Sempre a tagarelar foram até à ruela estreita e detectaram o muro do quintal, que confinava com o terraço do restaurante. Era mais alto do que eles o tinham imaginado.

– É aqui! – disse a Joana. – Algum de vocês consegue subir até lá acima?

Os dois rapazes olharam o muro de cima a baixo e vice-versa.

– Eu subo. Já trepei a muros mais altos – disse o Jorge. E preparou-se para a escalada.

– Agora não – disse a Joana – É melhor esperarmos que o restaurante feche. Deve ser depois dessa hora que o movimento lá dentro começa.

– É melhor – confirmou o Joel.

Ainda faltava uma hora. Foram até ao café do largo telefonar para casa. Avisaram que iam chegar mais tarde e pediram aos familiares para não se preocuparem. Disseram que o convívio estava animado e que o jantar mal tinha começado. Do lado de lá vieram recomendações, recriminações e mais recomendações.

Depois compraram uma caixa de fósforos na tabacaria e andaram por ali perto às voltas, a fazer horas. Tinha arrefecido de repente e começaram a sentir frio.

-Vamos lá! – disse o Jorge  mal o restaurante fechou .

-Espera aí – disse a Joana. Vai a sair alguém…

Era verdade. Iam a sair os dois empregados que andavam a servir às mesas. Passavam tanto tempo a curvar-se diante dos clientes que até na rua caminhavam inclinados para a frente. Depois saíram também as duas mulheres que o Jorge tinha visto na cozinha. Nessa altura alguém fechou a porta por dentro e correu as portadas.

– Não sai mais ninguém. Vamos!

Foram até à ruela. Àquela hora já quase não havia movimento. Mesmo assim tomaram precauções: a Joana ficou na esquina do largo e o Joel mais adiante.

No meio dos dois estava o Jorge que, a um sinal dos dois, arregaçou as mangas e começou a subir o muro.

 

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Rogrigo Matos, 6º A