Junho 2015


   Este livro de Ana Maria Moix conta-nos a fascinante história de como Miguelão, com todos os defeitos que assinalava em si mesmo, conseguiu conquistar a alma de um menino chamado Bibi, não tendo aquilo que se poderia valorizar maioritariamente nele, apesar de outra qualidades: a sua voz aguda que, quando se elevava, tornava-se um puro clarim mas que fazia dele um ótimo cantor e os seus cabelos pretos encaracolados que, por mais que tentasse assentar, seriam sempre encaracolados. Apesar de também ser corpulento, com apenas sete anos, Miguelão já era mais alto que o seu irmão Júlio, que tinha, na altura, nove anos. Para a personagem principal, Júlio tinha exatamente tudo o que ele não tinha: se alguém dizia «Que simpático é o Júlio!» ou até «Como é encantador este menino!», Miguelão pensava «Claro, eu sou antipático porque o Júlio é simpático.» apesar disso ser a mais pura das mentiras. Miguelão também contava com o apoio do seu fiel e protetor cão Pepe e com a coscuvilhice da misteriosa, mas também fiel, gata Pastora. Mas afinal quem é este Bibi? O mais recente vizinho de Miguelão, sim… Mas tinha algo mais: uma postura incrivelmente graciosa e, de acordo com Miguelão, uns fatos que o fascinavam de todo. Como era belo… De cabelos loiros, encantou-o de tal forma que Miguelão poderia ter passado todo o verão a olhar para ele, montado na sua bicicleta, do outro lado da rua, se não fosse um dia…

     O que será que vai acontecer neste dia? Haverá mais alguma coisa a acrescentar à definição de Bibi? Será que virá a conquistar mesmo a alma do seu novo vizinho e fazer dele o seu melhor amigo? Se sim, de que maneira? Que decisões terá que tomar para tudo isso acontecer? Será que Júlio também estará envolvido nesta história? E os seus dóceis animais domésticos? Embarcarão eles também nesta aventura que é a possível paixão entre “quase amigos”? Depois de todas estas perguntas, deixo-vos uma ainda maior: QUEM SERÁ ENTÃO MIGUELÃO??

José Pedro Marques

Anúncios

    “Uma Escuridão Bonita”, escrito por Ondjaki , conta-nos uma boa história; é certo que a história, em si, não é muito especial, mas da maneira que o autor escreve faz o livro especial!! Este livro fala sobre uma escuridão, uma escuridão como quando falha a luz. Anda à volta de duas personagens principais, um rapaz e uma rapariga que estão à varanda e muito acontece naquela escuridão. Ainda há outra personagem, uma personagem um pouco irritante e intrometida; essa personagem é a avó do rapaz. Tem muitas frases que nos marcam, que nos fazem pensar, como por exemplo, uma das frases que me marcou foi “Empresta-me só os teus lábios.” Tal como esta frase, há muitas mais !!

   “Uma Escuridão Bonita” é , talvez , a simples história de … Só lida é que esta história pode ser sentida: leiam e deixem a vossa opinião! Desejo-vos uma boa leitura!

   Sofia Costa

Adorei o livro “O rapaz que prendeu o vento”. Este livro, uma história real, fala da vida de um rapaz, chamado William, que descendia de uma pobre família do Malawi. O pobre William teve de deixar os estudos devido à falta de dinheiro para pagar as propinas. Mas não foi isso que o impediu de estudar. William passou a ir quase todos os dias a uma biblioteca para requisitar livros acerca das matérias que estavam a ser lecionadas pelos professores na escola. Certo dia, encontrou por acaso um livro sobre moinhos de vento e foi esse mesmo livro que lhe mudou a vida.

William baseou-se em alguns dos exemplos de moinhos que viu no livro para fazer um protótipo. Como viu que resultara, decidiu fazer um maior, para cumprir o seu grande sonho: fornecer eletricidade e bombear água para toda a sua comunidade. Começou a recolher os materiais necessários recorrendo a uma sucata e, por fim, conseguiu construir aquilo que tanto queria.

Será que a sua invenção foi capaz de fornecer eletricidade e de bombear água para a sua aldeia?

João Pedro Martinho

Gostei de ler o livro da coleção “Os sete irmãos” cujo título é : “ Maria atravessa o Atlântico”, em que são autoras Margarida Fonseca Santos e Maria João Lopo de Carvalho.

Maria é a irmã mais velha da família Machado que tem 17 anos. Apesar de ter muitas dúvidas sobre se aguarentará estar tanto tempo longe da família, amigos e principalmente do namorado, Maria decide ir para os Estados Unidos da América estudar durante um ano. Tal situação causa grande angústia na família pela distância, e no seu namorado, o João Pedro, uma enorme saudade e tristeza pela separação. Na véspera da sua partida, a sua família preparou uma festa de despedida com todos os seus amigos, familiares e, naturalmente com o seu namorado; todos lhe preparam uma agradável surpresa:  forraram o quarto da Maria com papel de cenário e nele escreveram dedicatórias e colaram fotografias  dos momentos felizes que viveu com todos, e cada um deles.

A chegada aos Estados Unidos não corre lá muito bem, Maria acha tudo muito estranho, muito diferente de Portugal, e de imediato sente não pertencer ali, e de que nunca deveria ter aceite este desafio de estar longe de casa durante tanto tempo. Quando Maria lá chega, conhece a sua família de acolhimento , composta pelo  “pai”, Mr.Davis , a “mãe” ,Mrs. Davis, o “irmão” Tom e por fim a “irmã” Sarah. De toda a família de acolhimento com quem a Maria se relaciona diariamente é com a Sarah, que é egoísta, e não aceita qualquer atenção dos colegas ou professores para com Maria, mas depois acaba por ser um apoio e ter um carinho especial pela “nova irmã”. Depois, pouco a pouco, acaba por fazer amizades com Alicia que é americana, e com Isabella, que é Italiana (que, tal como ela, foi para estudar um ano nos Estados Unidos). Estas duas amigas serão as suas confidentes e vão ajudá-la a ultrapassar as saudades de casa e a conseguir viver o seu dia-a-dia á americana. Apesar do carinho com que é tratada pela família de acolhimento, Maria não consegue deixar de pensar em Portugal e sobretudo no seu namorado. Contudo, com o decorrer do tempo, e pela convivência nas aulas de dança Jazz com o professor chamado Mr. Pearcy, Maria acaba por confundir sentimentos de amizade com paixão, e sente-se atraída pelo professor.  O professor, no aniversário da Maria, oferece-lhe uma caixinha com um peluche da mascote da escola com o nome dela gravado, para ela não se sentir sozinha. Com esta atitude, Maria fica convencida que o professor se tinha apaixonado por ela, e ela começava a sentir algo também por ele. E começam as dúvidas sobre o namoro com João Pedro, sobre traição, encontrando-se o seu coração em sobressalto e com inúmeras dúvidas.

Será que o amor de Maria e João Pedro sobreviverá à distancia?

Afonso Marques Ribeiro