Outubro 2015


 

A Amiga da China

Tangerina que tanges

O Sol do meio-dia

És cara de menina

Com pintas de alegria.

Teus gomos perfumados

Tua pele tão fina

Tangerina tão doce

Que vieste da China.

Quando ia para a escola

Teu perfume nas mãos

Teu perfume no bibe

Nos cadernos. No pão.

Tu eras tão bonita!

Eu era tão menina!

Que saudades eu tenho

Minha amiga da China!

O livro que li chama-se O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá : Uma História de Amor, do escritor Jorge Amado.

Esta linda história de amor foi um presente de aniversário, quando o filho de Jorge Amado completou um ano de idade. Mas só foi reencontrada, muitos anos depois, quando o seu filho, João Jorge, a encontrou no meio de antigos papéis.

Esta fábula que fora escutada do Vento pela Manhã, que a contara ao Tempo para ganhar uma rosa azul, é a história do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá.

O Gato Malhado vivia num belo parque e todos os habitantes o culpavam de todas as desgraças que lá aconteciam. Toda a «gente» pensava que ele era muito mau, solitário e egoísta, mas não, quem fazia todas as maldades era a Cobra Cascavel.

Quando chegou a primavera, o Gato Malhado acordara do seu sono sem sonhos, abrira os seus olhos pardos e estendera os braços. Todos os habitantes tiveram reações muito estranhas: o Pato Negro, que costumava admirar o Gato Malhado, quase que caiu de espanto ao vê-lo a rir, a Galinha Carijó de tanto gritar desmaiou nos braços dos seus pintainhos, os pombos silenciaram os arrulhos de amor e recolheram-se todos no pombal, e assim aconteceu uma debandada geral.

De repente, o Gato rebolou na relva e soltou um miado. Levantou a cabeça para sentir o calor do sol e reparou que o parque, em pouco tempo, ficou vazio. Ao princípio, o Gato ficou admirado por que é que todos os habitantes fugiram, quando o parque estava tão encantador naquele momento da chegada da primavera. Depois, achou que e Cobra Cascavel tinha aparecido, então olhou para todo o lado mas não encontrou sinais da Cobra e foi aí que percebeu que todos fugiam dele. Seguidamente, olhou para cima de uma árvore e reparou que num alto ramo uma jovem e bela andorinha lhe sorria.

O Gato, muito admirado, perguntou-lhe se também não ia fugir dele e ela respondera que não. O Gato Malhado apaixonou-se logo que viu a Andorinha Sinhá e ela também. Começaram, então, a passear pelo parque e o amor aumentava cada vez mais. O Gato Malhado chegara a sentir um bocadinho de ciúmes do Rouxinol, pois ele era o professor de canto da Andorinha e tinha medo que ela se apaixonasse por ele. Mas, pelo contrário, a bela e simpática Andorinha, apesar de receber os mais simpáticos elogios dos seus companheiros, apaixonava-se cada vez mais, pelo Gato Malhado. Assim, durante o verão viveram momentos inesquecíveis, partilharam experiências, conversaram muito e trocaram sorrisos expressivos.

Só que no parque havia uma lei para ser cumprida. Cada animal só podia casar com outro de sua raça. Então os pais da Andorinha Sinhá não aceitavam que a sua filha pudesse gostar do Gato Malhado, por isso obrigaram-na a casar com o Rouxinol …

Será que a Andorinha Sinhá irá casar com o Rouxinol? Esta é uma fantástica história de amor!

Leiam este livro para descobrirem o que se passou na estação do outono e do inverno … Vão adorar!!

Filipa Ferreira

    “A Vida de Pi”, de Yan Martel, conta-nos uma parte da vida de um jovem chamado Piscine Molitor Patel que, nos seus dezasseis anos, parte da Índia, seu local de nascença, abandonando o jardim zoológico do seu pai num navio de carga chamado Tsimtsum para ir viver no Canadá, juntamente com os seus pais e irmão.

      Dá-se então, por razões inexplicáveis, uma avaria no navio e este afunda-se. Pi vê-se, então, perdido no meio do Oceano Pacífico a bordo de um barco salva-vidas que poderia ter salvo até 32 pessoas, com a companhia de uma zebra com a pata esquerda dianteira fraturada, um orangotango chamado “Orange Juice”, uma hiena impossível de aturar e “Richard Parker”, um temível tigre-bengala de 200 quilos. Para sobreviver, Pi chega aos extremos da sobrevivência neste que é um dos livros mais entusiasmantes que já li!

    José Pedro Marques

Gostei de ler o livro da coleção “Duarte e Marta” cujo título é: “Mistério do pavilhão de Portugal”, em que os autores são Maria Inês Almeida e Joaquim Vieira.

Este livro fala-nos de dois jovens amigo Duarte e Marta que à saída de um concerto de rock no pavilhão de Portugal viram um vulto de um homem no cimo do edifício. Os dois amigos ficaram muito desconfiados por aquele homem estar naquele local de madrugada e decidiram segui-lo.

O estranho homem apanhou um táxi e os dois amigos não puderam segui-lo mas tiraram a matrícula do carro.

No dia seguinte, decidiram primeiro falar com o segurança do pavilhão de Portugal a fim de saber se estaria a acontecer alguma reparação na pala do edifício. O segurança garantiu-lhes que não, e muito menos durante a madrugada.

Decidiram então os dois amigos investigar, por conta própria, o que acontecera naquela madrugada. Após conversarem com o taxista, descobriram o hotel onde o estranho homem se encontrava hospedado e que estava acompanhado de um amigo. Tratava – se de cidadãos do Líbano e logo ficaram com medo que fossem terroristas.

Depois, dirigiram-se para o Parque das Nações onde apanharam o teleférico e puderam observar que no cimo da pala do pavilhão de Portugal se encontrava, ali colocada, uma caixa retangular. Ficaram assustados, pois poder-se-ia tratar de uma bomba, na medida em que no dia seguinte chegaria ao pavilhão de Portugal um grupo famoso de rock chamado N.O.W cujo vocalista era o Mike B, e iriam estar naquele local centenas de pessoas para assistir. Resolveram, então, contar tudo o que tinham visto e descoberto à polícia.

A polícia acreditará neles? Será que aquilo que eles viram era mesmo uma bomba?

Afonso Ribeiro

    O GENIOZINHO fala de um menino chamado Rodrigo que é um génio, e tem um irmão mais novo chamado João. Rodrigo é muito diferente do irmão, pois enquanto o irmão só se preocupa com a imediata realização pessoal, Rodrigo é um aluno aplicado nos estudos, no computador e nos livros.

    Certo dia, o Rodrigo estava a estudar para o teste de matemática quando a mãe dele, Leonor, lhe disse para ele parar porque tinha a cabeça quente. O Rodrigo não gostava de ficar doente, pois ele tinha teste de matemática e não gostava de parar de estudar. Aproveitando que os pais tinham ido trabalhar e o irmão para a escola, o Rodrigo foi encontrar-se com o seu amigo para ter as fotocópias da matéria de matemática. De seguida, o Rodrigo foi para casa sem ninguém dar conta para poder preparar-se para o teste.

    Passado algum tempo, o Rodrigo fez o teste de inglês, mas no dia em que a professora que também era diretora de turma faltou, o Rodrigo ficou muito chateado porque ele queria saber a nota do teste de inglês. Quando chegou a casa, foi procurar o número de telefone da diretora de turma que é a professora de inglês e quando o encontrou ligou-lhe, mas já era muito tarde;  mesmo assim, a professora atendeu e disse que ele tinha tido muito bom, mas ele queria saber a percentagem do teste. A professora disse que ele tinha tido dezanove vírgula dois.

    Este episódio demonstra a preocupação de Rodrigo pela sua vida escolar, porque ele queria saber a nota para poder atualizar o seu ficheiro da média das notas. Para saberem o resto da história, aconselho a leitura deste excelente livro.

João Pedro Freitas

    Terminei a leitura de um livro com um título original: Histórias ao telefone do escritor Gianni Rodari.

O autor referia que as histórias tinham sido inventadas por um senhor, o qual, para satisfazer a vontade da filha, arranjava sempre uma história para cada noite. Como andava em viagem, o homem utilizava frequentemente o telefone.

Este livro tem trinta e quatro pequenas histórias, pois como eram transmitidas “ao telefone”, nunca poderiam ser narrativas muito extensas.

Deliciei-me com as pequenas e extraordinárias histórias: “O caçador desafortunado”; “O palácio de sorvete”; “O passeio de um distraído”; “A casa de estragar”; “A mulherzinha que contava os espirros”; “O país sem ponta”; “O des-país”; “Os homens de manteiga”; “Alice Trambolhona”; “A estrada de chocolate”; “A inventar números”; “Brif, bruf, braf”; “A compra da cidade de Estocolmo”; “Para tocar no nariz do rei”; “A famosa chuva de Piombolino”; “O carrocel de Cesanatico”; “A praia de Óstia”; “O rato da banda desenhada”; “História do reino da Comilónia”; “Alice cai ao mar”; “A guerra dos sinos”; “Uma violeta no Pólo Norte”; “O jovem caranguejo”; “Os cabelos do gigante”; “O nariz desertor”; “A estrada para lado nenhum”; “O espantalho”; “A brincar com a bengala”; “Velhos provérbios”; “Apolónia das compotas”; “A velha tia Ada”; “O sol e a nuvem”; “O rei condenado à morte”; “O mágico dos cometas”.

Todas estas histórias levam-nos para o mundo da fantasia, criatividade e imaginação.

Fiquei encantada e vou partilhar um resumo de algumas extraordinárias histórias.

Assim, a história “O carrocel de Cesanatico” fala de um carrocel à beira-mar, empurrado por um pequeno, magro e tisnado homenzinho. Um dia, um senhor de idade levou o seu neto a andar de carrocel. O neto sentou-se num jipe vermelho e o velhote também quis andar e sentou-se num cavalo de pau. O carrocel, ao som de uma humilde melodia, girava, as crianças divertiam-se e o velhote imaginava-se a sobrevoar vários países, chegando a alcançar o record de Gagarim (cosmonauta soviético).

“O jovem caranguejo” fala de um caranguejo que andava a matutar por que razão a sua família andava toda para trás. Então, determinado e persistente como era, decidiu que começaria a andar para a frente como todos os outros. Assim o fez. Começou a treinar, mas a tarefa não era nada fácil. Porém, a pouco e pouco, começou a andar para a frente. Afinal tudo se aprende, quando há força de vontade. Já preparado, apresentou-se à família. Os pais ao verem tal comportamento ficaram muito tristes e desiludidos com ele e os seus irmãos gozavam-no. Certo dia, o pai disse que se quisesse continuar lá em casa, teria de andar como os outros caranguejos e se quisesse fazer as coisas à sua maneira, teria de se ir embora e não mais voltar. O corajoso caranguejo, todo decidido, despediu-se dos pais e dos irmãos e partiu pelo mundo fora. Durante o caminho, todos que o viam, faziam comentários pouco agradáveis, mas ele ignorava. Um dia encontrou um velho caranguejo que o aconselhou a fazer como os outros e a voltar para casa. Mas ele, como era determinado e teimoso, seguiu orgulhosamente o seu caminho. Será que conseguirá corrigir todas as coisas tortas deste mundo?

“A praia de Óstia”, certo dia apareceu na praia de Óstia um homem extravagante, que chegou em último lugar e não encontrava qualquer espaçozinho para colocar o seu chapéu-de-sol. Então, criativo que era, deu um toque no cabo e logo o chapéu-de-sol pôs-se a flutuar à beira mar. Pegou numa cadeira e num livro, que começou a ler. A dada altura caiu-lhe o livro em cima de uma senhora gorda. A senhora de tão assustada que ficou caiu para trás e, como era gorda, não se conseguia levantar. Acudiram-na os seus sobrinhos que começaram a reclamar com o senhor extravagante. Ele ignorou e dizia que “ também pagava impostos” pelo que teria de ter um lugar na praia. Várias crianças perguntavam como é que o senhor conseguia estar a flutuar, pois também queriam estar lá. O homem extravagante continuava a sua leitura…

“História do reino da Comilónia” fala de um senhor chamado Digestor que começou a governar o país da Comilónia. Depois dele, por ordem cronológica, subiram ao trono o Comilão Terceiro, Comilão Quarto, até chegar ao comilão Nono. E assim terminou a dinastia … Mas que disnatia!

“Alice cai ao mar”, esta história trata de uma rapariga chamada Alice Trambolhona. Alice foi até ao mar e não queria sair de lá. A rapariga queria ficar dentro de água até se transformar num peixe. Alice foi para casa e, antes de se deitar, viu-se ao espelho a ver se já estava a ganhar barbatanas ou escamas. No dia seguinte, Alice foi para a praia mais cedo do que o costume e encontrou um rapaz que apanhava conchas. Alice perguntou-lhe se sabia como se transformava em peixe, então o rapaz pousou as conchas em cima de uma rocha e atirou-se à água. Passado um bocado Alice vê um golfinho a dar cambalhotas no meio das ondas. O rapaz veio ao pé de Alice e disse-lhe para experimentar e Alice mergulhou. Mas por azar caiu dentro de uma concha. Saiu e foi para casa …

“A guerra dos sinos” era uma vez, uma enorme e terrífica guerra que já durava há bastante tempo. Para que conseguissem vencer a guerra, com um só tiro, o Extrageneral de um dos exércitos pediu para retirar todos os sinos dos campanários e fazerem um grande canhão. Assim foi … mas entretanto, o comandante do exército inimigo também fez o mesmo com os sinos do seu país. O Extrageneral bombástico deu um grito para iniciar o combate e o seu canhão descomunal soltou um Dim! Dom! Dam… houve um momento de silêncio e do outro lado ouviu-se também, como resposta, um alegre Dim! Dom! Dam! A guerra terminou e os inimigos, Extrageneral e o Mortechal, desapareceram nos seus automóveis, para bem longe!

Ao ler o livro Histórias ao telefone, que recomendo aos meus amigos que gostem de fantasia, envolvemo-nos num delicioso mundo de imaginação, humor e criatividade.

Querem conhecer as outras histórias? Vão à biblioteca da nossa escola e requisitem o livro. Vão rir sem querer!!

Filipa Jorge Ferreira