Dezembro 2012


Há letras que foram feitas para serem escritas,

Deslizam no meu caderno sem dar conta, sem ver.

Algumas letras são amarguradas,

Outras mal comportadas.

Outras acordam com os pés de fora,

E eu como já sei como elas são,

Vou-me embora.

Outras começam a cantar

E eu com as mãos nos ouvidos a tapar.

Até as palavras bebés

Que estão a nanar,

Começam a ressonar.

Outras, não param de voar,

 Eu não as consigo apanhar.

                                                                                  E eu estou farta de falar!

Letícia Fonseca, 5º D

Esta história passa-se no Reino das Cem Janelas, cujo rei se chamava Tadinho. Certo dia, um dos conselheiros manda matar o dragão; e este, que trabalhava para fornecer calor ao reino, fica muito indignado, e vai pedir imediatamente satisfações à corte. O conselheiro acaba por confessa que só fez aquela lei porque já não tinha mais ideias para fazer novas leis; é que por cada decreto que ele fizesse ganhava 2,8% a mais no ordenado, por isso tinha muito interesse em continuar a decretar novas leis.

A partir daí, desenvolve-se um diálogo muito engraçado entre as pessoas do castelo, o dragão e El-Rei Tadinho. Este, para o compensar daquele ultraje, tem a ideia de lhe oferecer a sua filha em casamento, só que depois de fazer esta proposta, lembra-se que não tinha filha!

Como vai el-rei Tadinho sair desta confusão? Se quiserem saber, leiam este livro. Eu adorei lê-lo, é daqueles livros que nos fazem ter muita vontade de ler. E fartei-me de rir!

Duarte Fonseca, 6º C

Este livro fala-nos de um rapaz chamado Dinis que, com os seus 18 anos, viveu e assistiu a episódios e cenas de pancadaria durante toda a sua jovem vida.

Ernesto Gomes, seu pai, um alcoólico que chegava todos, ou quase todos os dias a casa bêbedo, era o autor de todos os hematomas, nódoas e manchas que preenchiam o corpo de Angélica Gomes, sua mulher.

Angélica não era a sua única vítima, também Tó Bé, seu filho mais novo e Dinis, seu filho mais velho. Não se sabe bem o porquê, mas, em sua casa, a única pessoa que escapava às agressões era Filomena, a filha do meio.

Agora, dou-vos um excerto da obra:

Era quase meia noite e Ernesto Gomes ainda não regressara a casa. Temendo pelo que pudesse estar a suceder, Angélica foi para a sala esperar o marido. E se ele tivesse ido procurar o Dinis?, afligiu-se.

Era tardíssimo e o marido saíra de casa logo a seguir ao jantar! Aonde teria ido? Fazia tempo que já não saía de noite para ir beber, como acontecera anos a fio. O certo era que ele parecia estar a conseguir lutar contra a necessidade de beber, o que, no entanto, poderia ser sol de pouca dura. Na verdade, talvez aquilo se devesse apenas ao facto de ele não querer perder a lucidez enquanto decorresse o processo que o Dinis tinha movido contra ele.”

Lê este livro e descobrirás como Dinis consegue mudar toda esta triste realidade.

Liliana, 6º C

   Este livro, da escththritora Maria Tereza Maia Gonzalez , que já vai na 24ª por ser simplesmente brilhante, fala-nos de uma rapariga que, ao concluir os seus catorze anos, decide redecorar o seu quarto de branco e põe lá uma lua empoleirada no teto. “Quando quero pensar, coloco-a em posição de quarto crescente e, quando estou triste, rodo-a para o quarto minguante e sento-me até que a tristeza passe.” – escrevia a Joana à sua melhor amiga, que já tinha falecido (palavra que a Joana não conseguia dizer) de overdose. No desenvolver da história, a adolescente passa por sérios problemas, pois os únicos seres que pareciam dar-lhe atenção eram a sua avó Ju e o seu cão Lucas, independentemente de ter os seus pais e o seu irmão (também conhecido por Homem do Cro-Magnon ou Pré-Histórico) a “viver” com ela, e escreve várias cartas à sua amiga Marta, tal como esta (a primeira) que vou apresentar como excerto:

LISBOA, 28 DE AGOSTO

Querida Marta,

    Demorei muito para me resolver, o que não era costume. Para dizer a verdade, não sabia que fazer. Precisava de desabafar, tentar compreender tudo o que aconteceu e, como foste sempre a minha única confidente… Não fazia sentido escrever um diário, pois dava-me a sensação de estar a escrever para mim própria, o que acho um bocado estranho. Talvez seja ainda mais estranho escrever-te, mas é uma forma de manter viva a tua memória, pelo menos até entender o que se passou contigo; pelo menos até conseguir perdoar-te…

    Faz hoje um mês que tu… Não sou ainda capaz de dizer a palavra. Se calhar, é porque não acredito que já estás aqui comigo. É tão difícil acreditar.

    Como sabes, hoje fiz anos. São duas da manhã e estou demasiado excitada para dormir. Vou contar-te o que recebi. A minha mão acedeu finalmente a redecorar o meu quarto – está tal e qual como eu queria! Todo branco (paredes, tapete, colcha, cortina) e até me mandou fazer o baloiço dos meus sonhos: é uma meia-lua de madeira (branca, claro) que está suspensa do teto por uma corrente, mesmo no meio do quarto. É a única no Mundo! Fui eu que a imaginei. Quando quero pensar, coloco-a em posição de quarto crescente e, quando estou triste, rodo-a para o quarto minguante e sento-me até que a tristeza passe. O armário velho foi para o corredor, assim, fiquei com mais espaço para dançar, quando me apetece. (…)

    A avó Ju deu-me uns brincos que usava quando era nova. Disse-me: «Com catorze anos, já tens idade para umas perolazinhas…» Um amor, a minha avó.

    O Homem do Cro-Magnon, como é de costume, estava liso, portanto deve ter pedido uns trocos à mãe e deu-me um chocolate (sabendo perfeitamente que sou alérgica) e um cartão idiota com o desenho de um chimpanzé horrendo, que diz «Tás a ficar velhota!»… Realmente é triste ter um irmão assim, paciência.

    Quanto ao meu pai, deu-me mais um relógio, imagina! Já tenho uma coleção disparatada (como diz a avó Ju), mas ele não deve lembrar-se dos que me deu nos anos anteriores. Provavelmente, mandou a Lisete comprar-me a prenda, é o mais certo. Ele só sai do consultório para operar, como é que podia ter tempo… (…)

    Estou a ficar com sono, finalmente. Preciso de dormir. Espero não sonhar contigo outra vez. É terrível!

    Um beijo da

    Joana

Aceita o desafio de conheceres melhor esta Joana. Este é um livro que te vai fazer pensar.

José Pedro Marques, 6º C