Tudo começa com Zorbas, um gato grande, preto e gordo. Um dia, Zorbas estava apanhar sol na varanda, ronronando e recebendo quentes raios de sol pela barriga acima, quando ouve um zumbido provocado pelo um objeto voador que não era capaz de identificar e que se aproximava cada vez mais a grande velocidade. Quando se esquivou ao embate, Zorbas deparou-se com uma ave estendida na sua varanda. Era uma gaivota muito suja por uma substancia malcheirosa e negra que lhe cobria o corpo.

  “ – Não foi uma aterragem muito elegante – miou.

   – Desculpa não pude evitar – reconheceu a gaivota.”

   Depois de se apresentarem e da gaivota contar a Zorbas como tinha chegado ali e porque razão estava tão suja disse:

   “- Vou morrer – grasnou a gaivota.”

   Zorbas achou uma tolice a gaivota achar que ia morrer, e sugeriu que esta fosse a voar até ao zoológico para ser tratada pelos médicos que lá havia. A gaivota explicou a Zorbas que este tinha sido o seu voo final e fechou os olhos.

   Vencendo a repugnância, o gato lambeu-lhe a cabeça. Ao passar-lhe a língua pelo pescoço, notou que a respiração da ave estava cada vez mais fraca, e decidiu ir procurar ajuda.

 ” – Vou pôr um ovo. Com as últimas forças que me restam vou pôr um ovo – grasnou.”

   A gaivota pediu a Zorbas que ele fosse um gato e que lhe fizesse três promessas. O gato achou que a pobre gaivota estava a delirar, mas como não podia deixar de ser generoso num momento daqueles, então aceitou.

  ” – Promete-me que não comes o ovo – grasnou abrindo os olhos.

   – Prometo que não te como o ovo – repetiu.

   – Promete-me que cuidas do ovo até que nasça a gaivotinha.

   – Prometo que cuido do ovo até que nasça a gaivotinha.

   – E promete que a ensinas a voar – grasnou ela fitando o gato nos olhos.”

Será que Zorbas vai cumprir todas estas promessas e ensinar a gaivotinha a voar?

Para saberem, têm que ler este livro que traz com ele uma lição de vida.

Ana Capela