Este livro fala-nos de uma rapariga de 13 anos cujo nome é Inês Tavares. Esta rapariga fez os seus 13 anos no dia 21 de janeiro e como prenda de aniversário tinha pedido à avó Gi um i-pod, mas, em vez de um i-pod, a avó deu-lhe um diário. No início ela pensava que o diário era uma seca, mas à medida que ia escrevendo começou a gostar e a escrever muito mais, o que deu origem a este livro que relata um ano da vida da Inês por palavras da própria. Vou-vos adocicar um pouco a curiosidade e contar uma das partes mais tristes, na minha opinião, que fala sobre um trabalho feito pela Inês e por uma amiga dela, a Vanessa, sobre a rua da avó Gi que se chamava “preta Constança”:

   “Resumindo a história (mas sem os requintes que a Vanessa pôs no texto): parece que a preta Constança veio de África como escrava e era muito bonita.Tão bonita que o filho do dono se apaixonou por ela, prometeu-lhe mundos e fundos, e ela, estou mesmo a ver a cena, foi na conversa. Mas mesmo com tantos séculos a separá-los, filho de negociantes de escravos ou filho “da banda dos Almeidas” (família paterna do pai da Inês), as diferenças não são grandes no que toca a falta de vergonha, e o rapaz, quando soube que a preta Constança estava grávida, também desapareceu, … “

Se quiserem saber o que aconteceu à preta Constança e como continua a vida da Inês, leiam este fantástico livro de uma autora também fantástica: Alice Vieira.

Diogo Sousa