Maio 2016


Nesta história, conhecemos um menino chamado Henrique que viveu uma grande amizade e uma inesperada aventura.

Um dia, o seu pai trouxe para casa uma cabra e Henrique tinha ficado com a tarefa de ser seu dono. Chamou-lhe Pernas Tortas e levava-a diariamente a pastar. Certo dia, ela fugiu para o quintal do Chico da Juliana, um homem velho arrogante que ainda mais furioso ficou quando soube que a cabra lhe comera a sua colheita.

Henrique preferiu ir desculpar-se ao Chico da Juliana que, inesperadamente, o perdoou e os dois ficaram amigos.

Depois deste acontecimento, Henrique visitava várias vezes este novo amigo e descobriu que ele afinal era um grande artista. Naquela altura, andava a fazer uma escultura de um anjo, que pedira a Henrique para o colocar na sua campa quando este falecesse. E assim aconteceu: quando o amigo partiu para o outro mundo, Henrique cumpriu a promessa com as suas próprias mãos e lá foi colocar o anjo azul no cemitério, demonstrando assim o valor de uma grande amizade.

Passados alguns dias, aconteceu nova peripécia na vida de Henrique. Foi quando o Abílio e o Zé Courinho, dois rapazes que admiravam a Otília, a irmã do Henrique, disputaram o amor da rapariga.

Queres saber qual deles foi o pretendido?

Posso ainda adiantar que houve uma fuga no dia do casamento de Otília. Quem seria?

Queres saber o que aconteceu mais na vida deste pacato rapaz?

Lê esta história que certamente te interessará. Podes encontrá-la na nossa biblioteca.

João Rodrigues

O livro que li tem como título O Guarda da Praia, de Maria Teresa Maia Gonzalez.

Este livro fala-nos de uma jovem rapariga que se encontrava a escrever um livro e, para o terminar, procurou um local sossegado e tranquilo; então foi para uma casa que alugou perto de uma praia.

No dia seguinte, quando acordou, avistou da janela um rapaz magro, loiro e moreno que se chamava Luís, mais conhecido por Dunas. Mais tarde, acabou por saber que o pai dele partira para a América e que Dunas vivia com a sua avó, numa ilhota, onde só se chegava de barco.

Dunas, jovem corajoso e destemido, aparecia frequentemente pela praia e desaparecia de um modo súbito e inesperado.

Um dia, quando a jovem foi à varanda, viu ao longe um ponto cintilante na água, e era Dunas. Este convidou-a a ir nadar e Concha, assim se chamava a rapariga, mesmo com um bocado de medo, acabou por aceitar. Passaram uma excelente manhã juntos, a cumplicidade ia aumentando e ela começava a querer saber mais sobre a sua vida, mas não queria fazer muitas perguntas, pois podiam entristece-lo. Dunas mostrava-se muito atencioso com a praia e todos os dias, à mesma hora, ia lá alimentar uma pequena e velha gaivota que já não tinha forças para procurar alimento. Os peixinhos eram os grandes amigos de Dunas, mas também tinha amigos da escola e um dia, depois das aulas, quando jogava à bola, desmaiou devido a uma crise de asma. Concha, preocupada e assustada, levou-o ao médico e eles ficaram admirados de ver Dunas lá, pois a sua avó dizia que tinha remédios para tudo e então nunca o levara a tomar vacinas. A jovem levou Dunas para casa da avó e dirigiu-se para a sua casa. Na manhã seguinte, encontravam-se alguns turistas na praia e sujaram-na toda, e Dunas, chateado, pegou no lixo e deitou-o em cima deles. Um dos turistas levou Dunas à esquadra. Concha foi ao café de bicicleta e foi lá que soube da notícia. Apressou-se a ir à esquadra e convenceu os polícias a libertarem-no, Dunas lá conseguiu sair e contou tudo à amiga.

No dia seguinte, Concha e o seu amigo foram para a praia nadar. Quando já estavam cansados, sentaram-se na areia a descansar e a apanhar sol. Aí Dunas comunicou a Concha que adorava aquela praia, conhecia bem o mar, todos os dias ia lá, adorava tudo o que a praia lhe proporcionava, desde a brisa, o mar, a areia, conchas, algas, peixes … e que aquela praia era dele.

Por que será que Dunas diz que a praia é dele?

Será que a jovem, quando acabar de escrever o livro, permanecerá na praia com o seu amigo?

Curiosos!? … Procurem o livro e façam uma viagem … vão ver que vão adorar!!

 

Filipa Jorge Ferreira

Este livro conta-nos a história de um rapaz cujo nome é Peter Stone, tem 12 anos, e tem uma personalidade própria, porque é tímido, tem problemas em comunicar, adora estar sozinho e em locais calmos e tranquilos. Por sua vez, a sua família é o seu oposto porque Peter, que adora o silêncio, tinha uma família bastante barulhenta.

A acrescer a isso, Peter era vítima de “bullying” na escola, e seus pais em vez de o ouvirem, optavam sempre por soluções erradas de que Peter não gostava, como colocando-o no karaté, em campo de férias e outras, e, por isso, não resolviam o problema.

Até que um dia, seus pais resolveram ir morar para um local mais calmo, junto de um vasto vale. Os vizinhos mais próximos estavam a cerca de 2 km. Peter descobriu perto de casa um vale e adorava lá estar, pois tudo era paz, silêncio, tudo era calmo e maravilhoso.

Um dia, Peter estava sentado num rochedo, junto do riacho, e sentiu passos de alguém. De imediato olhou e viu diante de si uma rapariga da sua idade, de cabelo curto e de cor vermelho. Ela chamava-se Annie, era extrovertida, adorava desenhar e fazer arte com tudo aquilo que existia na Natureza. Tal como Peter, adorava, também, a tranquilidade e paz que o vale oferecia. Annie era, contudo, uma menina doente, que sentia frequentemente fortes dores de cabeça, pois tinha cancro (leucemia), e estava ali porque tinha pedido à mãe vir para um campo de férias ali perto do vale, antes de iniciar mais um tratamento de quimioterapia.

Os pais de Annie também não a compreendiam, pois ela recusava-se a efetuar mais tratamentos de quimioterapia, antes queria efetuar um tratamento inovador que estava em experincia^, mas que só seria testado dali a uns três meses. Os pais de Annie não concordavam, e impunham a sua vontade, pois Annie poderia morrer antes disso. Por isso, tal como Peter, aproveitava cada um dos momentos em que estava no vale.

Os dois adolescentes passaram a encontrar-se diariamente no vale, conversando sobre si mesmos, divertindo-se com os pirilampos, os campos em flor, o riacho, e passavam também longos períodos em silêncio maravilhados com o vale. Acreditavam que o vale era mágico e que lhes iria realizar todos os desejos.

Entre eles nasceu uma bela, forte e genuína amizade.

Peter conheceu, também, dois rapazes que eram irmãos e viviam ali perto, mas eram meninos egoístas e malvados que gostavam de fazer maldades. Esses dois irmãos, sem qualquer motivo, só por mero prazer, passaram a bater fortemente no Peter e a proibi-lo de se queixar aos seus pais. Mais uma vez, Peter era vítima de violência e não se defendia por achar que seria pior para si. O seu único refúgio era o vale. Era aqui que ele se sentia bem e feliz, junto da sua amiga Annie.

Um dia, os dois amigos decidem fugir de casa e ir viver para o vale que conheciam muito bem, e sabiam que ali seus pais nunca os iriam encontrar, na medida em que o vale era enorme e denso. A fuga no interior do vale foi mágica, tiveram os pirilampos a traçar-lhes e iluminar-lhes o caminho, a relva a servi-lhes de colchão fofo, frutos silvestres (amoras) como alimento, e no dia seguinte enlamearam-se junto ao rio e banharam-se nele.

Mas a felicidade de serem livres durou pouco porqu de repente, Peter avista os dois rapazes e de imediato pede a Annie para se esconder atrás de uma rocha que existia no meio do rio. Os rapazes cumprimentaram Peter, mas não viram Annie, troçaram dele, e depois resolvem pegar num pedregulho enorme e atirá-lo contra ele para o atingir e magoar. Mas, por azar, acertam com o pedregulho na cabeça em Annie, que de imediato cai no rio, e a cabeça começa a sangrar, pois com o impacto do pedregulho abriu um enorme golpe. Os rapazes em vez de ajudarem fogem dali. Peter, aflito, vai ao seu encontro de Annie que estava inanimada e quase a afundar-se. Ele tira-a para a berma do rio e ata-lhe a sua t-shirt à volta da cabeça. Fica desde logo muito preocupado, pois estão sozinhos no vale, longe de tudo, de casas, da estrada, ninguém sabe onde estão. Peter não podia deixar Annie sozinha, nem carregá-la e levá-la consigo, para pedir ajuda.

Então, num gesto de desespero, Peter pede ajuda ao vale.

Como sairão os dois amigos dali? Annie sobreviverá?

Afonso Marques Ribeiro