Este livro fala-nos de uma senhora chamada Gage que já tinha uma certa idade, era viúva e adorava animais. Um dia, enquanto os apreciava, o carteiro atirou-lhe para os braços uma carta. Gage ficou muito surpreendida e abriu-a logo. Quando começou a ler o texto ficou abalada, pois comunicava-lhe o falecimento do seu irmão, Joseph Brand, que estava no estrangeiro. Mas, logo se animou quando viu a herança que ele lhe deixara. Tinha-lhe deixado uma casa, um estábulo, vários caixotes com pepinos, escoadores, carrinhos de mão, etc. Legava-lhe, também, três mil libras. Pôs mãos à obra e foi para o país onde vivia o seu falecido irmão. Quando chegou lá, deparou-se com um rio que não tinha nenhuma passagem de margem a margem. Foi então que encontrou um senhor que lhe ofereceu boleia. Pelo caminho, o prestável senhor, contou-lhe que naquele rio já tinham morrido pessoas desde bebés a idosos e avisou-a para que não atravessasse o rio quando este estivesse cheio. Mas Gage não deu muita importância ao assunto.

Quando chegou a Rodmell, dirigiu-se imediatamente à casa e bateu à porta, mas apenas ouviu uma voz que dizia: “Não estou em casa”. Então, Gage recuou mais uns passos, e ouviu-se novamente aquela voz tão estranha. Logo, a senhora Ford lhe abriu a porta e disse que quem estava a falar era o papagaio James. Um papagaio que veio de umas terras longínquas. De imediato, Gage andou à volta da casa a ver a herança tão desejada, mas a casa apenas tinha armários na cozinha e estes estavam todos velhos e não havia cortinados nem tapetes. Ficou um pouco desiludida, pois já tinha desenhado na sua cabeça a herança. Dirigiu-se ao banco e, quando entrou, logo foi atendida com uma péssima notícia. O seu irmão não tinha nem um tostão na sua conta. Gage ficou imensamente desiludida e decidiu voltar à sua terra Natal. Quando saiu do banco, estavam a cair uns pingantes de chuva, mas ela estava tão enervada que nem deu por isso. Cada vez chovia mais, mais, mais até que não se conseguia ver nada. A pobre senhora não sabia se estava à beira do rio, longe do rio, muito longe do rio… Até que… uma luz muito intensa pintou o céu e ela conseguiu ver o caminho. Ela estava perto do rio e a maré estava baixa. Quando estava a atravessar o rio, apercebeu-se que uma casa ali perto estava a arder em altas chamas e pensou: “E se fosse a minha própria casa a arder em chamas?”

    Se quiserem saber tudo o mais que vai acontecer, têm que ler este livro! Podem ter a certeza que será uma BOA LEITURA!

Leonor Silva