Há letras que foram feitas para serem escritas,

Deslizam no meu caderno sem dar conta, sem ver.

Algumas letras são amarguradas,

Outras mal comportadas.

Outras acordam com os pés de fora,

E eu como já sei como elas são,

Vou-me embora.

Outras começam a cantar

E eu com as mãos nos ouvidos a tapar.

Até as palavras bebés

Que estão a nanar,

Começam a ressonar.

Outras, não param de voar,

 Eu não as consigo apanhar.

                                                                                  E eu estou farta de falar!

Letícia Fonseca, 5º D