Abril 2015


    O livro que li chama-se «História de um caracol que descobriu a importância da lentidão». Este livro é do escritor Luis Sepúlveda e nasceu da curiosidade do seu neto Daniel que lhe perguntara: «Porque é tão lento o caracol?»

   A partir deste momento, o autor prometeu-lhe uma resposta e escreveu esta fantástica história.

   Num prado chamado País do Dente-de-Leão, sob a frondosa planta do calicanto, vivia uma colónia de caracóis. Nunca nenhum se aventurara a sair do prado, a conhecer os seus limites, nem a ver a estrada de asfalto. Estavam habituados a chamar uns aos outros simplesmente “caracol” e conformados com um estilo de vida lento e silencioso.

   Mas entre o grupo existia um corajoso caracol que queria conhecer os motivos da lentidão e desejava ter um nome. Mas os seus companheiros mostravam-se indiferentes aos seus desejos. Por isso, e apesar da reprovação dos outros caracóis, embarca numa destemida viagem.

   Certo dia, o caracol ouviu os sussurros de dois caracóis que falavam de um mocho que vivia entre a folhagem da faia mais antiga do prado. Comentavam que ele era bastante sábio. O caracol decidiu ir perguntar-lhe os motivos da sua lentidão. Então lentamente, muito lentamente, saiu do calicanto de madrugada e somente chegou lá à noite.

   O caracol perguntou ao mocho se sabia os motivos da sua lentidão. Este disse que subisse para o seu ramo. Então trepou, lentamente, muito lentamente e quando lá chegou já o sol brilhava. Admirado, perguntou ao mocho por que, sendo dia, estava com os olhos fechados. O mocho retorquiu: «Abro-os à noite e vejo tudo o que há; durante o dia fecho-os e assim vejo tudo o que houve». Depois disse-lhe que era lento porque carregava um grande peso. O caracol não se convenceu e retomou a sua viagem até ao calicanto, lentamente, muito lentamente.

   Encontrou toda a sua colónia entregue ao que chamavam «o costume».

O caracol insistia tanto nas suas preocupações, a injustiça de não ter um nome e conhecer os motivos da lentidão, que um velho caracol ameaçou expulsá-lo do calicanto. Esta ameaça ofendeu muito o caracol, levando-o a sair do calicanto. Antes de partir disse aos seus amigos que só voltaria quando tivesse um nome e descobrisse os motivos da lentidão.

Após uma lenta viagem, o caracol deitou-se numa pedra para descansar, mas esta começou a mexer-se. Descobriu, assim, que estava a falar com uma tartaruga, que lhe daria as respostas certas e as perguntas que lhe faltavam. A tartaruga contou-lhe que já havia vivido com os humanos que lhe deram o nome de Memória e quis, também, batizar o caracol com o nome Rebelde. Memória levou Rebelde a conhecer o extremo do prado e informou-o que os humanos iriam destruir o calicanto. Muito preocupado, Rebelde decidiu voltar atrás, para avisar os seus amigos caracóis. Muitos não acreditaram e os mais novos seguiram Rebelde. Quando este olha para trás tinha toda a colónia atrás de si e sente um grande sentido de responsabilidade.

O rebelde e corajoso caracol parte em aventura … Lentamente, muito lentamente!

Será que o calicanto ficará destruído e Rebelde encontrará um local acolhedor para os caracóis?

  Filipa Jorge Ferreira

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   Gostei de ler o livro da coleção “Os sete irmãos” cujo titulo é “Miguel nunca desiste”, em que são autoras Margarida Fonseca Santos e Maria João Lopo de Carvalho.

    Este livro fala da vida de um adolescente de catorze anos que tem cinco irmãos, ou seis, pois já vem outra menina a caminho! Todos os nomes dos membros desta família começam por M (Maria, Miguel, Mónica, Mariana, Manel, Margarida e Madalena) e até o apelido da família é Machado!

     Um dia, depois de um jogo de futebol, o Miguel e o seu amigo Sérgio fizeram uma aposta, tendo este,  que se achava irresistível, garantido que conquistaria as duas loiraças que estavam no clube. Sérgio usou o seu “charme” conseguindo chamar a atenção delas, e conforme previsto, elas ficaram fascinadas por ele. Entretanto Miguel descobre duas perucas loiras e lentes de contacto verdes, em casa, e que elas pertencem à sua irmã Mónica e à amiga desta, a Bia, mas não disse nada ao Sérgio que continuou a ser enganado pelas duas loiras falsas. Depois Miguel resolve contar a verdade ao Sérgio; fica furioso com a situação e perde a aposta com o Miguel.     Miguel é um rapaz que gosta de brincadeiras e pregar partidas a todos. Quando foi passar um fim de semana no Alentejo, na casa dos seus avós paternos, com os seus dois amigos, João e Paulo, eles resolvem roubar um carrinho de mão de recolher o lixo, e colocar na frente dele uma cabeça embalsamada de um touro que o avô do Miguel possuía no seu escritório. Puseram-se numa esquina a pregar sustos às pessoas, sendo que um senhor de idade foi parar ao hospital com problemas cardíacos devido ao susto. Os três amigos acabaram por ser presos e passaram a noite na prisão da esquadra da polícia, e como castigo tiveram que regressar de imediato a Vale de Nabais, que era onde residiam.

   Miguel é um rapaz amável, bem disposto, amigável e está sempre a proteger os seus amigos, principalmente Rita, a rapariga de quem ele gosta. Rita é gozada pelos rapazes da sua turma pois gagueja, mas Miguel e os seus dois amigos, João e Paulo, estão lá sempre para a defender. A amizade que une Miguel e Rita é tão forte que Miguel apercebe-se que está apaixonado por ela e descobre que também a Rita o está por ele, começando a namorar.

   Miguel tem uma outra grande paixão que é o futebol, e joga no clube da sua terra que é o Desportivo de Nabais. Ele é um ótimo jogador de futebol e é apoiado por toda a família, especialmente por Mónica, a sua irmã preferida, que também gosta muito de jogar futebol, e que alinha sempre nas suas partidas e brincadeiras.   Mas não são só os pais e os irmãos que admiram a boa exibição no campo do Miguel, pois, um tal chamado de “olheiro”, cujo nome é Júlio, é um treinador do Barça (Barcelona) que, depois de ver o Miguel a treinar, quer que ele vá jogar para o seu clube; acha que há potencial para fazer do Miguel o melhor jogador  do mundo. Como ele era ainda tão jovem, o pai aconselhou-o a não aceitar a proposta feita pelo senhor espanhol, mas que a decisão final seria dele. Miguel fica dividido, pois não sabe se conseguirá ficar afastado da sua família e amigos. Isto para não falar da possibilidade de deixar a sua cidade, e com ela a Rita, a namorada que adora!

   Será que Miguel vai aceitar esse novo desafio de jogar no Barcelona?   

              Afonso Marques Ribeiro

Este livro fala um pouco da vida de Camões. Não diz muita coisa, pois ninguém sabe como foi exatamente a sua vida, mas, para quem o quiser conhecer, este livro tem as palavras certas para todos saberem que ele foi um grande poeta.

“Fascinante talvez se possa dizer que foi a vida de Luís de Camões, se considerarmos de igual peso as Aventuras e Desventuras que, no seu tempo, por este mundo perpassaram e lhe aconteceram.

 Ir ao encontro das harmonias e desarmonias desse fascínio é uma tarefa que parece quase impossível dada a escassez da informação disponível. E, no entanto, é exatamente isso que me desafia a perseguir tal tarefa.

 Este é, portanto, o tempo mágico de nos tentarmos aproximar de Luís de Camões. Difícil, o trajeto entre a vontade do pensamento e as palavras, que reafirmam o possível do impossível, o dizível e o indizível.”

 Aqui ficou um excerto do livro para te adoçar mais a vontade de o leres.

Conheces algum dos poemas deste grande homem? Queres conhecer?

Lê o livro, pois à medida que o vais folheando, vais encontrar o que procuras.

Inês Gama

    “ Um segredo aos pés da estátua “ é um livro que nos dá a conhecer um rapaz chamado Daniel que, quando estava prestes a festejar o 11º aniversário, o seu avô paterno foi viver para casa dele. Ao princípio, Daniel achava muito boa ideia, mas depois de todas as noites ouvir os chinelos do avô a rastejar pelo chão ou para ir à casa de banho ou para ir à cozinha, não começou a achar graça nenhuma àquela mudança.

      Uns dias antes do 11º aniversário do Daniel, ele perguntou aos pais se poderia fazer uma festa de anos, apesar de nunca ter feito uma devido à situação económica dos pais. A resposta dos pais foi, para grande tristeza do Daniel, um não. O avô, ao saber o que se estava a passar, resolveu que no dia dos anos do neto iriam dar um passeio pela cidade de Lisboa, que era o que o Daniel sempre desejara. Então no dia dos anos assim o fez. Passearam pelo Chiado, andaram de elétrico, … Quando chegaram ao Terreiro do Paço, o avô avistou uma estátua e disse:

      – Vou ver se não me esqueço …

 O neto perguntou:

      – De quê?

      Se quiserem saber a que se referia o avô, leiam este livro. Vão reviver o tempo das lutas entre os liberais e os miguelistas e, sobretudo, espera-vos um segredo bem guardado!

Alice Martinho

Este livro, “James e o Pêssego Gigante”, conta a história de um miúdo chamado James, que até aos quatro anos de idade teve uma vida feliz. Vivia com a mãe e com o pai numa bonita casa à beira-mar, onde havia sempre muitos outros meninos com quem brincar, a praia onde correr, o oceano para molhar os pés e chapinhar. Era uma vida perfeita para um rapazinho.

Mas um dia, a mãe e o pai foram para Londres fazer compras e aconteceu uma coisa terrível, foram ambos engolidos por um enorme rinoceronte furioso que fugira do Jardim Zoológico de Londres.

Depois disto, James ficou muito triste, e então a casa dele teve de ser vendida e ele teve de ir viver para a casa de duas tias horrorosas, egoístas, preguiçosas e cruéis, que começaram a maltratar o sobrinho quase sem motivos nenhuns. Viviam os três numa casa estranha, em mau estado, no cimo de um alto monte.

Um dia, James encontrou um homem que lhe ofereceu um saco cheio de magias. Será que foi este saco que veio mudar a vida de James? Será que James conseguiu enfrentar as tias?

Lê este livro e delicia-te com mais uma das aventuras de Roald Dahl.

Clara Marques

“Sempre do teu lado”, escrito Maria Teresa Maia Gonzalez, conta-nos uma história narrada pelos olhos do cão Félix que, como todos os cães, tem um carinho especial pelo seu dono.    Guilherme tem os pais separados e recebe do seu padrinho um presente que ele desejava há muito tempo, um cãozinho arraçado de pastor-alemão. Depois de uma longa conversa, decide chamar Félix ao seu novo cãozinho.

O nome Félix trouxe muitas aventuras a Guilherme, como por exemplo a primeira ida ao veterinário, o primeiro passeio, amores (dos dois)…

Este livro é diferente, para além de falar de um cão que percebe o seu dono e do dono que é a alma gémea do seu grande companheiro, este livro é um parênteses, ou seja, começa com uma história onde Guilherme é já adulto e leva a sua própria vida normalmente e, pelo meio, o Félix relembra os melhores momentos passados com o seu dono e termina retomando a história inicial.

Aconselho-vos fortemente a ler este livro, pois, para além de Maria Teresa Maia Gonzalez ter uma escrita inesquecível, é um  livro que nos mostra como os animais veem os seus donos.

Desejo-vos uma boa leitura!

Beatriz Castro

    Eu gostei desta história e então vou contar-vos um bocadinho.

    Esta história fala-nos de uma pequena aldeia chamada Vivalma, na qual os três Jotas foram passar férias. Os dias são mais compridos e as noites mais misteriosas. Há acontecimentos estranhíssimos que se sucedem e, quando os três Jotas decidem visitar o Solar de Meneses, que dizem receber algumas visitas dos que já partiram dessa vida, envolvem-se numa investigação estranha e arrepiante cheia de segredos dos mais escondidos. O que estará dentro do escuro? Qual será o significado do título “Sete dias e sete Noites”?

    Resolvam este enigma que vos deixo lendo este livro. Mas cuidado com a história, ela atrai-vos!

Francisca Silva