“O Principezinho”, de Antonie de Saint-Exupéry, conta-nos a história de um homem que decide dedicar a sua vida à pilotagem, mas, que numa das suas viagens, tem uma avaria no motor do seu avião em pleno deserto do Sara. Como não levava nenhum mecânico ou passageiro, e o caso lhe parecia bastante complicado, pensou que iria realmente morrer, porque não trazia consigo muitos mantimentos, incluindo água. Mas, na noite desse mesmo dia, quase já de madrugada, é acordado pela voz fininha e encantadora de um menino perfeitamente espantoso que viria a ser a sua salvação. Foi então que este principezinho, que nunca, mas mesmo nunca desistia de uma ideia, pediu que lhe desenhasse uma ovelha. Depois de muitas tentativas e negações, o narrador decide desenhar uma caixa com vários buracos que continha tal ovelha lá dentro. O principezinho perguntou então se esta precisava de muita erva para se alimentar pois o sítio de onde vinha era muito pequenino, um pequeno asteróide chamado B 612 que continha três vulcões (um inativo, os outros dois eram utilizados como fogões), uma linda rosa vermelha e inúmeras raízes de embondeiro que tinha que arrancar todas as manhãs.

     Certo dia, o principezinho decidiu contar-lhe como tinha chegado à Terra e disse-lhe que antes de lá chegar, passou por diversos asteróides onde, em cada um, vivia uma pessoa crescida que o punha a pensar que estas eram muito estranhas: primeiro, parou num asteróide onde residia um rei que pensava que reinava sobre todo o universo mas que, na verdade, só reinava sobre  aquele lugar minúsculo onde apenas ele cabia; depois, foi a vez de um vaidoso que pensava que toda a gente o admirava, mas que, na verdade, apenas tinha tido dois admiradores, o principezinho e ele próprio; a seguir, foi a vez de um bêbedo que dizia que bebia pois tinha vergonha de beber, mergulhando o principezinho numa grande tristeza; foi então a altura de visitar o asteróide de um homem de negócios, que tinha todas as estrelas de todo o universo em seu nome (que eram, segundo ele, 501622731) pois achava que, se pensasse que algo era dele, então seria; no asteróide seguinte, que era o mais pequeno de todos, estava um homem que era muito trabalhador e o seu candeeiro: num minuto, acendia o candeeiro, no minuto seguinte, apagava-o; o seguinte era dez vezes maior e habitava-o um geógrafo que aconselhou finalmente o principezinho a visitar o nosso planeta. Depois de alguns amigos, foi a vez do principezinho conhecer uma raposa que lhe revelou um segredo muito simples, mas, ao mesmo tempo, muito sábio: “As coisas mais importantes são, muitas vezes, invisíveis aos olhos – só se vê bem com o coração…”

Aconselho-te a leitura deste livro que, sendo um clássico, nunca será esquecido, mas sim lembrado para todo o sempre!

José Pedro Marques  6ºC