60440016_cidades_de_papel   Este livro relata-nos a história de um rapaz, Quentin Jacobsen, e da sua amiga Margo Roth Spielgelman. Margo e Quentin já eram amigos desde os nove anos quando os dois se mudaram para Jefferson Park. Eles davam longos passeios de bicicleta pelo parque e um dia encontraram um homem com uma poça de sangue em volta dele, e também com uma pinga de sangue escorrendo-lhe pela boca; imediatamente descobriram que ele estava morto. Quentin, como era tímido e reservado, não deu importância ao assunto, no entanto, o seu oposto, Margo, queria saber tudo a respeito do homem e sempre dizia que todos os fios do homem estavam partindo. Depois veio-se a saber que o homem se tinha suicidado.

   Passaram-se anos e agora os dois amigos são finalistas do secundário. Margo é muito popular e tem um namorado… Quentin tem dois amigos maravilhosos: Ben e Radar. Certa noite, Margo aparece no quarto de Quentin a partir da sua janela e pede-lhe o carro, mas não só, também diz que queria que ele fosse a conduzir, e acrescentou ainda que naquela noite iam acabar com toda a injustiça. Pegaram no carro às escondidas e partiram primeiro para o supermercado onde compraram: três peixes, veet, vaselina, seis latas de cerveja, uma dúzia de tulipas, uma garrafa de água, lenços de papel e uma lata de tinta de spray azul. De seguida, foram para a casa da ex-melhor amiga de Margo que estava enrolada com o ex-namorado dela que a traíra. Primeiro travaram o carro do James, o ex-namorado, depois avisaram o pai de Becca, a ex-melhor amiga, que esta estava a ter relações sexuais na cave. Nesse momento começaram-se a ver luzes e de repente viu-se sair James nu e tiraram-lhe uma foto. Nessa noite deram-se muitas mais peripécias interessantes e divertidas.  Certo momento, Margo e Quentin foram ver a vista de cima de um prédio. Lá Margo comentou que Jefferson Park era uma cidade de papel onde todas as pessoas são de papel, frágeis, sem se importarem com o que realmente importa;  Margo adiantou que nada a prendia ali… dizia que o seu último fio tinha partido… Quentin pensava que Margo se ia suicidar mas esta negou. Na manhã seguinte, Quentin acordou pior do que estava na noite anterior. Foi à escola como sempre, mas durante dois dias Margo não aparecera na escola. Quando Quentin chegou a casa no fim do segundo dia estavam lá os pais de Margo acompanhados de um detetive. Os pais de Margo diziam que já estavam fartos que ela desaparecesse… diziam que Margo voltaria quando o dinheiro acabasse… que ela era uma adulta… O detive queria falar com Quentin sobre os outros desaparecimentos de Margo e dizer-lhe que ela sempre deixava pistas. Quentin ficou decidido a encontrá-las. À tarde, Ben e Radar foram jogar playstation para a casa de Quentin e ele falou-lhes sobre isso das pistas de Margo. Foi nesse preciso instante que se virou para a janela do quarto de Margo e viu um cartaz nos estores que dizia “ESTA MÁQUINA MATA FASCISTAS”.

   Será que Quentin e seus amigos vão partir na aventura de encontrar Margo? E … se sim, será que alguma vez a irão encontrar??? Se queres descobrir tudo isto e muito mais, lê este empolgante livro, “Cidades de Papel”.

 Francisco Matos