O Jorge, a Joana e o Joel iam encontrar-se numa aldeia muito desabitada que num só olhar se via tudo: a igreja, as casas baixas com varandas de ferro, uma outra casa maior e uma loja de ferragens.

   Quando o Joel se encontrava no táxi com a tia, ela tinha dado muitas recomendações, mas foi como se nada tivesse dito, até foi preciso que a campainha do táxi apitasse para ela se calar.

   Mais tarde, quando o Joel já estava no comboio, procurava um lugar para se sentar e, tendo-o encontrado, sentou-se. Mas, como estava muito apertadinho, foi para outra carruagem, onde estavam tropas, pois era costume estes viajarem à sexta-feira, e lá se sentou. Estavam a jogar à sueca; quando um puxava de um trunfo, dava-lhe um pontapé e outro, quando ganhava, dava-lhe uma cotovelada. Então, farto desta situação, foi para outra carruagem.

   Nessa carruagem, só estava um senhor velho que logo disse ao Joel que estava à sua espera, mas ele não percebeu bem porquê. Sentou-se, e à beira das suas fantásticas sapatilhas Lince estava uma revista. Ele foi ver os seus passatempos, mas estava tudo feito, só lhe faltava ler o horóscopo. Neste dizia que iria ter um início de semana má, depois vinha uma melhoria mais para o fim da semana e teria um encontro especial. Então o Joel pensou o que poderia ser aquele o encontro especial.

   Quando chegou à aldeia não viu ninguém. Lá, ia passar sete dias e sete noites. Que irá acontecer naquela aldeia?

  Requisita este livro na biblioteca e verás que foram sete dias e sete noites eletrizantes!

Miguel Lopes