Rapariga queHoje vou apresentar-vos o livro “A rapariga que roubava livros” escrito por Markus Zusak. O autor escreveu este livro inspirando-se nas memórias que tinha dos momentos que viveu durante a Segunda Guerra Mundial.

Esta história é narrada pela morte, uma narradora omnipresente, e conta o dia a dia de Liesel, uma raparia que gostava de roubar livros. Esta história começa por falar quando Liesel estava num comboio e o seu irmão mais novo lhe morreu nos braços. Fizeram o funeral do seu irmão e foi aí que Liesel roubou o primeiro livro chamado “O manual do coveiro”. Apesar de Liesel ainda ter mãe biológica, ela teve que ir viver com pais adotivos, pois esta estava muito doente e já não tinha condições para criá-la. Quando Liesel chegou ao número 33 da rua Himmel, a casa dos seus pais adotivos, deteve-se durante um tempo antes de entrar. Finalmente entrou na casa e conheceu os seus pais adotivos, Rosa Hubermann, uma mulher que aparenta ser má, e Hans Hubermann, um homem muito gentil, que mais tarde vai se tornar uma pessoa muito especial para Liesel.

Os primeiros dias em casa dos seus pais adotivos foram difíceis. Rosa e Hans matricularam Liesel na escola, os primeiros tempos foram um pouco complicados, e todas as noites Hans ia para a cave ler com Liesel, era o momento que ela mais gostava. Algumas vezes Hans também lhe tocava acordeão. Na rua Himmel, Liesel também conheceu um rapaz chamado Rudy Steiner, que se tornou seu melhor amigo. Passado muito tempo, foi um novo morador para a casa dos Hubermanns, chamado Max Vadenburg. Era filho de um amigo de Hans que tinha participado numa Guerra com ele. Max era judeu e por isso tinha que ficar escondido na cave, para não ser descoberto. Enquanto ficou na cave escreveu muitas histórias sobre Liesel. Esta e os seus pais fizeram muitas brincadeiras com Max, mas uma dessas brincadeiras correu mal. Fizeram um boneco de neve, e Max ficou doente, dormindo durante dias. Enquanto Max não acordava, Liesel deu-lhe treze presentes, cada um com um significado diferente. Quando Max acordou foi uma enorme alegria. Passado algum tempo, Rosa foi despedida pelo seu único patrão que lhe restava, o presidente da câmara. Liesel para se vingar começou a roubar livros da biblioteca da mulher do presidente, com o seu melhor amigo Rudy. A mulher do presidente da câmara descobriu, mas não ficou chateada com Liesel.

Começaram os bombardeamentos na rua Himmel. Os Hubermanns e Liesel tinham que ir para um abrigo, mas não podiam levar Max, pois este era judeu. Hans também tinha comprado um rádio para conseguirem saber quando ia haver novos ataques aéreos. Um dia, ouviram o sinal que avisava que ia haver novo ataque aéreo, foram à cave e despediram-se de Max. Quando chegaram à rua Himmel, viram que esta estava cheia de pessoas, e cada uma delas levava, o que lhe era mais importante.

Acham que Max vai sobreviver a este ataque aéreo? E acham que eles vão encontrar a casa no estado que deixaram ou fizeram bem em levar as coisas mais importantes para cada um? Se quiserem, saber leiam este livro!

Joana Ferreira

UmaEste livro conta-nos a história de Nina, uma menina de 13 anos que adora jogos de computadores. Como o seu pai é informático, apoia-a, a sua mãe é que não acha piada e está sempre a resmungar com ela para estudar mais e passar menos tempo no computador.

Nina tem muitos amigos na escola e tem um fraquinho por Vítor que faz tudo por ela. Os avós de Nina são os seus protetores e estão sempre do seu lado, a sua avó adora jogar no casino e é muito divertida.

Certo dia, o seu primo Daniel vai viver para sua casa e ela quer saber porquê mas ninguém lhe diz; ela anda muito resmungona com toda a gente, pois a família quer que ela ceda o seu quarto ao seu primo.

Depois de muito pensar, ela cede-lhe o quarto e vai dormir para o escritório, mas ele nem sequer lhe agradece e pouco fala com ela, passa a vida a ler um livro sobre Nelson Mandela.

Um dia, a sua avó tem um ataque cardíaco e todos ficam muito abatidos, pois a situação é grave, mas tudo fica bem e avó regressa a casa.

Entretanto Nina mostra a nova escola ao seu primo Daniel, mas como ele é de cor (raça negra) todos os seus amigos gozam com ele e passa a ser vítima de racismo. Nina tenta a todo o custo que Daniel se defenda dos atos de racismo, mas ele não faz nada para se defender. Até Vítor que até aí fazia tudo para a ver feliz, fazia bullying com o seu primo.

Passado algum tempo, Vítor fez anos e convidou os primos para a sua festa, que era num restaurante muito conhecido na cidade chamado “o inferno”, este era o restaurante preferido de Nina.

Será que eles vão à festa?

Será que finalmente Nina vai descobrir porque é que o seu primo foi viver com eles?

Se estás curioso(a),  aconselho-te a ler este magnífico livro!

Tiago Miranda

  Nave

Nave H2Y

Lá vem a Nave H2Y

Que tem muito que revelar,

Escutai  agora, senhoras e senhores,

Uma história de pasmar.

Passava mais de ano e dia

Que andavam na volta do espaço,

Já não tinham que respirar,

Já não tinham que inalar.

Abriram as estufas

Para poderem respirar,

Mas as plantas morreram

Tal era a falta de ar.

Fizerem Pim Pam Pum

Qual se haveria de eliminar

Logo foi cair o Pum

No comandante-espacial.

– Sobe, sobe, tripulantinho

Àquela janela espacial,

Vê se vês o Planeta Terra,

As estações de carregamentos na Lua.

– Não vejo o Planeta Terra

Nem carregamentos lunares,

Vejo sete laseres carregados

Que estão para te matar.

– Acima, acima, tripulante

Acima à escotilha astral!

Olha se enxergas Terra

As estações lunares.

– Boas, comandante,

Meu comandante-espacial!

Já vejo Planeta Terra

Estações de carregamento Lunares!

Mais enxergo três cães robots

Brincando na camada de oxigénio

Um com a bola na boca,

Outro com o disco a roer,

O mais fofinho de todos

Está no meio a ganir.

– Todos três são os meus queridos,

Oh! Que vontade tenho de os abraçar!

O mais fofinho de todos

A ti te hei de dar.

– O vosso cão não quero,

Que vos custou a criar.

– Dar-te ei o meu iphone que lê pensamentos,

Para com ele descobrirdes todas as verdades.

– Seu iphone não quero,

Que vos custou a ganhar.

– Dar-te ei a Nave H2Y,

Para com ela viajardes.

– Não quero a Nave H2Y,

Que a não sei governar.

– Que queres tu, meu tripulante,

Que alvíssaras te hei de dar?

– Comandante, quero a tua alma

Para comigo a carregar.

– Renego de ti Besta,

Que me estava a atentar!

A minha alma é só de Deus,

O meu corpo dou-o eu aos céus.

Pegou-o um anjo no colo,

Não no deixou flutuar.

Deu um estouro o demónio,

Acalmaram os meteoritos e as estrelas.

E à noite, a Nave H2Y

Estava em Terra a planar.

Sara Morais

DoutoraEsta história fala-nos de um menino que não tinha mãe, chamado Alfie, com doze anos, que já não ia ao dentista desde muito pequeno. Ele escondia as cartas com as marcações do dentista em cima de um armário, pois ele sabia que lá o seu pai não as iria encontrar porque tinha graves problemas de saúde, mas com mais frequência problemas respiratórios porque tinha trabalhado numa mina. Por isso, Alfie tinha de ir para a escola e fazer os trabalhos de casa, tinha de ir ao supermercado fazer as compras para casa, as limpezas lá de casa, fazer todas as refeições e lavar a louça.

Certo dia, foi à sua escola uma nova dentista daquela cidade, chamada Dra. Tiradentes, e já que estava ali aproveitou para ver os dentes de todos os meninos. Ela viu os dentes de Alfie e logo reparou que ele já não ia ao dentista há muito tempo. Depois de ter visto os dentes dos meninos todos, chamou Alfie e disse-lhe que ele tinha de marcar uma consulta urgentemente.

A Dra. Tiradentes não parecia ser muito de confiança, então Alfie decidiu não seguir a sua recomendação. Entretanto, o estado de saúde do seu pai dia para dia agrava-se cada vez mais e a sua família começa a ser seguida por uma assistente social, chamada Winnie. Esta, logo que se apercebeu do estado dos seus dentes, marca-lhe uma consulta com a Dra. Tiradentes. No dia seguinte, Alfie encontra-se com a sua amiga Gabz que lhe conta que as crianças que haviam colocado dentes debaixo da almofada estavam a ser realmente surpreendidos. Ninguém sabia o que estava a acontecer, mas a suspeita de que a Dra. Tiradentes poderia estar envolvida começava a ganhar cada vez mais forças. Na consulta, a Dra. Tiradentes arranca-lhe um dente e ele deve ter desmaiado porque, só quando acordou, é que se apercebeu que não tinha dentes. Alfie pede ao vendedor de doces Raj que lhe dê um dos seus para colocar debaixo da almofada para descobrir quem andava a assustar as crianças da cidade.

Será que Alfie vai descobrir quem andava a assustar as crianças da cidade? Se quiserem saber, leiam este livro!

João Magalhães

As mais belas“As mais belas coisas do mundo” foi escrito por Valter Hugo Mãe, lê-se rapidamente, porém, faz-nos pensar no que realmente importa, no que realmente tem valor… faz-nos pensar em quais são para nós as mais belas coisas do mundo.

Este livro fala sobre um neto e um avô, o seu avô dizia que a vida era um mistério e que o importante era seguir procurando, referindo-se particularmente a sentimentos e valores.

O avô propunha desafios ao neto, e se ele os conseguisse desvendar, ganhava presentes e abraços, porém ele não se interessava pelos presentes, mas sim, pelo abraço apertado e sempre mais amigo do seu avô. Abraços eram vitória e funcionavam como uma fita métrica da amizade do avô por ele.

O avô transmitiu-lhe vários ensinamentos…pediu-lhe para que não se desiludir, pois quem se desilude morre por dentro e era preciso viver encantado, pois o encanto é a única cura para a tristeza. Ensinou-o a inventar perguntas para aprender, porque quem não aprende não pergunta. Ensinou-lhe que o dinheiro tem valor em troca de muita coisa, mas muita coisa só tem valor se for de graça. Ensinou-o que não era importante casar, era importante que não estivesse sozinho.

O neto aprendeu que a sua avó ficou doente e que precisava morrer para ficar sossegada.

Num dia que estavam a passear, o avô perguntou ao neto quais eram para ele as mais belas coisas do mundo.

Se querem saber a resposta do neto, leiam este livro!

João Rodrigues

MataramEste livro fala sobre um criminoso perigoso que Orlando, um cientista, deixara entrar no seu grupo AIVET (Associação Internacional de Viagens no Espaço e no Tempo). Esse criminoso, que mudava a sua estética e personalidade para vender armas, tinha agora, em sua posse, uma máquina do tempo.

Como o último rastro da máquina tinha sido no Bairro da Lapa em Lisboa, no ano de 1907, então, o Orlando, a Ana e o João, duas crianças, foram para lá.

Orlando alugara uma casa e conheceram a sua vizinhança. Sofia, a vizinha, convidara-os para no dia seguinte irem visitá-la, precisamente à mesma hora que um homem chamado Flamiano, um candidato que o pai da Sofia chamara para escolher com qual das filhas queria casar.

O pai da Sofia disse que o Flamiano era simpático, inteligente e muito rico, e o Orlando começou a desconfiar que o Flamiano era o “Toupeira”, o criminoso. As três filhas, a Tatão, a Carolina e a Sofia achavam que ele devia ser feíssimo, mas quando o viram acharam-no muito bonito e ficaram entusiasmadas. A partir daí começou a haver rivalidade entre as três.

Numa noite que Orlando não conseguia dormir, ele decidiu abrir a janela e deparou-se com o Flamiano a subir à varanda do quarto das meninas. Ele começou a criar expectativas de que ia encontrar provas que ele era o “Toupeira”, mas como ele não tinha roubado nada, esperou o próximo dia. Quando acordou viu as meninas felizes pois alguém tinha decorado o rebordo das três janelas com flores.

Um dia, o Jorge, pai das meninas, recebeu um convite para ir a um baile de D. Carlos e da rainha Dona Amélia, mas o Jorge não deixou a Sofia ir, porque dizia que ela era menor de idade, porém, o Tomás, o seu primo, disse que era melhor ela ir ao baile porque podia não haver outra oportunidade, pois o descontentamento com a monarquia era crescente e adivinhava-se a Implantação da República.

Depois de uma discussão entre o Tomás e o Jorge, este acabou por deixar a Sofia ir. Quando todos já estavam prontos para o baile, os vizinhos, a Ana, o João e o Orlando, dirigiram-se de cavalo até ao Palácio da Pena.

O João, a Ana e o Orlando tinham que recolher objetos dos homens que parecessem suspeitos, para conseguirem as impressões digitais deles, porém a Ana esquecera-se dessa missão secreta e só tinha olhos para o Rufino de Sá, que estava sentado ao seu lado esquerdo.

Será que o João e o Orlando conseguiram descobrir quem era o criminoso? Se quiseres saber lê este livro!

João Rodrigues

Serei sempreEste livro foi escrito por Valter Hugo Mãe e descreve a visão de um neto relativamente ao amor e proteção que une os seus avós e do medo que sentem em perder o outro.

A avó trocou o coração por uma “maquineta esperta”, mas ela continuou amando, ela era uma pessoa de afetos. O avô era o contrário, era um homem de silêncios e poucas palavras.

A avó dizia que a comida era a poesia do avô, porque a cozinha sempre foi dele, e era cozinhando que ele traduzia a delicadeza e carinho pela família.

O avô tinha ordens muito claras, dadas pelo médico para cuidar da avó, ele não se distraía, era muito rigoroso.

Ela precisava de paz e sossego, e o avô ocupava-se com o medo, e o tempo todo era pouco para o tamanho do medo que lhe deu.

Ela, a eterna menina do avô, sentindo o seu medo, segurou-lhe as mãos e disse-lhe que seria sempre o seu abrigo.

Se queres saber o que aconteceu a seguir, lê este livro!

João Rodrigues

CadernoEste livro fala sobre uma menina que compra um caderno vermelho, liso, 13x21cm, 240 páginas. Ela não revela o seu nome, diz apenas que se chama N, N é a segunda letra do seu nome, ela opta por ser tratada assim porque há muitas meninas na sua sala com o mesmo nome.

N foi a uma papelaria com o intuito de ver postais e acabou por pegar num postal que tinha, apenas, um coelho dentro de uma cartola. Quando se  dirigiu ao balcão para efetuar o pagamento do postal, foi atraída pelo caderno. Esse caderno passou a ser o seu diário onde ela escrevia histórias imaginárias e reais. A N diz não ser menina, mas sim karateca. Ela gosta de um menino que luta karaté com ela, o Raul. A N gosta do Raul porque ele não a trata como menina, ele chama-lhe Mariquinhas.

Os seus sonhos são ser cinturão preto e beijar o Raul. Será que ela vai conseguir? Se quiserem saber, leiam este livro.

João Rodrigues

  TobiasEste livro apresenta-nos uma menina de oito anos que se chama Marta. Marta é uma menina muito pensadora. Num dia, ela perguntou-se quantas línguas havia no mundo, ela pensou nas línguas dos países e nas línguas dos animais. Uma vez, estava ela a passear com o avô no parque, a única pessoa que lhe dava atenção, e o avô disse-lhe que as árvores tinham a sua própria voz. Quando eles iam a sair do parque, a Marta perguntou-lhe se os objetos e plantas falavam, e o avô respondeu que sim. Os pais de Marta casaram-se muito cedo, o que fez com que os seus sonhos e projetos se fundissem num único grande sonho de amor, e a Marta acha que é a inconveniente da família. Marta dizia que gostava mais da linguagem das coisas, pois as pessoas só falavam para dizer coisas desagradáveis, com exceção do seu avô. Para Marta, a linguagem dos grandes é a linguagem do lixo.

Marta quando ficou mais crescida começou a combinar as frases que os seus pais diziam, quando discutiam, com cores, por exemplo: “já não te suporto”, Laranja.

O avô passou a ajudar a Marta com os deveres duas vezes por semana, e o pai de Marta logo reclamou com a sua mãe, pois não queria que o avô de Marta andasse sempre com ela. Marta odiava ir à escola, a sua cabeça estava cheia de perguntas e não encontrava as respostas na escola. Poucos meses depois do começo das aulas, as professoras chamaram os pais de Marta, pois ela era ausente, curiosa e inexplicável.  Marta perguntou ao avô porque é que ela nasceu e o avô disse-lhe que havia perguntas que tinha que ser ela a encontrar a resposta.

Depois de muito tempo sem ver o avô, começou a falar para si própria, sem abrir a boca, o que fez com que começasse a tirar más notas. Quando ia ter uma conversa séria também não falava, o que gerou uma confusão entre o pai e a mãe, o que fez com que os pais de Marta saíssem de casa, o mesmo acontecendo com Marta.

Se querem saber para onde a Marta foi, leiam este livro!

João Rodrigues

O BarcoEste livro fala-nos sobre um menino chamado Fonchito que vivia num prédio à beira-mar. Todos os dias ele observava um senhor já com uma certa idade, a quem deu a alcunha de Ancião .

Um dia, finalmente, ganhou coragem e foi falar com o Ancião. Estava bastante nervoso e envergonhado. Fonchito perguntou-lhe o porquê de ele estar ali todos os dias a observar o mar tão cedo e sozinho. O Ancião ia responder mas acabou por chegar o autocarro da escola e ele teve que ir, mas ambos prometeram que no dia seguinte continuariam a conversa.

Na manhã seguinte, Fonchito foi o mais rápido possível para conseguir ter mais tempo de conversa com o Ancião; nessa mesma manhã, o velho contou-lhe que estava à espera do barco das crianças. Quando o senhor disse aquilo a Fonchito, ele olha para o mar mas não avista nenhum barco, apenas a espuma de algumas vagas mansas e um par de gaivotas a sobrevoar o mar. Ele comentou com o Ancião que não observava nenhum barco. Só que o senhor idoso respondeu de maneira misteriosa: disse-lhe que o barco das crianças não aparecera naquela manhã mas, mesmo se aparecesse, só ele o conseguiria ver.

Fonchito só avistava no mar uma traineira de pescadores, nada mais além disso. O Ancião perguntou-lhe se queria que lhe contasse a história do misterioso barco das crianças. Ele, entusiasmado e alegre, respondeu que sim. mas que não tinha muito tempo, apenas até o autocarro chegar. O Ancião começou a contar  a história, já antiga.

Tudo começou no século XII. Naquela época, a religião tinha bastante importância, os cristãos idealizavam resgatar Jerusalém e todos os lugares sagrados com a vida de Jesus Cristo, lugares que estavam no poder do Islamismo. Então vários meninos da tua idade abandonaram as suas famílias, os seus lares, para se juntarem à reconquista de Jerusalém.

Mas, para o desagrado de Fonchito, o autocarro da escola tinha acabado de chegar. Na amanhã seguinte, o jovem levantou-se mais cedo do que o habitual para ter a máximo de tempo possível para conversar com o Ancião e descobrir mais sobre o barco das crianças .

Fizemos uma viagem de vários dias, até que chegamos ao nosso destino. Em cada aldeia que parávamos para descansar recebiam-nos sempre muito bem.

Fonchito interrompeu o Ancião, despertou-lhe bastante  a curiosidade  saber se  ele esteve lá, pois contava tudo como se lá tivesse estado. Mais uma vez, interrompendo a sua conversa, chegou o autocarro e Fonchito teve que ir.

Na manhã seguinte, viu aparecer ao seu lado num pequeno banco o velho Ancião que, depois de o cumprimentar, continuou o seu relato.

Depois da nossa chegada a Marselha, os marselheses abriram as suas janelas ou vinham aos passeios ver aqueles milhares de crianças. Comíamos graças a caridade, um homem prometeu realizar uma peregrinação até Jerusalém se Deus salvasse a vida da sua esposa. Tirámos  à sorte e fomos os primeiros a sair de Marselha, foi uma cena linda, pois a cidade toda reuniu-se para nos ver zarpar. 

Fonchito voltou a interromper o Ancião para lhe perguntar se, de facto, ele estava no meio daquelas crianças… Porque, se realmente lá estava, ele era uma pessoa velhíssima, já com centenas de anos, e ninguém vive tanto tempo!

Se querem saber qual a resposta do Ancião à pergunta de Fonchito, leiam este livro, pois vale a pena!

Anaíce Fernandes

Caderno memorias  Hoje vou vos relatar um pouco do livro “Caderno de memórias de difícil acesso 2”. Adorei-o, pois é um livro diferente dos que costumo ler. Este apresenta-se como um diário e torna-se uma leitura mais fácil.

   Este livro fala-nos de um rapaz chamado Santiago. O ano letivo estava quase a começar e ele não estava nada satisfeito, pois este ano iria ingressar na turma dele um aluno novo (o Norberto), mas este era um menino mau, mal comportado que gostava de fazer troça  dos meninos e batia nos colegas da turma. Todavia ele vai ficar mais calmo porque nesta turma encontrou uma vítima mais forte do que ele pensava, ficando envergonhado e com toda a turma contra ele, o Norberto ficou mais calmo e sossegado.

    Começou o ano letivo, Santiago sentia felicidade por poder voltar a encontrar os amigos. Estes eram crianças agradáveis e tinham uma coisa em comum com o Santiago: acreditavam em Aliens. O grupo de amigos do Santiago acreditava vivamente na existência de Aliens e pensavam que eles iam invadir a Terra para viverem com os humanos. Depois de começarem a conhecer o Norberto, pensaram que ele era um deles porque este era uma pessoa diferente e tinha muita força,  conseguia partir canetas com os dedos e não sentia dor.

   A fascinação pelos Aliens era tanta que o grupo de amigos tentou entrar em contacto com eles para os sossegar nesta viagem, pondo-os à vontade para eles virem e que seriam bem recebidos.

   Para continuarem a saber o resto da história terão que ler este livro até ao fim! Espero que apreciem tanto quanto eu!

Ivo Cunha

SegredoEste livro é escrito por David Almond e foi o seu primeiro livro. Eu adorei este livro, foi das sugestões que o meu professor de Português trouxe para a aula.

Este livro fala sobre um rapaz chamado Michael que junto com a sua família se mudou de Random Road para Falconer Road. Michael tinha uma irmã bebé que ainda não tinha nome e que estava muito doente. Na casa para onde foram morar havia uma garagem muito estranha que despertou a curiosidade de Michael. E, na verdade, algo era curioso porque, numa tarde de domingo, Michael viu um homem dentro da garagem. Mas quem seria ele?

Como a sua nova casa estava em mau estado, principalmente o matagal, o pai de Michael trabalhava o dia todo lá a renovar a casa e, enquanto a sua mãe cuidava da bebé, Michael tentava ganhar coragem para entrar na garagem. Até que um dia Michael quase entrou, mas, no momento em que ia entrar, a sua mãe chamou por ele assustada, com medo que a garagem desabasse em cima dele de tão velha que era.

Nesse dia ele não entrou, mas o grande dia chegou. Enquanto o Dr. Morte (que era o médico da bebé, que na verdade não se chamava Dr. Morte, Michael é que lhe chamava assim porque achava que ele lembrava a morte e esse nome assentava-lhe bem) foi ver a bebé lá a casa, Michael entrou pela primeira vez na garagem. A garagem era um lugar misterioso e aí encontrou novamente o homem. Ele parecia morto, estava sentado e com a cabeça inclinada para trás, Michael estava assustado. Porque estaria ali? E porque seria assim? Michael fugiu.

Noutro dia, Michael ganhou novamente coragem e entrou de novo na garagem. Voltou a ver o homem misterioso que lhe pediu aspirina e 27 e 53. Mas o que seria 27 e 53?  Nesse mesmo dia, quando saiu da garagem, viu uma rapariga sentada no muro da casa ao lado, era Mina, a sua nova vizinha.

Mina gostava muito de pássaros e da noite, e não ia à escola porque a sua família e ela achavam que a escola tirava a criatividade às crianças, mas sabia imenso e sobre diversos assuntos. Mina era estranha, mas Michael e Mina tornaram-se muito amigos.     

O que seria o 27 e 53?  Quem seria o homem misterioso? Será que a bebé ficará melhor? Receberão respostas para estas e muitas mais questões se lerem este livro!

Martim Ribeiro                 

RosaRosa, minha irmã Rosa”, da autoria de Alice Vieira, é o título do livro que li nas férias da Páscoa. Eu encontrei-me com este livro depois de ter lido “Chocolate à Chuva” da mesma escritora; estes livros fazem parte da trilogia composta por “Rosa, minha irmã Rosa”, “Lote 12, 2º Frente” e “Chocolate à Chuva”. Comecei por ler o último livro, pois tinha achado o título mais sugestivo e logo que acabei de o ler fiquei curiosa para ler as outras obras.

Este livro gira à volta da chegada da irmã da Mariana. Mariana é uma menina que durante 10 anos tinha sido filha única. Esta criança, a quem deram o nome de Rosa, veio mudar completamente a vida de Mariana.

Com o nascimento da irmã, Mariana ficou muito desiludida – como era possível gostar de um ser tão minúsculo tão enrugado e tão feio?

Os primeiros dias foram muito difíceis, Mariana não compreendia como é que todas as pessoas à sua volta, incluindo a Rita, a sua melhor amiga, achavam que era muito bom ter mais um membro na família. Ela não percebia porque é que tinha de gostar da sua irmã só porque era da família. Na sua opinião, as pessoas deviam escolher as pessoas da sua família, tal como acontece com os amigos. Nesse caso escolheria apenas a mãe, o pai, a avó Elisa e alguns amigos, mas ficaria de fora a sua tia Magda, porque a tia Magda era muito azeda, mal-humorada e só gostava de flores esquisitas, como os antúrios e as estrelícias.

Com a vinda da irmã, Mariana nunca mais teve sossego, era como se ela não existisse, ninguém lhe dava mais atenção e em casa todos viviam numa agitação em torno da bebé.

A avó Elisa estava muito presente na sua vida, mas Mariana sentia a falta da sua avó Lídia que vivera na mesma casa e tinha falecido um ano atrás; ao mesmo tempo que sentia falta da sua avó Lídia, Mariana sentia-se privilegiada por saber que sua irmã Rosa nunca a iria conhecer e só ela tinha as maravilhosas recordações da avó Lídia.  Nas horas mais difíceis, Mariana recordava as histórias que a Avó Lídia lhe contava e assim ficava mais animada.

O tempo aos poucos foi passando e, tal como dizia Mariana “todos os caminhos vão dar à Rosa”, Rosa parecia um intruso que preenchia a vida de todos os que viviam na sua casa.

E a Mariana? Será que alguma vez olhará para a sua irmã de outra forma? Será possível que Mariana não goste da sua irmã?

Estas e outras respostas saberão se lerem esta narrativa.

Lícia Gonçalves

GuerraEncontrei-me com este livro num sábado à tarde e li-o com muito entusiasmo.

Esta história dramática fala de dois meninos que passaram o dia todo diante do seu tabuleiro de xadrez, repletos de várias peças a batalhar cada um com o seu exército. Mais tarde, foram-se deitar e aquela batalha que ninguém sabia como tinha começado nem como iria terminar continuou, mas desta vez eram as próprias peças que ganhavam vida e se dividiam em dois Reinos: Reino Preto e Reino Branco.

O jogo não estava a ser nada fácil para ambos os lados. O Reino Branco reuniu-se para discutir novas jogadas que os levassem à vitória, mas quer o Reino Branco, quer o Reino Preto perdiam cada vez mais peças a cada jogada que realizavam. Foi aí que o Reino Preto, tão farto desta guerra sem fim, decidiu apresentar uma proposta ao Reino Branco.

E agora? Que proposta irá o Reino Preto apresentar ao Reino Branco? Não percas tempo! Lê este livro e vais ficar surpreendido!

Lícia Gonçalves

CaixoteO meu contacto com a obra “O Rapaz do Caixote de Madeira” surgiu na sala de aula, após uma apresentação de uma colega. Visto que também tinha recentemente lido “O Rapaz do Pijama às Riscas”, o meu interesse e curiosidade por este tema aumentou. Este livro retrata a história de vida de um rapaz que sobreviveu ao Holocausto e ajuda bastante a compreender este acontecimento histórico.

Leon era um rapaz judeu de 10 anos que vivia em Narewka, uma cidade no norte da Polónia. Passava muitas dificuldades financeiras, vivia numa casa apenas com um quarto e uma cozinha, com os seus pais e os seus quatro irmãos, Hershel, Tsalig, David e Pesza, a única menina. Leon começa por descrever uma infância feliz, onde fazia amizades e as brincadeiras que partilhava com os amigos. A mudança de vida de Leon começa quando o seu pai arranja emprego em Cracóvia, no entanto não consegue levar logo a sua família, visitando-os com pouca frequência. Finalmente, a família volta a juntar-se e foram todos viver para Cracóvia.

No início, o facto de ser judeu não foi problema para Leon que conseguiu facilmente integrar-se e fazer novos amigos, brincavam e divertiam-se bastante juntos.

Com o tempo isso mudou. Após a invasão dos Alemães, os judeus passaram a ser perseguidos. Deixaram de brincar com ele e tratavam-no mal, Leon tinha que passar mais tempo em casa e fora proibido de frequentar certos espaços públicos, como o parque e a escola, o que atrasou a sua aprendizagem. Para piorar tudo, não tinham nada para comer e viviam numa casa com muitas poucas condições. A “Guerra” aproximava-se e alguns judeus, para sobreviverem, fugiram de Cracóvia, incluindo Hershel e o pai de Leon. Hershel conseguiu ir para Narewka, mas o pai de Leon, após algum tempo, voltou para Cracóvia, para junto da restante família. Nessa altura, os vizinhos de Leon também decidiram fugir, para o fazerem confiaram a chave do apartamento aos seus pais.

 Os nazis não perdiam nenhuma oportunidade para roubar e perseguir os judeus. Então, quando descobriram que o pai de Leon guardava a chave da casa de judeus, tentaram logo alcançá-la, ao que o pai de Leon se opôs. Consequentemente, foi espancado e muito maltratado em frente à sua família, acabando por o levarem embora.

O que será que vão fazer ao pai de Leon? Será que o vão levar para o campo de concentração? Será que vai sobreviver? E o que acontece ao resto da família? Se quiserem saber leiam este livro.

Rafaela Matos

Ali BabaApós a leitura de alguns excertos do conto “Ali Babá e os Quarenta Ladrões”, acabei por fazer a leitura integral do mesmo.

Este livro tem como personagem principal Ali, um homem casado, e bastante pobre. Filho de um modesto curtidor de peles, Ali tem um irmão, Qassem. Para sustentar a família, Ali tem que trabalhar muito. Pelo contrário, seu irmão casou com a filha de um rico mercador que ao morrer lhe deixou todos os seus bens.

 O nosso herói, diariamente, levanta-se cedo para ir à montanha cortar lenha e só volta a casa quando está para anoitecer. Mas um dia algo de inesperado acontece. Estava ele a cortar lenha na montanha, como habitualmente, quando de repente aparece no horizonte uma nuvem de poeira. Aproximava-se uma caravana de quarenta ladrões, o pobre e prudente lenhador esconde-se nos ramos de uma árvore. Como podia ter ele imaginado que esse simples ato, iria mudar a sua vida? É que do seu esconderijo, Ali Babá descobre um segredo, as palavras mágicas que dão acesso ao tesouro dos bandidos. Após essa descoberta, Ali decide tirar um pouco do tesouro, já que eles tinham muito e não dariam por falta de nada, e assim ele ficaria rico e poderia dar uma vida melhor à sua família.

Mas, acidentalmente, Qassem, seu irmão, descobre tudo e apesar de Ali lhe pedir que jurasse que não iria até à caverna, a sua ambição sem limites levou-o a não cumprir esse juramento. Este vai, então, até à gruta e, devido à sua enorme ganância, tenta tirar o máximo que consegue. Não tardou muito que os ladrões voltassem e ao depararem-se com Qassem traçam o seu fatal destino. Como gentil homem que era, Ali, ao dar-se conta da demora do irmão, decide ir à gruta e é lá que encontra o seu corpo. Decide tirá-lo de lá, mas dá uma óbvia pista aos ladrões de que mais alguém sabia do segredo.

O que será que os ladrões vão fazer? Será que vão descobrir que é Ali quem entrou na caverna e consequentemente matá-lo? E como reagirá a esposa de Qassem e o que fará Ali a esse respeito? Se quiserem saber leiam este livro.

Rafaela Matos

PedroA leitura de “Pedro Alecrim”, de António Mota, surgiu de um desafio lançado pelo meu professor de português. Gostei bastante de ler este livro e acho que a leitura do mesmo é bastante interessante. Além de mostrar outro lado de vida mais difícil, retrata a normalidade de antigamente, muito diferente da de hoje em dia.

Esta história conta a vida de um rapaz pobre, de aproximadamente 12 anos, que tinha uma vida muito atarefada com a dureza das tarefas do campo e os cuidados com os seus irmãos mais novos. Pedro todos os dias tinha que tratar do gado, do campo, fazer tarefas domésticas e só no fim do jantar podia fazer os trabalhos de casa. Além de que a sua escola ficava muito distante de sua casa, o que o obrigava a fazer um longo percurso diariamente. Mas a sua vida também é marcada pelas aventuras vividas com o seu melhor amigo, Nicolau, embora ambos tenham uma vida com muitas limitações, a vários níveis.

Mesmo com dificuldades financeiras, os pais de Pedro fazem o possível para fazer chegar comida à mesa e, apesar de contrariados, permitem que ele estude e garantem que tenha todo o material necessário para a sua aprendizagem. Pedro, o nosso herói, tem uma grande cumplicidade com o pai. Mas tudo vai mudar. Um dia, quando Pedro chega a casa, depara-se com o pai de cama, a mãe muito cansada e com os olhos cheios de olheiras. Como sempre, quando o pai de Pedro adoece, recusa-se a ir para o hospital, o que atrasa sempre a sua recuperação. Não podendo evitar mais, devido ao agravamento da doença, este tem mesmo que ser encaminhado para o hospital. Pedro passa a ir quase todos os dias com a mãe visitar o pai e quando não pode ir, fica em casa a tomar conta dos irmãos mais novos, Rosália e Jacinto. No entanto, a vida de Pedro continua a complicar-se, pois a doença do seu pai agrava-se tendo que ser operado.

Que desafios ainda terá que enfrentar, Pedro? O que será que vai acontecer com o seu pai? Será que vai melhorar? Se quiserem saber, leiam este livro.

Rafaela Matos

cHOCOLATELi este livro por recomendação do meu professor de português e aconselho a todos a sua leitura, pois fala da amizade e de situações reais que todos nós podemos passar. Esta história é contada pela Mariana, uma menina de treze anos muito alegre, curiosa e muito ativa. Ela vive com os pais, a avó Elisa e a sua irmã mais nova, de seu nome Rosa. Mariana tem uma grande amiga chamada Rita. Todos os anos, na altura das férias, Mariana ficava sempre ansiosa para passar férias em Espanha, o pai já tinha planeado por vários anos consecutivos conhecer o país vizinho, mas acontecia sempre um imprevisto de última hora que os impedia de sair de casa.

Um dia, Mariana chegou a casa numa grande euforia, trazia da escola um papel com um convite para ir a uma visita de estudo. Mariana tinha receio que a mãe não a deixasse ir, por achar que não era autónoma o suficiente para se desenrascar num acampamento sem a presença dos pais. Mas, para sua grande surpresa e alegria, a mãe autorizou a visita. No dia da partida, a professora pediu à Mariana e às colegas que animassem e distraíssem a Maria do Céu, pois esta enjoava bastante. E assim foi todo caminho, Mariana e as colegas tentaram animar a Maria do Céu com anedotas, adivinhas, provérbios que acabaram todas enjoadas, menos a Maria do Céu. No parque de campismo, o grupo da Mariana não conseguiu montar a sua tenda e tiveram que pedir ajuda ao Senhor Ernesto, por momentos pensou que sua mãe teria alguma razão em achar que ela não era suficientemente independente. Ao final do dia chegou a Susana, muito bem vestida e com o cabelo cheio de caracóis, carregando um malão enorme. Os pais não a queriam deixar ir, mas depois acabaram por a levar lá e fizeram-lhe montes de recomendações. Durante a noite, Susana segredou à Mariana que tinha vergonha de ser assim e de os pais não a deixar tomar decisões. Marina lá a tranquilizou e disse-lhe para se divertir e não pensar mais nisso.

 Ao longo do fim de semana todos se divertiram imenso, deram mergulhos, jogaram aos espiões. Foi tão animado que chegou logo a hora de regressar a casa. Ao chegar a casa, Mariana teve a sensação de que aqueles dois dias pareciam uma eternidade com tantas novidades, uma delas é que os pais da sua melhor amiga, a Rita, iam-se separar. Mariana ficou sem reação, pois não sabia o que fazer.

Passados uns dias, Mariana recebeu um telefonema da mãe da Maria do Céu dando a notícia que a sua filha estava muito doente e se a Mariana a podia visitar. Então, Mariana convidou a Rita para visitar a colega doente com o pretexto de a distrair. A Rita aceitou o convite e as duas tentaram animar a menina Maria do Céu. Ao chegar a casa, Mariana reparou que o seu peixe estava esquisito com pintas brancas e teve que o levar ao Sr. Ling. Este, mal olhou para ele, avisou que tinha de estar de quarentena, por isso só ia para casa passados quinze dias! No dia seguinte Mariana acordou com as vizinhas todas aos gritos a tirar a roupa da corda, porque vinha uma chuvada, a Rosa estava insuportável, e a senhora a dias que ia limpar a casa tinha adoecido, parecia que tinha desabado uma catástrofe…

E agora o que irá acontecer? E o título do livro? Que mistério será este do chocolate à chuva?

Leiam este livro e descubram todas as respostas!

Lícia Gonçalves

Uma questãoEsta história fala de uma menina chamada Nina que um dia, no Natal, recebeu um computador. Nina adora jogos de computador, o que deixa a mãe muito angustiada e preocupada porque receia que ponha em causa o seu ano escolar. No meio de uma das poucas crises familiares que tinha presenciado no seio da sua família, Nina tomou conhecimento que o seu primo Daniel, de raça negra e com 15 anos, vai partilhar a sua casa e a sua escola. Este acontecimento desperta em Nina alguma curiosidade sobre a razão da transferência, inquietação e apreensão. Numa manhã de sábado, o seu primo Danny muda-se para casa de Nina. Faz-se acompanhar da sua mãe, a tia Lisbeth que nasceu em África e, apesar de viver no Porto há mais de quinze anos, ainda fala português como uma empedernida, um facto que envergonha o seu filho Daniel. Nina, insatisfeita, teve que ceder o seu quarto porque Daniel é asmático e alérgico aos livros que abonam no escritório.

Entretanto, numa manhã de domingo, Nina e a sua família madrugaram com a notícia que a sua avó tinha sofrido um ataque de coração e estava nos cuidados intensivos. O estado de saúde da avó Olga preocupava a família.

O primeiro dia de aulas do Daniel não correu como esperado. Durante os intervalos, Nina apresentou-lhe os cantos à casa e ficou embaraçada com as bocas racistas e malcriadas dirigidas ao primo. Ela sempre acreditou que os portugueses não eram racistas porque o nosso país não era a América ou muito menos a África do Sul no tempo do apartheid. Até a professora de história estava curiosa com aquele novo aluno que não parecia ser, na verdade, seu primo. Se calhar, se o Daniel não fosse tão bonito e tão alto, talvez desse menos nas vistas. Até os seus pensamentos eram parvos, a estupidez racista parecia ser contagiante. No autocarro, os comentários racistas e desagradáveis continuavam a envergonhar Nina. Até o seu colega Vítor Salema, que ela considerava uma verdadeira aberração pelo facto de ser muito inteligente, prestável e educado, além de bonito, loiro, alto, bem-educado, bom filho, prestável com os professores e cómico sem desrespeitar ninguém, injuriava com o primo “torradinho” com piadas de mau gosto enquanto esperavam na paragem.

O tio André, médico de medicina interna, visitou a família para os tranquilizar em relação à avó. Explicou-lhes que o que aconteceu foi uma espécie de aviso semelhante ao que acontece por vezes nos computadores quando o sistema operativo está sobrecarregado ou quando usam um software inadequado. Nina decide ir ao computador verificar se a mensagem do tio fazia sentido e decide escrever uma carta para a avó ler enquanto recupera no hospital.

Desde que Daniel começou a frequentar a mesma escola da Nina, o colega Vítor que outrora foi um rapaz simpático, teve uma metamorfose mais repelente do que a das rãs e o seu comportamento tem vindo a degenerar-se dia após dia. Numa visita à avó, o Vítor e os seus amigos de outras escolas perseguiram os primos e atingiram-nos com um líquido nojento de umas bisnagas de Carnaval enquanto diziam piadas grosseiras e cantavam músicas ofensivas. Nina, com receio de stressar a avó, pediu sigilo a Daniel. Em casa da avó, Nina desabafou com o avô sobre discriminação e alguns comportamentos menos aceitáveis.

Vítor, arrependido do seu comportamento reprovável, convida o Daniel e a Catarina para o seu aniversário que seria no Inferno, o restaurante mais louco da cidade. Enquanto Nina aceita, Daniel persistia em não participar na festa do colega. Após uma conversa com a avó, Daniel percebeu que se ele queria mostrar a sua dignidade moral, não devia jogar o jogo do inimigo. E, à semelhança de Nelson Mandela, seu ídolo, Prémio Nobel da Paz e que lutou contra um regime ditatorial, deveria perdoar quem o insultou.

Será que Daniel vai perdoar Vítor e aceitar o convite para o seu aniversário? Como será o juízo final desta história? Mais um livro que não deves perder!

Manuel Marques

MalditaEscolhi este livro porque achei o título sugestivo e queria perceber porque é  que alguém acha que a Matemática é maldita, pois, para mim, é precisamente o oposto.

Era domingo e o João acordou feliz porque não tinha que ir para a escola. Para ele, domingo era sinónimo de brincadeira. Ia poder brincar e estar o dia todo ao ar livre, sem aulas, testes e outras coisas mais.  Porém, rapidamente o seu estado de espírito foi alterado porque, quando foi  tomar o pequeno almoço, a sua mãe disse-lhe  que tinha de ir estudar para o teste de Matemática que seria no dia seguinte. Logo de Matemática que ele tanto detestava, mas não teve escolha. Estava a ser difícil concentrar-se e, para agravar a situação, o pai prometeu-lhe uma bicicleta “Ralling” se ele tivesse boa nota no teste. A desconcentração no estudo foi total.

No final do dia, quando se foi deitar, a Matemática não saiu da sua cabeça, por isso os números entraram no seu sonho e o João conversou com o número Sete.

Será que as histórias são amigas da Matemática? Será que o João vai tirar boa nota e ganhar a prenda do pai? Lê este livro e surpreende-te!

Maria Pereira

Cortei“Cortei as Tranças” é uma história que se passa nos anos 60 e retrata a vida de Marta, uma rapariga de 13 anos que tem uma família numerosa e é a única rapariga de 4 irmãos. Era conhecida como “Maria-rapaz”, apesar de gostar de ser rapariga, preferia as brincadeiras de rapaz e não gostava muito da escola.

Vem o dia em que a mãe morre num trágico acidente de viação e tudo muda na vida de Marta. Começou por cortar as longas tranças, não só porque era a mãe que as fazia, mas também porque foi a forma de se sentir mais adulta. Decidiu deixar de estudar e começou a trabalhar, algo que não é normal nos dias de hoje, mas que, nos anos 60, era muito frequente começar a trabalhar muito novos.

Começou por ser empregada doméstica e, mais tarde, por mero acaso, descobriu a sua vocação, ser eletricista. A família estranhou a escolha porque era considerada uma profissão de homens, mas Marta, determinada, não desistiu e contou com a ajuda do irmão Francisco que também era eletricista.

Se quiserem saber como era a vida de uma rapariga de 13 anos nos anos 60, leiam este livro.

Gonçalo Ribeiro

A História SommerA história do Senhor Sommer é o título da obra que eu li com muita curiosidade. Encontrei-me com esta história na prateleira dos livros que tenho em casa, na primeira semana de confinamento deste ano letivo.

Tal como refere o título, este livro fala de uma personagem chamada Sommer. Esta personagem é tão estranha que o narrador conta a história da sua infância marcada pela presença desta figura anormal. O senhor Sommer vivia a cerca de dois quilómetros da casa do autor e ninguém sabia qual era o seu nome de batismo, ninguém sabia se o senhor Sommer tinha uma profissão, ou se porventura já tivera alguma, ninguém sabia de onde tinha vindo o senhor Sommer. Sabia-se apenas que a sua esposa, a senhora Sommer, fabricava bonecas. Não tinham filhos nem parentes e nunca recebiam visitas.

Ninguém sabia nada sobre o senhor Sommer, mas naquela altura toda a gente o conhecia, num raio de pelo menos sessenta quilómetros à volta do lago, não havia homem, mulher, criança, nem cão que não tivesse conhecido o senhor Sommer, pois ele andava permanentemente de um lado para o outro. Podia nevar ou cair granizo, podia estar um temporal ou chover a cântaros, podia o sol queimar ou aproximar-se um furacão, o senhor Sommer peregrinava sempre como uma alma penada.

Aquela figura era inconfundível, mesmo à distância era fácil de reconhecê-lo: no inverno usava um casaco comprido, preto, demasiadamente largo que mais parecia um invólucro grande à volta do corpo, usava botas de borracha e na careca um boné encarnado; no verão usava um chapéu de palha achatado, com uma tira de tecido preto, uma camisa de linho cor de caramelo, e uma calças curtas também cor de caramelo, onde se destacavam as suas longas pernas rijas e ridiculamente secas, quase só com tendões e varizes mergulhadas num par de botas grosseiras.

Quer fosse verão ou inverno, o senhor Sommer trazia consigo o seu cajado e a mochila. Mas onde o levavam as suas excursões? Qual a finalidade daquelas marchas intermináveis? Porquê e para quê caminhava apressadamente o senhor Sommer, doze, catorze, dezasseis horas por dia, através da região? Ninguém sabia!

E tu? Queres desvendar estes mistérios? Recomendo a leitura desta narrativa e ficarás surpreendido com o segredo do senhor Sommer.

Lícia Gonçalves

SegredoNestas últimas semanas, estive a ler o livro “O segredo do Senhor Ninguém”, escrito por David Almond. Adorei esta história, pois a forma de que esta se encontra escrita puxa-nos para dentro do livro. Hoje vou relatar-vos um pouco desta história, pois acho que vos vou dar motivação para lerem este livro.

Este livro fala-nos de um rapaz chamado Michael que vivia numa cidade com os seus pais e com a sua irmã bebé, mas eles tiveram que se mudar para uma aldeia. Michael não gostou muito da ideia, pois é muito longe da sua escola e já não poderia brincar com os seus amigos. Mas, o que mais o chateou, foi o estado da casa em que iriam viver; esta estava toda velha, cheia de ervas grandes, janelas partidas e muitas outras coisas estragadas. Em suma, a sua vida iria mudar!

 Michael é uma criança muito gentil e corajosa que, mais tarde, irá ter um encontro com uma menina chamada Mina. Eles vão se tornar grandes amigos! Ela mora na casa em frente à do Michael. Mina é uma menina muito bondosa e adora pássaros. Mas há uma diferença entre eles os dois: Michael frequenta a escola e adora o convívio com os seus amigos no recreio, Mina não sabia o que isso era, pois nunca tinha ido à escola! Vocês devem estar a perguntar-se se ela sabia ler e escrever… Sim, ela sabia, pois a mãe dela dá-lhe aulas em casa. 

Quando Michael entrou no seu novo lar, apercebeu-se que os antigos donos tinham tirado a mobília toda, menos na garagem. Este perguntou ao seu pai o porquê, mas a resposta deste não foi muito clara. O seu pai apenas lhe respondeu que aquele sítio era perigoso, pois bastava tocar na estrutura que esta abanava toda e que no futuro eles iriam  removê-la, acrescentando que não queria que Michael entrasse lá dentro! Michael, curioso, decidiu não obedecer ao pai e entrou lá para ver de mais perto o que estava dentro e apercebeu-se que esta estava toda suja e cheia de moscas. Ele não hesitou e continuou a andar até que tropeçou numa caixa e caiu mesmo ao lado de um senhor todo sujo, pálido e de pele branca. Michael entrou em pânico e pensou que o senhor estava morto. Saiu dali a correr e não comentou nada a ninguém, pois tinha desobedecido! Nessa noite não conseguiu dormir sossegado, estava ainda a tremer com o que tinha visto e a sua irmã bebé estava a chorar bastante. Foi ter com ela para a acalmar, mas já lá estava a sua mãe. Esta decidiu levá-la ao hospital.

No dia seguinte, ele encontrou Mina sentada no jardim verdejante em frente a casa, que desenhava pássaros enquanto os observava. Decidiu ir ter com ela para conversarem e tornaram-se logo amigos. Michael ficou feliz por ter uma amiga nova, mas continuava curioso sobre o senhor com quem se tinha deparado na garagem. Já de noite, Michael decidiu lá voltar, pois queria confirmar a presença deste, porque achava que tinha sonhado. Quando lá entrou, avistou-o novamente e, a medo, falou com ele, mas este só dizia que queria 27 e 53. Michael não entendeu o que o senhor queria dizer com isso e então decidiu ir embora para jantar. O pai dele ia pedir comida chinesa e perguntou a Michael que número de comida queria, ele lembrou-se e pediu 27 e 53.

 Depois de jantar, Michael levou um pouco de comida ao senhor que muito lhe agradeceu. De barriga cheia, este começou a conversar com Michael, mas pouco lhe contou. Michael ficou a saber o seu nome: Senhor Skelling. Para Michael, guardar aquele segredo era difícil, pois não podia contar aos pais porque estes o tinham proibido de lá entrar e ele tinha medo que eles pusessem o senhor Skelling na rua, então decidiu contar o segredo a Mina. Ela ajudou-o a encontrar uma casa para o senhor, pois em breve a garagem ia ser demolida. Depois de muita insistência, o senhor deixou-se levar para uma casa abandonada que pertencia à família de Mina.

Depois das obras de casa estarem adiantadas, Michael voltou para a escola, mas a sua irmã ainda estava internada no hospital. Com a vida agitada, Michael ficou com menos tempo e as suas visitas ao senhor Skelling eram escassas. Numa breve visita ao senhor Skelling, Mina e Michael depararam-se com algo incrível…

Se desejarem saber o quanto incrível é o resto da história, leiam este livro!

Ivo Cunha

Uma aventuraEu estava à procura de um livro para ler e a minha irmã apresentou-me este. De início não estava a gostar, no entanto comecei a ler e facilmente fiquei agarrado à aventura que o livro conta e dei por mim a viajar no mundo da fantasia, devorando página atrás de página.Neste livro há mistério, aventura, comédia, suspense, o que faz com que fiquemos agarrados à sua leitura do início ao fim.

Eu vou apresentar-vos o Pedro; o Pedro é um rapaz magro e alto, tem um cabelo preto em cima da sua cara magra, tem uns lábios carnudos e umas bochechas gordas; apesar dos seus óculos grandes, o brilho dos seus olhos castanhos ainda é visível. O Pedro é o mais inteligente e corajoso dos cinco jovens, ele é destemido e preocupado, um pouco medroso mas cauteloso; não digam aos outros, mas o Pedro é o meu favorito!

Tudo começou quando estes jovens iam para uma viagem mas acabaram por adormecer no comboio e ficaram perdidos. Apareceu uma camionete que os levou para um sítio, como na história diz, para o sítio errado. Acabaram por calhar numa casa simpática com muitos turistas mágicos, e lá conhecerem uma mulher generosa que lhes ofereceu quarto e comida. Essa mulher era a esposa de Leopoldo, o dono da casa. Durante a noite, os jovens ouviram um ruído, foram verificar de que se tratava e viram o dono da casa desmaiado com uma pequena abertura na cabeça e um cavalo com sangue… Acharam estranho, pensaram que foi um acidente e voltaram para o quarto. O Pedro não conseguia adormecer, pois o que tinham visto não lhe saía da cabeça e procurava encontrar respostas na sua cabeça; ele pensou que podia ter sido um ataque, mas porquê? Tratar-se-ia de vingança? Roubo? Ou realmente poderia ter sido só um acidente. No dia seguinte, o sr. Leopoldo apresentava sinais de amnésia e confusão, ele achava que Pedro era o filho dele! O grupo de amigos, além de acharem tudo isso muito estranho, também ficaram preocupados e decidiram ficar mais uns dias a ver se o sr. Leopoldo melhorava. Traçaram um plano do que deveriam fazer; então, enquanto uns ficavam em casa a olhar pelo sr. Leopoldo, o Chico foi procurar ajuda e tentar comunicar com o lugar onde eram esperados. Encontrou um acampamento, onde conheceu a Mónica que era sobrinha do sr. Leopoldo e que lhe contou uma história muito bizarra sobre um ladrão que tinha escondido a sua fortuna na casa do seu tio. Agora tudo começava a fazer sentido, ele estava de volta para recuperar o que era seu.

E agora, se queres saber como termina esta aventura, terás que ler o livro… Fica uma pergunta: Quem encontrou primeiro o ouro, os ladrões ou os cinco jovens?

Afonso Marques

   Anjo Este livro fala de um anjo que apareceu no bolso da camisa de um camionista chamado Bert. O anjo assustou o Bert, pois este pensava que estava a ter um enfarte, no entanto era apenas um simples e pequenino anjo que estava no seu bolso. Bert levou o anjinho para casa, para viver com ele e com a sua mulher chamada Betty. Esta ficou impressionada por ver uma espécie tão estranha como aquela. A Betty deu-lhe o jantar e, como o Angelino gostava muito de doces, esse foi o seu jantar. A Betty e o Bert combinaram que, no dia a seguir, o Angelino iria com a Betty para a escola onde ela trabalhava como cozinheira. E assim foi. No dia a seguir, logo pela manhã, o Angelino, transportado num saco, foi para a escola com a Betty, mas antes esta apresentou-o a uma amiga sua. Estranho foi quando um sujeito de preto chamado K estava a vigiá-las e a escrever qualquer coisa num bloco de notas, mas estas não se aperceberam. O Angelino estava sentado ao lado do leite-creme feito pela Betty quando as crianças da escola o viram pela primeira vez. Passado algum tempo, a diretora substituta, chamada Mole, viu-o e quis que o Angelino tivesse aulas com a turma 5ºK, com o professor Cheiroso. Na sala de aula, o Angelino sentou-se à beira da Nancy, uma menina que mais tarde acabou por se tornar uma grande amiga sua. No intervalo do meio-dia, o Angelino jogou à bola com o Jack e com vários outros meninos. Durante esse intervalo, o anjinho cresceu, aprendeu a voar e aprendeu a falar. Enquanto eles se divertiam, o sujeito de preto chamado K continuava a falar ao telefone com o seu chefe. Estes combinaram o K fingir que era um inspetor-chefe do Ministério. E assim, este entrou na escola e observou e criticou professores, mas o seu disfarce não durou muito tempo, pois quando a Betty entrou na sala de arte, que era onde ele estava, reconheceu-o, pois esta já tinha trabalhado onde o K tinha estudado. Sem saber como reagir, o K fugiu da sala a correr, e não cumpriu o seu objetivo, que era levar o Angelino para o seu chefe. Quando chegou a casa, a Betty contou ao seu marido a aventura que tinha acontecido naquele dia. A Betty e o Bert decidiram que no dia a seguir o Angelino iria com o Bert para o autocarro.

Na manhã seguinte, o Bert levou o Angelino consigo para o autocarro. A Nancy, a Alice Obi e o Jack, que eram meninos da escola onde a Betty trabalhava, decidiram fazer um projeto chamado Autocarros e Anjos, então passaram esse dia no autocarro do Bert com o Angelino. O que eles não esperavam é que o K iria estar no autocarro. Este pegou no anjo e saiu a correr. Todos tentaram apanhá-lo, mas não conseguiram. O K entregou o anjo ao seu chefe, enquanto as crianças foram falar com a diretora substituta sobre o anjo. Esta não gostou nada do facto das crianças terem ido falar sobre o anjo enquanto ela estava numa reunião com o verdadeiro inspetor do Ministério. As crianças contaram também à Betty, que ficou preocupada. Nas mãos do K e do Chefe, o Angelino pedia que o libertassem. Durante essa noite as crianças combinaram ir à procura do Angelino. E assim foi. Na manhã seguinte, a Nancy, a Alice Obi e o Jack foram à procura do Angelino. Mas esta procura não foi uma procura normal, foi uma procura por instinto. E por incrível que pareça, eles conseguiram encontrar o Angelino, o que eles não esperavam é que um homem alto e forte, chamado Chapadas, iria aparecer. O Chapadas ficou em frente ao anjo enquanto as crianças estavam atrás de si e o K e o Chefe estavam um agarrado ao outro, cheios de medo. O Chapadas pega no anjo, enquanto tinha uma expressão horrorosa, na cara. Este abre a boca e dá a impressão que vai fazer algum mal ao Angelino, que o vai levar dali para fora, e nunca ninguém mais lhe porá os olhos em cima.

Será que as crianças vão conseguir derrotar o Chapadas e ficar com o Angelino, ou será que o Chapadas vai ficar com o Angelino e vai fazer-lhe alguma coisa? Se quiserem saber, leiam este livro!

Joana Ferreira

MinaA leitura deste livro foi uma sugestão do meu professor de português, na sala de aula. Como já tinha terminado a leitura do “Segredo do Senhor Ninguém”, achei que fazia todo o sentido de seguida ler “O Meu Nome é Mina”, também do mesmo autor, David Almond. Uma oportunidade de conhecer melhor Mina, uma personagem bastante extraordinária.

Esta obra trata-se do diário de Mina, uma jovem com apenas nove anos, mas bastante diferente das crianças da sua idade. O que faz com que ela não consiga fazer com facilidade amizades, pois ela vê o mundo de outra forma. É, no entanto, uma menina extremamente inteligente e criativa. Como adora escrever, é no seu diário que irá dar largas à sua imaginação, onde regista as suas descobertas, umas mais simples e outras mais profundas, dando-nos uma outra visão do mundo. Mas apesar de ser muito inteligente, ela tem grandes dificuldades na escola, tirando muitos zeros em textos que para ela estão magníficos. A mãe é então chamada à escola para ser posta a par desta situação e do seu insucesso escolar e social. Contudo, para sorte de Mina, esta compreende-a e vai tentar ajudá-la colocando-a no ensino doméstico e, apesar das dificuldades financeiras, está disposta a ajudar a filha respeitando a sua maneira de ser. Quando estão a tentar a aprovação do ensino doméstico, a equipa que as visitou sugere que Mina tente frequentar Corinthian Avenue, um Centro de Reinserção Educativa onde toda a gente lá é como ela. Segundo Mina “uma escola de inadaptados”.

Será que Mina vai ficar na escola Corinthian Avenue? Será que vai fazer amigos e finalmente se conseguir integrar? Lê este livro e descobre o que lhe vai acontecer.

Rafaela Matos

Fada atarantadaCerto dia, dois primos foram dar um passeio de bicicleta. De repente, começou a chover e eles abrigaram-se num buraco que tinha no tronco de uma árvore. A Matilde começou a sentir um cheiro a pinhões que vinha de baixo da árvore e ganhou apetite. O Gonçalo meteu a mão a ver se conseguia apanhar pinhões para a prima, mas encontrou uma alavanca. Sem controlar a curiosidade, puxou a alavanca e nesse momento apareceu um escorrega que os levou para baixo. Meio assustados, foram vendo o que havia lá; encontraram três portas, mas só uma estava aberta. O Gonçalo espreitou e viu que estava tudo virado ao contrário.

Os primos, muito curiosos, decidiram entrar e encontraram uma fada, mas esta, em vez de ter uma varinha mágica, tinha uma rede de caçar borboletas e tentava apanhar o Sortudo, só a ouviam a gritar “Sortudo, anda cá Sortudo!”. Quando os primos se aproximaram, viram que o Sortudo era um gato muito irrequieto e com uma varinha mágica na boca. Quando a fada viu os primos, pediu-lhes ajuda para apanharem o gato.

Depois de muito brincar, o gato subiu para um armário, enrolou-se todo para descansar e deixou cair a varinha ao chão. A fada e os primos apanharam-na e foram procurar no livro de receitas da avó um feitiço de como transformar gatos em sapos. O problema é que a avó nunca completava as frases das receitas e deixava sempre uma palavra por dizer, assim os feitiços pareciam adivinhas. Depois de adivinharem a palavra que faltava no feitiço, os dois foram teletransportados para uma ilha, o estranho é que eles ficaram muito pequenos, talvez se tivessem enganado no feitiço…

Na ilha encontraram um coelhinho a chorar porque tinha perdido os filhos. Rapidamente os primos ofereceram ajuda para os procurar e, seguindo umas pegadas que estavam no chão, encontraram os coelhinhos atrás de uma moita. De repente os primos começaram a crescer e ficaram gigantes. Do rio vinha um barulho muito estranho, eles foram ver o que era e viram que estava um cavalo a afogar-se; como estavam muito grandes, entraram no rio e salvaram o cavalo. Lentamente, o corpo deles foi voltando ao tamanho normal. Cansados e com fome, decidiram voltar para casa, mas não sabiam como. A fada fez de novo um feitiço e mandou-os para sua casa. Quando chegaram, encontraram um sapo que era na realidade o gato Sortudo.

Será que eles vão conseguir transformar o sapo num gato, outra vez? Lê este livro e saberás!

Tiago Machado

    O livro que li chama-se «História de um caracol que descobriu a importância da lentidão». Este livro é do escritor Luis Sepúlveda e nasceu da curiosidade do seu neto Daniel que lhe perguntara: «Porque é tão lento o caracol?»

   A partir deste momento, o autor prometeu-lhe uma resposta e escreveu esta fantástica história.

   Num prado chamado País do Dente-de-Leão, sob a frondosa planta do calicanto, vivia uma colónia de caracóis. Nunca nenhum se aventurara a sair do prado, a conhecer os seus limites, nem a ver a estrada de asfalto. Estavam habituados a chamar uns aos outros simplesmente “caracol” e conformados com um estilo de vida lento e silencioso.

   Mas entre o grupo existia um corajoso caracol que queria conhecer os motivos da lentidão e desejava ter um nome. Mas os seus companheiros mostravam-se indiferentes aos seus desejos. Por isso, e apesar da reprovação dos outros caracóis, embarca numa destemida viagem.

   Certo dia, o caracol ouviu os sussurros de dois caracóis que falavam de um mocho que vivia entre a folhagem da faia mais antiga do prado. Comentavam que ele era bastante sábio. O caracol decidiu ir perguntar-lhe os motivos da sua lentidão. Então lentamente, muito lentamente, saiu do calicanto de madrugada e somente chegou lá à noite.

   O caracol perguntou ao mocho se sabia os motivos da sua lentidão. Este disse que subisse para o seu ramo. Então trepou, lentamente, muito lentamente e quando lá chegou já o sol brilhava. Admirado, perguntou ao mocho por que, sendo dia, estava com os olhos fechados. O mocho retorquiu: «Abro-os à noite e vejo tudo o que há; durante o dia fecho-os e assim vejo tudo o que houve». Depois disse-lhe que era lento porque carregava um grande peso. O caracol não se convenceu e retomou a sua viagem até ao calicanto, lentamente, muito lentamente.

   Encontrou toda a sua colónia entregue ao que chamavam «o costume».

O caracol insistia tanto nas suas preocupações, a injustiça de não ter um nome e conhecer os motivos da lentidão, que um velho caracol ameaçou expulsá-lo do calicanto. Esta ameaça ofendeu muito o caracol, levando-o a sair do calicanto. Antes de partir disse aos seus amigos que só voltaria quando tivesse um nome e descobrisse os motivos da lentidão.

Após uma lenta viagem, o caracol deitou-se numa pedra para descansar, mas esta começou a mexer-se. Descobriu, assim, que estava a falar com uma tartaruga, que lhe daria as respostas certas e as perguntas que lhe faltavam. A tartaruga contou-lhe que já havia vivido com os humanos que lhe deram o nome de Memória e quis, também, batizar o caracol com o nome Rebelde. Memória levou Rebelde a conhecer o extremo do prado e informou-o que os humanos iriam destruir o calicanto. Muito preocupado, Rebelde decidiu voltar atrás, para avisar os seus amigos caracóis. Muitos não acreditaram e os mais novos seguiram Rebelde. Quando este olha para trás tinha toda a colónia atrás de si e sente um grande sentido de responsabilidade.

O rebelde e corajoso caracol parte em aventura … Lentamente, muito lentamente!

Será que o calicanto ficará destruído e Rebelde encontrará um local acolhedor para os caracóis?

  Filipa Jorge Ferreira

Uma viagemEste livro conta-nos a história de dois irmãos, a Ana e o João, que foram passar férias à quinta da tia Júlia, na serra do Marão. A tia Júlia não os deixava sair da quinta, pois, lá para as bandas do castelo, havia luzes e ouviam-se uivos à noite. As pessoas achavam que lá havia um lobisomem. Então o João e a Ana começaram a ter um comportamento exemplar, para que a tia os autorizasse a fazer um piquenique junto ao rio, mas em vez disso irem conhecer o castelo.

O plano dos irmãos correu como pretendiam e, um dia, a tia Júlia autorizou-os a sair… Foram, então, até ao castelo, onde encontraram um velho sorridente chamado Orlando, que era o dono do castelo. Orlando convidou-os a visitar o castelo e eles aceitaram. Em conversa com Orlando, os irmãos aperceberam-se que ele era o lobisomem de que toda a gente falava, mas, na verdade, ele era apenas um cientista. Ele falou-lhes do projeto em que estava a trabalhar, tratava-se de uma máquina do tempo e levou-os à sua cave para lhes amostrar a máquina… Passou os dedos numa aresta de uma pedra e empurrou-a e a parede começou a deslizar. Orlando disse-lhes que, se recuassem no tempo até ao século XII, iriam encontrar, naquele mesmo castelo, o destemido e imponente cavaleiro Argemiro, o Negro. De imediato, João disse que queria conhecer esse cavaleiro e viajar até ao século XII.

Quando voltaram a abrir os olhos, estavam no castelo. O cavaleiro Argemiro e os seus fidalgos preparavam-se para partir para uma caçada. O cientista Orlando e os irmãos Ana e João foram observar a caçada, mas tiveram de ser discretos para não serem descobertos. Procuraram a cavalariça, montaram os seus cavalos e cavalgaram monte acima, juntando-se aos caçadores. Os cavaleiros caçaram um javali. A certa altura, o João ficou para trás e, irritado por não conseguir ver o que faziam ao javali, esqueceu-se de que devia passar despercebido. Os cavaleiros, assustaram-se com a sua presença que para eles era uma estranha criatura. João disse à Ana para fugir porque tinham sido descobertos. Embrenharam-se pelo meio das árvores, enquanto eram perseguidos pelos cavaleiros, até que encontraram uma aldeia e voltaram a encontrar Orlando, de quem se tinham separado durante a fuga. Atiraram-se ambos para um monte de feno, com o objetivo de se esconderem. Com a fuga, João perdeu o rasto de Ana. Orlando e João rasgaram as suas roupas para fingirem ser vagabundos e dirigiram-se ao centro da aldeia onde encontraram um grupo de crianças à volta da Ana que estava desmaiada.

Uns camponeses acolheram-nos em sua casa pensando serem peregrinos. Orlando apercebeu-se que eram paupérrimos e tinham muitos filhos. Na manhã seguinte, um grupo de servos procurava homens para reparar a capela que o conde Argemiro possuía no limite das suas propriedades. O cientista encontrou aí uma oportunidade que não podia perder: uma boleia de carroça. Partiram com o grupo em direção à capela que ia ser restaurada, mas Orlando tinha um plano: enquanto todos estivessem a dormir, iam sair das terras do conde Argemiro e passar para as terras de outro senhor, embrenhando-se pela floresta.

Esse dia chegou e …

Se queres saber o que aconteceu ao Orlando e aos irmãos, lê este livro!

João Rodrigues

O meu pai éEste livro fala sobre um pai e a sua filha, Lizzie, que moravam no número 12 de Lark Lane, uma pequena cidade no Norte de Inglaterra. O livro começa com a Lizzie a acordar o pai, o pai foi à cozinha tomar o pequeno-almoço e, como a filha tinha ouvido estrondos e gemidos no quarto dele, perguntou-lhe o que ele tinha estado a fazer. O pai respondeu-lhe dizendo que tinha estado a sonhar.

Depois do pequeno-almoço,  a Lizzie disse-lhe quais as tarefas que ele tinha que fazer e perguntou-lhe quais eram os seus planos. O pai disse-lhe que ia voar, para treinar para o concurso do homem-pássaro; esse concurso consistia em atravessar o rio Tyne a voar e o vencedor ganhava mil libras.

Depois do pai começar a agitar os braços e correr à volta da sala, a Lizzie avisou-o que a tia Doreen ia lá a casa, notícia que deixou o pai chateado e insatisfeito. Mas Lizzie não sabia se podia deixá-lo sozinho enquanto a tia Doreen não chegasse, mas o pai disse-lhe que ela precisava de ir para a escola e, como ela gostava da escola, foi! Eles despediram-se e Lizzie foi a correr para a escola. Quando ela foi embora, o pai fechou a porta, cuspiu a sua torrada e foi atrás de uma mosca. Olhou pela janela para ver se Lizzie estava escondida atrás de uma árvore, depois foi ao seu quarto buscar umas asas de confeção caseira que estavam escondidas.

Enquanto ele sonhava, ouviu-se alguém a gritar no exterior: era o Sr. Poop a falar das inscrições para o concurso do homem-pássaro. O pai correu pelas escadas abaixo muito excitado. Ele disse que queria inscrever-se e o Sr. Poop avançou pelo jardim com o quadro de madeira, entrou na cozinha e fez-lhe algumas perguntas pessoais, perguntou-lhe qual seria o seu método de propulsão e o pai disse-lhe que era as suas asas, mas o Sr. Poop não estava convencido de que aquelas asas conseguiriam atravessar o rio. Quando o Sr. Poop estava a ir embora, ele aconselhou o pai a usar capacete. Depois de o Sr. Poop ir embora, o pai começou a sonhar sem perceber que a Lizzie tinha entrado; quando ele parou de sonhar riu-se e comeu um besouro e a Lizzie estava a vê-lo.

Lizzie e o pai estiveram a trabalhar: as asas, o bico e a crista. Mas aperceberam-se que lhes faltava o ninho, e foram fazer um. Entretanto, o pai inscreveu também a Lizzie no concurso do homem-pássaro.

Será que a Lizzie e o pai vão conseguir voar sobre o rio Tyne? Se queres saber, lê este livro!

João Rodrigues