uma história que se passa nos anos 60 e retrata a vida de Marta, uma rapariga de 13 anos que tem uma família numerosa e é a única rapariga de 4 irmãos. Era conhecida como “Maria-rapaz”, apesar de gostar de ser rapariga, preferia as brincadeiras de rapaz e não gostava muito da escola.

Vem o dia em que a mãe morre num trágico acidente de viação e tudo muda na vida de Marta. Começou por cortar as longas tranças, não só porque era a mãe que as fazia, mas também porque foi a forma de se sentir mais adulta. Decidiu deixar de estudar e começou a trabalhar, algo que não é normal nos dias de hoje, mas que, nos anos 60, era muito frequente começar a trabalhar muito novos.

Começou por ser empregada doméstica e, mais tarde, por mero acaso, descobriu a sua vocação, ser eletricista. A família estranhou a escolha porque era considerada uma profissão de homens, mas Marta, determinada, não desistiu e contou com a ajuda do irmão Francisco que também era eletricista.

Se quiserem saber como era a vida de uma rapariga de 13 anos nos anos 60, leiam este livro.

Gonçalo Ribeiro

A História SommerA história do Senhor Sommer é o título da obra que eu li com muita curiosidade. Encontrei-me com esta história na prateleira dos livros que tenho em casa, na primeira semana de confinamento deste ano letivo.

Tal como refere o título, este livro fala de uma personagem chamada Sommer. Esta personagem é tão estranha que o narrador conta a história da sua infância marcada pela presença desta figura anormal. O senhor Sommer vivia a cerca de dois quilómetros da casa do autor e ninguém sabia qual era o seu nome de batismo, ninguém sabia se o senhor Sommer tinha uma profissão, ou se porventura já tivera alguma, ninguém sabia de onde tinha vindo o senhor Sommer. Sabia-se apenas que a sua esposa, a senhora Sommer, fabricava bonecas. Não tinham filhos nem parentes e nunca recebiam visitas.

Ninguém sabia nada sobre o senhor Sommer, mas naquela altura toda a gente o conhecia, num raio de pelo menos sessenta quilómetros à volta do lago, não havia homem, mulher, criança, nem cão que não tivesse conhecido o senhor Sommer, pois ele andava permanentemente de um lado para o outro. Podia nevar ou cair granizo, podia estar um temporal ou chover a cântaros, podia o sol queimar ou aproximar-se um furacão, o senhor Sommer peregrinava sempre como uma alma penada.

Aquela figura era inconfundível, mesmo à distância era fácil de reconhecê-lo: no inverno usava um casaco comprido, preto, demasiadamente largo que mais parecia um invólucro grande à volta do corpo, usava botas de borracha e na careca um boné encarnado; no verão usava um chapéu de palha achatado, com uma tira de tecido preto, uma camisa de linho cor de caramelo, e uma calças curtas também cor de caramelo, onde se destacavam as suas longas pernas rijas e ridiculamente secas, quase só com tendões e varizes mergulhadas num par de botas grosseiras.

Quer fosse verão ou inverno, o senhor Sommer trazia consigo o seu cajado e a mochila. Mas onde o levavam as suas excursões? Qual a finalidade daquelas marchas intermináveis? Porquê e para quê caminhava apressadamente o senhor Sommer, doze, catorze, dezasseis horas por dia, através da região? Ninguém sabia!

E tu? Queres desvendar estes mistérios? Recomendo a leitura desta narrativa e ficarás surpreendido com o segredo do senhor Sommer.

Lícia Gonçalves