Novembro 2014


     Mariana, os pais e a irmã Rosa decidiram mudar de casa. No início tudo pareceu muito difícil para Mariana, mas com o passar do tempo habituar-se-á a todas estas mudanças de hábitos, de vizinhos, da casa que é diferente, e até da fúria de quando não consegue ligar a luz porque não sabe onde está o interruptor. Mas até lá muito vai acontecer;  alguns desses momentos serão de chorar a rir, inclusive um acontecimento muito especial.

    É um livro onde estão sempre a acontecer coisas estranhas e todos os capítulos são diferentes, como a autora faz sempre, e por isso é interessante e fácil de ler. A parte que eu gostei mais foi no capítulo 19:

     «Quando cheguei a casa , a Rosa estava muito ocupada a fazer desenhos na parede do quarto , sem dar ouvidos à avó Elisa que barafustava:

  – Se já se viu uma coisa destas, sujar parede toda e logo com essa porcaria desses lápis grossos que agora se inventaram e que dão um trabalhão a limpar! Eu é que não quero saber disso para nada. A vossa mãe quando chegar que limpe. Se fosse na outra casa ainda é como o outro. Agora nesta, novinha em folha!

      Mas a Rosa é que não queria saber dessas coisas de casa nova ou casa velha. Estava a fazer os seus desenhos, era uma pessoa importante. É claro que ela podia fazer os rabiscos todos no papel, mas isso pode lá comparar-se a uma parede lisinha e branca, mesmo a dizer-nos «pinta-me».

       – O que é que estás a desenhar, Rosinha?»

Lê este livro; a Mariana tem imensas histórias para te contar!

  Rosa Barbosa

   Este livro fala sobre um rapaz que, após um acidente brutal de carro, perde os seus pais. A partir daí, fica a viver com a sua avó na Inglaterra.

   Surpreendentemente, descobre que a sua avó é uma bruxófila reformada, ou seja, uma pessoa que estuda as bruxas e sabe tudo sobre elas. A avó conta-lhe várias histórias sobre as bruxas verdadeiras que existem na Inglaterra.

   Nos contos de fadas, as bruxas usam sempre chapéus pretos e ridículos e capas pretas e andam de vassoura. Mas esta história não e um conto de fadas. Esta história é sobre bruxas verdadeiras.

   As bruxas podem ter o aspeto normal de uma mulher, apesar de serem muito perigosas para qualquer criança! Podem transformar as crianças em animais nojentos e prendê-las dentro de quadros para sempre.

   A história desenrola-se quando o rapaz encontra uma bruxa verdadeira

   E se querem saber o que acontece a este rapaz e como acaba esta história leiam este livro… De grandes emoções e fantasia!

 

Sofia Ribeiro

   Esta história fala-nos de um caracol que queria descobrir a importância da sua lentidão. O caracol não tinha nome tal como os outros caracóis, o que criava alguma confusão. Quando um caracol chamava por outro para lhe contar alguma coisa todos os caracóis olhavam. Os que estavam do seu lado direito voltavam a cabeça para a esquerda; os da esquerda, para a direita; os que estavam à frente, para trás; e os de trás esticavam as suas cabecinhas sussurrando: “É a mim que queres contar uma coisa?” Quando isto acontecia, o caracol que queria contar uma coisa movia-se lentamente, primeiro para esquerda, depois para a direita, a seguir para a frente ou para trás, repetindo: “Sinto muito, não é a ti que quero contar uma coisa”, até chegar ao caracol a quem de facto queria contar uma coisa.

    O caracol que queria descobrir a importância da lentidão também queria ter um nome e não passar a vida a ser chamado de caracol. Os outros caracóis diziam que ele estava maluco, que estava tudo muito bem assim. Os caracóis mais velhos também não o apoiavam, mas o caracol que queria descobrir a importância da lentidão não pensava em desistir. Ao caracol parecia-lhe injusto não ter um nome, mas os caracóis não queriam saber e continuavam a fazer a sua vida tranquilamente.

      Farto daquela vida e de os caracóis estarem constantemente a ameaçá-lo, decidiu partir para descobrir a importância da lentidão e prometeu que só voltaria quando a descobrisse e quando tivesse um nome. Já de noite, o caracol como já estva cansado, decidiu descansar um pouco. Avistou uma rocha que lhe parecia encantadora para passar a noite.  Sobe para cima da rocha e tenta aconchegar-se o mais possível nela. Já com os olhos fechados sente a rocha a mexer-se e estranha. Ele espreita para ver o que se passa e repara que a rocha não é uma rocha, mas sim uma tartaruga. Depois de se ficarem a conhecer, a tartaruga chamada Memória conta-lhe o porquê do seu nome e onde vivia. Depois de uma longa conversa, o caracol apercebeu-se que ele e a Memória tinham muito em comum. A Memória ficou amiga do caracol e começou a chamá-lo de Rebelde.

      Rebelde para um caracol? Se queres saber por que é que a Memória deu o nome Rebelde ao caracol e se Rebelde descobriru a importância da lentidão, lê este fántisco livro.

Ana Beatriz