Gostei de ler o livro “Gosto de Ti. R.”, da autora Graça Gonçalves e ilustrado por Ana Lagarto. Tem uma história simples, divertida e lê-se muito bem.

   Este livro fala de uma rapariga, chamada Adriana, que recebe imensos bilhetes de amor, todos assinados por R.
Os dias passam e Adriana vai recebendo mais e mais bilhetes, todos com o verbo gostar: gosto… gosto de… gosto de ti… que aguçam a sua ansiedade, de saber quem é o seu admirador secreto.
Adriana tem os pais separados e vive com a sua mãe. Esta juntou-se com um homem que, posteriormente, foi viver com elas. O seu pai foi viver com outra mulher e teve um filho. Adriana chamava ao seu pai biológico, “pai de fim de semana”, porque os poucos momentos que passava com ele era ao fim de semana. Ao seu padrasto, a menina chamava “pai de todos os dias”, pois não gostava mesmo nada do nome padrasto e, também, porque era o seu melhor amigo e companheiro. Mas os dias foram passando e o carinho e a amizade entre o seu padrasto e a mãe foram desaparecendo e o “pai de todos os dias” acabou por se ir embora.
Um dia, na escola, Adriana aleijou-se no pé e teve de ir ao hospital, onde conheceu uma médica, chamada Ana, de quem gostou muito. Essa médica aconselhou-a a frequentar um centro de teatro. Adriana seguiu o conselho e para não ir só, convidou dois seus amigos, Luísa e Miguel. Adriana e Miguel iam todos os sábados para o centro ensaiar. Quando acabou o ensaio, Miguel esteve o resto do dia a pensar em diferentes formas de angariar dinheiro, para a realização de uma peça de teatro, lá no centro. No dia seguinte, Miguel convidou Adriana a ajudar a obter o dinheiro. Até que Miguel teve uma brilhante ideia. Sugeriu em arranjarem três barraquinhas de madeira, semelhantes às que havia na feira do livro. Também em reunir alguns objetos, fazerem outros e rifarem. Nas outras duas barraquinhas fariam jogos. Adriana estava na barraquinha a vender rifas quando apareceu um rapaz, chamado Rafael. Ao princípio, Adriana pensava que Rafael era quem mandara os bilhetinhos, mas depois apercebeu-se que não podia ser, pois os bilhetinhos encontravam-se dentro dos seus livros e ele, visto não ser da sua turma, não iria conseguir. E, com esta bela ideia, conseguiram arranjar dinheiro suficiente para a realização da peça de teatro.
E, afinal, quem enviava todos aqueles bilhetinhos? Lê este livro e logo saberás a resposta!

Filipa Jorge Ferreira