Inês Tavares é uma menina que, quando fez treze anos, pediu à sua avó um ipod, mas como ela não percebia nada de tecnologia, deu-lhe um diário. De início, Inês não gostava, mas, à medida que foi escrevendo, foi-se habituando e a cada dia que passava gostava cada vez mais de escrever no diário. Deixo aqui parte de um momento da história que muito me agradou:

           “Mas Vanessa nem acabou a frase porque, nesse preciso momento, o Jonas entrou no café. Nunca me lembrava de o ter ali visto, até porque se dizia que ele morava numa bruta vivenda no Restelo, com piscina e três Rottweileres assanhados .

             Olhou para todos com ar meio encabulado.

              – Estás a ver como ele é tímido, coitadinho! – murmurou a Vanessa.

               Finalmente decidiu vir até à nossa mesa.

              – Olá! – disse ele.

              – Olá! – disse eu.

              – Olá! – disse Vanessa.

             Ele ainda uns minutos sem dizer nada, sempre a olhar para a biqueira dos sapatos, que já não eram sujos, evidentemente, e depois perguntou-me:

              – Posso falar contigo?

              Depois de me ter dado um canelada e meia dúzia de beliscões, a Vanessa levantou-se da mesa e declarou que tinha muita coisa para fazer, que a mãe já devia estar aflita com a demora dela,  (…). E lá fiquei eu e o Jonas. (…) a olharmos um para o outro feitos parvos, e eu a pensar que se fosse a Diana dos Morangos com Açucares já tinha empinado o nariz, dado uma volta à cabeleira e feito um discurso completo, com todos os substantivos e adjetivos no seu lugar, até que de repente … “

    Será que este encontro vai ser determinante na vida de Inês Tavares? Leiam este livro e acompanhem a personagem principal nos vários desafios que a vida lhe traz.

Francisco Oliveira