Dezembro 2018


O livro de que vou falar chama-se “O caderno vermelho da rapariga karateca” e foi escrito por Ana Pessoa. Este livro é basicamente um diário, cuja dona não quer que seja tratado por diário, pertence a uma menina, a N, porquê N? Porque essa menina, que diz não ser menina mas sim karateca, está farta do seu nome e só na sua turma há mais sete raparigas com o mesmo nome dela. N, tem 14 anos, quase 15, que acaba por completar no final do livro, este livro que ela diz ter vontade própria com páginas que se movem. A N tem sonhos, ser cinturão negro, ganhar todos os campeonatos de Karaté e beijar o Raul, um rapaz que anda com ela lá no Karaté, o rapaz de quem ela supostamente gosta e que lhe deu a alcunha de “Mariquinhas”. N gosta de escrever, mas, ao mesmo tempo, acha-o uma seca e por isso prefere lutar com o Raul. Agora que já falei um pouco sobre a N, e sobre quem ela é, está na hora de falar deste caderno e de todas as aventuras e relatos que guarda no seu interior.

N encontrou este caderno na papelaria, quando entrou para ver os postais dos mostradores, com vários cenários e mensagens diferentes. No dia em que “adotou” o seu caderno, ela não pretendia fazê-lo, apenas ia comprar um postal, um simples, sem mensagem nenhuma, apenas tinha uma fotografia de um coelho dentro de uma cartola. Quando estava a dirigir-se para o balcão para pagar a sua compra, olhou para a parede do fundo, com vários cadernos expostos, ordenados por tamanho e cor. Foi aí que viu um certo caderno que a parecia estar a chamar e a dizer: “Leva-me contigo!” Nesse momento, ela aproximou-se, como se a parede do fundo fosse algo fantástico e não uma simples parede, pegou no tal caderno vermelho liso, 13×21 cm, 240 pp. e sentiu logo uma vontade enorme de lhe retirar o plástico que o envolvia. Comprou o caderno, com um elástico vermelho à volta e um marcador de tecido completamente novo. Foi assim que N conheceu o seu objeto preferido, um animal de estimação, uma personagem… A cada dia que podia, N ia escrevendo o que acontecia, o dia em que levou o seu caderno vermelho para a aula de EV, novidades que aconteciam na escola, na catequese, no Karaté e até coisas sobre si e a sua admiração pelo Raul.

Bem, a minha apresentação vai ficando por aqui. Será que N, vai conseguir um dia chegar a cinturão negro? Será que vai finalmente beijar o Raul? Para isto apenas posso dizer uma coisa, leiam o livro e as respostas a estas perguntas vão aparecer em alguma das suas 240 páginas (embora na realidade apenas tenha 140).

Ana Luísa Machado, 6ºC

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     “ Cartas aos Heróis” de José Jorge Letria trata-se de um livro em que é o próprio autor a escrever cartas aos seus heróis de infância expressando os seus sentimentos escrevendo aos heróis: Gulliver,  Ivanhoe, Robin dos Bosques, Alice, Peter Pan,  D. Quixote,  Pinóquio, Ulisses,  Cyrano de Bergerac,  Branca de Neve,   Lazarilho de Tormes,  Principezinho,  Super-Homem,   D ’artagnan,   Buffalo Bill,  Sindbad, Tarzan e  Aladino.

    O autor escreveu as cartas para estes heróis porque para ele estes heróis simbolizam a alegria, a coragem, a imaginação, o gosto da aventura, a poesia, o prazer de rir, a festa de viver. São heróis, no fundo, porque são tudo aquilo que nós sonhamos ser.

    Quando o autor escreve, como por exemplo a Gulliver, ele particulariza o ser o gigante e ao mesmo tempo o anão dos seus sonhos. A Peter Pan, ele particulariza de que era o pássaro cor de prata, o menino voador dos seus sonhos mais antigos. A Cyrano de Bergerag o autor particulariza o facto de ser corajoso, poeta, soldado valente, espadachim temível e homem de sentimentos do tamanho do mundo.

    De todas as cartas que o autor escreveu, a que mais gostei foi a do Principezinho. Apreciei muito a forma como o autor se dirigiu ao Principezinho.”Eu já vi um livro a falar de ti e do escritor, Antoine de Saint-Exupéry, um aviador-poeta que eu nunca cheguei a conhecer, mas que incluo no grupo dos meus maiores e mais queridos amigos.

    O autor também refere que estas cartas podem ser lidas pelos mais novos, ainda em fase de descoberta dos heróis, ou pelos mais velhos, que não deixaram de acreditar nos valores que os heróis representam.

José Braz